domingo, 28 de dezembro de 2008

Tiroteio

Pior do que os desaforos que o povo de telemarketing escuta (já falei sobre isso aqui) são as cantadas que as promotoras de vendas de supermercado presenciam. Cara a cara a coisa deve ser mais complicada e o modo 'sem escuta' não deve ter muito efeito. Complica ainda mais se a tua função profissional é ser simpática, atenciosa e aguentar engraçadinhos que insistem em coisas do tipo: "é de comer? E eu posso?", com aquele sorrisinho de garanhão decadente nos lábios.

Já vi vários tiroteios desse tipo nas idas ao super.

A última que presenciei o cara quis arrastar a guria pra prateleira das bebidas, puxando a moça pelo braço pra ela ajudar a escolher a bebida que combinaria melhor com o tal petisco oferecido.

Eu iria com ele, e pararia na frente da prateleira de Rodox.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Prêmio

Não fizemos campanha, nem sabíamos que havíamos sido indicadas. A gente só vestiu a Calçola nos intervalos entre os trabalhos e parece que fizemos bonito.

Olha o que o Dicas sobre nada reservou pra gente.
Tá lá, no final da cerimônia, tipo assim, melhor filme é só na finaleira, certo?!

Obrigada ao Toninho e suas múltiplas personalidades legais.

Eu fui!

Meninos, eu vi.
Ela estava a alguns metros de mim.
Aquela coisa loira pulava, dançava e cantava sem parar.

Demorei pra assimilar que aquilo não se tratava de um cover contratado pela Ana Maria Braga pra cantar ao lado do Louro José (sim, na semana em que estive em SP a TV do hotel só parava em conteúdo Madonna). Aquela loira era verdadeira, embora as madeixas pudessem ser adquiridas em qualquer farmácia.

Demorei pra reorganizar as conexões cerebrais e entender que aqueles telões estavam transmitindo o show ao vivo e não um DVD de alguma passagem pelo exterior.

Demorei pra sentir o cansaço. Foram mais de 10 horas em função do show só no dia 18/12. Da saída do hotel à falta de táxis pro retorno, tudo foi muito demorado. Em setembro, foram horas sem dormir pra conseguir comprar o parzinho de tickets que nos levaria a poucos metros de Madonna. Não conseguimos os ingressos que queríamos. A tal pista VIP virou lenda tal qual Papai Noel. Mas ficamos bem localizados. Eu, que compartilho da mesma altura de Madonna, consegui acompanhar boa parte do show só esticando o pescoço e desviando dos eucaliptos que por vezes se enfiavam na nossa frente.

Sim, vimos de tudo: filas, bêbados, vômito, desmaio, roubo, brigas. Mas não quero falar disso, desliguei o piloto da incomodação e curti. Muito. Todos os minutos. Consegui realizar o sonho da menina de 12 anos. E essa ainda está de prontidão esperando curtir tudo mais uma vez.


(Uma pessoa muito especial nos ajudou na compra dos ingressos, obrigada pessoa.)

domingo, 21 de dezembro de 2008

Tchau! (Post atrasado)

O post que não deu tempo de colocar no ar na segunda da semana passada.


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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Fórmula do dinheiro

Ahá!
Tem espertinho achando que vai encontrar a fórmula secreta das mensagens de Natal. Um dos links campeões de acesso via Google aqui no Calçolas é Cartinha pro Papai Noel.

Isso me leva a crer que eu realmente poderia fazer dinheiro lançando vários livros:

Estilo revista Nova: 8 passos para conquistar sua mensagem de Natal
Estilo auto-ajuda natalina: Mensagem de Natal: você pode fazer a sua
Estilo Lei da atração: O segredo das mensagens de Natal
Estilo série 'for dummies': Mensagens de Natal para idiotas
Estilo Papai Noel: Acredite: você pode fazer sua própria Mensagem de Natal
Estilo salvação: As 100 melhores mensagens de Natal de todos os tempos


Alguém tem mais alguma sugestão? Dou porcentagem nas vendas.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Tele-surdo mata

A mulher do camionetão novinho e brilhante que não ganhou escova de brinde ainda tem boas histórias pra contar. Preciso dividir essa com vcs.



Querida venuss,



Li o teu texto sobre o telemarketing. O pior é que agora eles iniciam com aquela frase "Para sua segurança, informamos-lhe que esta ligação está sendo gravada". Pela minha livre tradução, isto é o mesmo que dizer: "Gostaríamos de lembrá-lo que tudo o que disser pode ser usado contra a sua própria pessoa". Dá uma sensação de volta à censura. Ou seja, é enlouquecedor e perverso saber que tem gente que nos submete à tortura psicológica mas não há nada a ser feito contra os nossos algozes. Há algum tempo, me ligaram 5 vezes em menos de 1h do mesmo banco oferecendo um "benefício" ao marido. Na primeira vez, eu expliquei que eu também respondia por nossas decisões e que não tínhamos nenhum interesse no"benefício" oferecido. Aí a moça agradeceu e desligou. Menos de 10 min. depois, ligou uma outra oferecendo o meeesmo "benefício". Expliquei que há dez minutos, haviam ligado com o mesmo discurso, e que tinha acabado de explicar que como decidíamos em conjunto sobre assuntos financeiros, podia assegurar que aquele "benefício" não nos interessava, e que eles estavam perdendo tempo conosco, que ligassem para outros. A criatura, inabalável, disse que deveria ter sido falha do sistema. Na terceira vez, quase disse um impropério, mas falei, com o tom mais grave possível, que eles estavam atrapalhando o andamento do meu trabalho e que era a terceira vez que me ligavam em meia hora, independente de eu ter afirmado que estava pouco me lixando para o tal "benefício", é claro, com um vocabulário menos ríspido, já que eu estava SENDO GRAVADA. Na quarta vez, desliguei o telefone na cara da pessoa. Afinal, não iria gastar meu latim, já que não estava sendo ouvida mesmo. Mas na quinta vez segurei minha fúria como pude, e provavelmente surgiu o embrião de uma úlcera dentro de mim. Aí disse que aquilo não era possível, e que gostaria de falar com o superior dele, porque no mínimo o cara que mandava ligar 5 vezes em uma hora para a casa de alguém era um incompetente, estava perdendo tempo com um tipo de "marketing" que além de ineficiente, fazia propaganda negativa do produto e da instituição. O cara disse que iria repassar minhas reclamações, mas que não havia como falar com o superior. Aí, indignada, eu disse que não era possível ser importunada 5 vezes em 1h!!! E que eu respondia tanto quanto o meu marido sobre as decisões a respeito daquele"benefício", e que não tínhamos o mais remoto interesse, ainda mais depois daqueles telefonemas. Disse que se era falha no sistema, o tal sistema deveria ser comandado por alguém, um ser humano como nós, mas na verdade só estava me referindo a mim, (os meus interlocutores até aquele momento provavelmente eram andróides) e que este ser humano certamete poderia fazer algo a respeito do assunto. Aí o cara, explicou que enquanto eles não falassem com a pessoa a ser contactada, no caso, o meu marido, o telefone não sairia da lista a ser contatada, e que era assim que funcionava o sistema, e que "infelizmente" ele não poderia fazer coisa alguma sobre o assunto. Ou seja, de nada adiantava o meu desespero. Eles não tinham nenhum interesse em ouvir o que eu queria, e que tipo de situação estava passando naquele momento, pois eu não existia enquanto falante. Provavelmente a imagem que essas criaturas tem da gente é um ser resumido a um ouvido gigante e uma mão para segurar o aparelho. E ainda teve o despeito de perguntar a que horas poderia encontrar o meu marido. Aí eu bati o telefone na cara do andróide. Não ligaram mais naquele dia, mas alguns dias depois, quando eu já estava mais calma, e voltei a dizer que não era possível encontrar o meu marido"ele estava viajando". Não me lembro mais qual foi o teor da "conversa". Acho que para me proteger, o meu inconsciente, sabiamente, bloqueou aquele conteúdo traumático. Ou seja, além de surdos, esta raça na verdade, não tem como objetivo vender nada, mas enlouquecer a humanidade. Isto é um esquema! Quem sabe não estão sendo patrocinados por clínicas psiquiátricas?Enfim, venuss, se há algum "benefício" nisso, ele vai para a classe médica, a quem recorremos para tratar nossa raiva e indignação, somatizadas em úlceras, dores de cabeça e musculares, para ser o menos dramática possível. Vai chegar um dia em que a causa mortis no atestado será "telemarketing".

Bradinho

Domingo, na fila pra assistir a Queime depois de ler respondo a umas 4 garotas que perguntam: esta é a fila pro filme do Brad Pitt?
Não, é pro último filme dos irmãos Cohen.

Acho que duas delas saíram pela metade.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

tele-surdo

Reclamar de telemarketing é lugar comum. Acho que todo blog que se preste a falar sobre experiências já reclamou disso.
Também acho que trabalhar com telemarketing deve ser algo digno de um lugar no céu com passagem sem escalas para o paraíso. Não deve ser fácil passar o dia oferecendo coisas pra gente que nem sequer tem um fio de cabelo de desejo por aquilo que está sendo oferecido e ainda ouvir com freqüência atrocidades mil, muitas ditas com razão, principalmente quando nos acordam pela manhã.

Mas enfim, descobri o segredo do treinamento para um bom atendente de telemarketing. Nunca ouvir o que a gente tem pra dizer. Nossas falas são registradas como espaço de espera, intervalo de fala, tempo pra língua, parada pra molhar o bico.

Eu trabalho em casa. E não passa um dia sequer sem que alguém ligue oferecendo ou pedindo algo pra marido (a linha está no nome dele). Digo que ele só chega em casa depois das 21h, o que não é nenhuma mentira. Mas também escolho este horário porque sei que esses tele-enchedores-de-saco trabalham só até 20h. Quando respondo dessa forma, recebo um "então eu torno a ligar em outro horário". E eu pergunto se ele trabalha depois das 21h e ele me diz que não. Então por que vai ligar em outro horário sabendo que marido não estará?
E ainda ouço um "obrigado pela atenção, minha senhora, volto a ligar em outro horário". E lá vai o moço da língua cansada e ouvido que não funciona colocar ao lado do nome de marido 'não contatado'. E começa tudo outra vez no dia seguinte.

Agora a minha fala mudou: tu me dizes o que queres oferecer pra ele, deixa o teu telefone, eu passo o recado e se ele tiver interesse ele te liga. E eu continuo ouvindo: então eu torno a ligar em outro horário, minha senhora.

Não dá pra distribuir uns cotonetes pra esse povo, não?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Mulheres e camionetes III - the end

Uma grande amiga está dirigindo um camionetão novinho e brilhante. Ela não ganhou vale-escova na concessionária. Ela não pagou dois IPVA. Ela não ocupa duas pistas pra dirigir. Ela não precisa de duas vagas pra estacionar.


E eu não posso mais brincar de fazer perguntas.
Angela, vende a camionete, plis?

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Mulheres e camionetes II

Toda mulher que dirige camionetão novinho e brilhante paga dois IPVA e se acha no direito de ocupar mais espaço na rua?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Mulheres e camionetes I

Toda mulher que dirige camionetão novinho e brilhante ganha vale-escova semanal da concessionária?

Livrai-nos de toda a celulite. Amém.

Fazendo jus ao título de blog mulherzinha.

Comprei este produtinho aqui. Foi muito bem recomendado pra inglória luta contra a celulite.
Na farmácia peguei o bichinho na mão e li por alto na embalagem: anti volumes rebeldes. Moça, esse aqui é pra cabelo, quero aquele de esfregar nas coxas.
Os caras cobram bem por um produto e não são capazes de pagar alguém decente pra traduzir o material de venda? Esse troço por aqui se chama GORDURA LOCALIZADA. Volume rebelde é coisa de cabelo ruim.

Aí tu tá em casa tri feliz aprendendo a usar o teu produtinho novo. Além de duas esfregações diárias (pós-banho porque os poros têm que estar abertos) tu ainda precisa fazer a tal aplicação recomendada por especialistas, leia-se massagem. É então que tu perde 10 minutos de manhã, 10 minutos de noite pra espalhar o produto e fazer a tal massagem, em duas etapas de execução: modalidade sentada e modalidade deitada. São 5 esfregações pro lado direito, 5 esfregações pro lado esquerdo, com posição ideal das mãos e tudo, isso pra cada uma das coxas. E são 3 movimentos diferentes que devem ser repetidos 5 vezes no par de coxinhas. A rica barriguinha também tem ritual espalhatório com etapas e número mínimo de repetições. E nem dá pra fazer no banheiro porque a segunda etapa toda deve ser feita no modo deitada. Algo assim super prático pra quem continua indo dormir às 3h da manhã.

Uia!

Alguém já teve câimbra nos dedos do pé esquerdo no meio do congestionamento?

Recomendo a todos os motoristas FDP que já me fecharam um dia.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Então é natal

A saga dos cartões de natal voltou.
Pelo visto eu não me comportei nada bem durante o ano e ganhei alguns quantos pra criar.

Por que não colocam no currículo do curso de publicidade a disciplina Cartões e datas comemorativas sem sofrimento?

Ou então quando tu tá lá optando pelo curso de propaganda não tem uma observação em letras garrafais: tens certeza que queres passar o resto da vida profissional criando cartões de natal e adjacências?

Ou ainda: podíamos lançar a campanha Natal só no ano bissexto.

Ou o Bin Laden podia matar o Papai Noel ao vivo e em rede mundial.

O Obama podia proibir o envio de cartões pra atenuar a crise econômica.

Ou alguém na novela das 8 podia vir com o papinho que mandar cartão de natal é algo super out.


Isso tudo é pra dizer que a gente até se esforça pra criar algo diferente, mas a porra do trabalho sempre volta pedindo algo mais tradicional.
Ok, voltemos ao Feliz Natal e Próspero Ano Novo.
Amém.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Propagandeando

Curto, certeiro e direto:

Entrem nesse blog e vejam as maravilhas em adesivo de parede que uma grande amiga está produzindo.
http://dekalquewalltattoo.blogspot.com/

Adorei esse ventilador!
UPDATE: agora tem adesivo de gatinho! Espiem só.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Podre

Se é domingo e estou em casa, pratico uma das várias atividades quase inconfessáveis que fazem parte da minha vida: assisto o Fantástico.

Mas nem meu lado mais trash aguentou a entrevista com a mãe da menina de 9 anos encontrada morta numa mala em Curitiba.

Só o fato de terem colocado no ar é necrofílico, abjeto, terrível.

Preferi trocar de canal correndo, e ver no Discovery um decumentário sobre cientistas tentando estancar o processo de putrfação de uma lula gigante (sério!).

Achei muito menos nojento ver uma imensa massa gelatinosa pútrida e disforme sendo manipulada por cientistas que tampavam o nariz, do que assistir a entevista que passava na Globo.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Novos capítulos e novela

Tentativa de retorno: 1, 2, 3 testando.

Marido e eu tiramos dois dias em meio ao caos de trabalho instalado. Sair sempre traz de brinde o descanso, mas também implica em apressar o que deve ser finalizado na pré-saída e correr com o que ficou logo que se retorna.

Desinstalar modo reclamão: 1, 2, 3 testando.

Marido e eu tiramos dois dias pra viajar e descansar. Lá pelas tantas, resolvi comprar um chapéu pra proteger parte dessa brancura toda que vos escreve.

Modo parênteses acionado: 1, 2, 3 testando.

Logo que vim morar em Porto Alegre, na primeira agência de propaganda em que eu trabalhava, o estagiário-faz-tudo da criação era um guri negro boa pinta galanteador de no máximo 17. Na primeira vez em que fui trabalhar de saia, antes mesmo de me dar bom dia, ele me olhou espantado e disse: "venuss, como tu é branca!". E eu respondi: "Fulano, como tu é preto!" Pronto, morria ali todo o complexo de brancura que aqui residia, porque tem coisas que não se resolvem com talco ou com autobronzeador sabor fique laranja manchada.

Modo parênteses desinstalado: 1, 2, 3 prosseguir.

Pois então que achei um chapéu que era uma graça. Meio carinho, mas uma graça. Resolvi não comprar na hora e ver se encontrava algo próximo em outra loja, até pra comparar preços. Duas ou 3 lojas depois encontro o mesmo modelo, marca, mas em várias outras cores. Pergunto pelo $$ e a senhora me diz: 'ah, esses são os chapéus da novela. É da estilista da rede globo e SÓ nós vendemos por aqui'. E ela ainda quis me atochar um modelo verde porque 'é a última moda do verão e todo mundo vai usar'.

Quem conhece um pouco da minha vida sabe que a minha pesquisa do mestrado foi sobre moda em revista. Também sabe que eu me interesso pelo assunto. Por conseqüência, deve ter alguma noção do quanto me irrita ouvir um 'isso tá super na moda' como estratégia de venda. Páro por aqui porque o 'modo reclamão' já foi desinstalado e a laranja pode azedar em segundos se eu continuar nesse ritmo.

Mas fica uma dúvida: alguém pode por favor me dizer em que raio de novela tão usando uns chapéus de tecido de abas médias, coloridinhos e qual a atriz que vão dizer que eu estou copiando se eu sucumbir e comprar um desses porque protege do sol horrores e que combinou demais com a branquela aqui?

Modo agradecimento instalado. 1, 2, 3. Câmbio desligo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Perdidos os pensamentos

Além do horizonte deve ter algum lugar bonito pra onde os pensamentos fogem numa velocidade diretamente proporcional a sua genialidade. Insights fulgurantes, idéias maravilhosas, sacadas sensacionais, estão todos lá, na terra dos pensamentos perdidos, mais escondidas que fadas, elfos, gizmos e os Smurfs. Eles ficam ali, quietos, sádicos, deixando-no de brinde a consciência da sua ausência. Pra voltar só no preciso momento em que não precisamos mais deles. No justo instante em que perderam qualquer potencial de gerar reconhecimento, dinheiro, extrema satisfação ou tudo isso junto.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Últimos capítulos

A Eva colocou desculpas futuras, eu me arrisco nas desculpas passadas.

Nesse tempo todo fora do Calçolas eu:
- trabalhei até as 3h da manhã
- fiquei 3 semanas sem ir à academia
- trabalhei até as 3h da manhã
- ganhei mais um cabelo branco (assunto que já passou da categoria novidade pra desespero controlado)
- trabalhei até as 3h da manhã
- desejei comer muitos doces e caí em tentação só uma vez
- trabalhei até as 3h da manhã
- não emagreci mais nenhum quilo (mas tb não ganhei 1g)
- trabalhei até as 3h da manhã
- fiquei sem faxineira
- trabalhei até as 3h da manhã
- tive uma crise de enxaqueca que durou 4 dias
- trabalhei até as 3h da manhã
- disse não a vários novos trabalhos
- trabalhei até as 3h da manhã
- estou há mais de 45 dias sem visitar a minha família
- trabalhei até as 3h da manhã
- vi o Natal chegar em pleno outubro (na metade do mês uma loja aqui perto já estava tão dourada que chegava a ofuscar)
- trabalhei até as 3h da manhã
- não fiquei rica porque trabalhar demais não enriquece ninguém, ou melhor, só não enriquece o camelo que trabalha
- trabalhei até as 3h da manhã
- continuei jogando na mega sena e não deu em nada
- trabalhei até as 3h da manhã
- quase não visitei mais os blogs amigos
- trabalhei até as 3h da manhã
- deixei de viajar com marido
- trabalhei até as 3h da manhã
- surgiram umas perebinhas nas pernas e demorei 15 dias pra arrumar tempo pra ir na dermato e descobrir que elas são petéqueas e ainda não sei o porquê da invasão das manchinhas
- trabalhei até as 3h da manhã
- tive uma pereba no rosto que ganhou o diagnóstico 'stress'
- trabalhei até as 3h da manhã
- deixei duas requisições de exames vencerem
- trabalhei até as 3h da manhã
- adiei a dentista duas vezes
- trabalhei até as 3h da manhã
- deixei de fazer uma série de coisas legais, e uma delas era bater meu ponto por aqui
- trabalhei até as 3h da manhã
- deixei de ser uma pessoa legal pra virar este monstro que vos reclama

Com tudo isso, eu tô uma chata, uma tia velha que só sabe reclamar. Daquelas que repetem o discurso reclamão a ponto do ouvido alheio traduzir tudo como o blá-blá-blá da propaganda do whiskas sachê.
Portanto, vou poupá-los da minha rabugentice precoce e temporária (assim espero) e só voltar a dar as letras aqui quando tiver algo bom pra dizer.
Ou menos chato, que já tá valendo.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Feliz Páscoa

Desculpa antecipada aos leitores do Calçolas

Considerando que tenho pela frente, entre o dia de hoje e o fim do ano:
- 4 disciplinas diferentes nos seus finalmentes
- 3 orientandos de monografia terminando os trabalhos
- 2 orientandas de especialização
- 5 monografias pras quais sou banca
- 1 frila grande pra tocar
- 1 assesssoria prum job de planejamento de comunicação
- 2 dias por semana trabalhando na agência
- 1 gata internada no hospital
- 1 artigo pra revisar e entregar com prazo de uma semana atrás
- 1 filha pequena
- 3 infiltrações na casa que deviam ter sido resolvidas há 4 meses
acho que dá pra enteder porque
- não ando postando muito
- posterei menos ainda daqui pra frente
- não ando respondendo comentário (apesar de morrer de vontade)
- não tenho conseguido visitar os blogs amigos (o que me dói imensamente.
Ficam assim registradas meu pedido de desculpas, minhas boas intenções não realizadas e a resolução de que passado o tsunami, redimir-me-ei.

Mas o Calçolas segue no ar, ainda que, da minha parte, devagarito no más.

Quero-quero

Filha única pra lá de desejada de uma moby (mother older, baby younger) só podia mesmo ser mimada. Mas algo me diz que ando exagerando. Ontem, a Mariana teve mais um surto de eu-quero-isso-e-eu-quero-aquilo-e-eu-quero-aquilo-outro-e-etc. E lá pelas tantas ela titubeou:
- Mamãe, eu quero...hmmm... eu quero...ãhn...quero...
Tentou, tentou, até que pediu ajuda:
- Ô mãe, o que é que posso querer, hein?

2x24h

Abro o jornal de hoje e vejo anunciado em letras garrafais o lançamento dum desodorante que funciona por 48 horas. Prevejo péssimas vendas pro produto. Comprar uma coisa dessas é o mesmo que assumir publicamente que se vai enforcar o banho.

Olho por olho

Não só joguinho de palavras: ontem decidi trocar de oftalmologista. O meu é daquelas pessoas que não olha nos olhos. Considerando a especialidade do sujeito, fica mais complicado do que já é em outros casos.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

ET phone home

Um trabalho me fez olhar imagens do verão gaúcho.
E me dei conta de que a areia, o mar, o milho verde e o churros, o nascer do sol na água, o baldinho de areia e mais um monte de coisas estão parecendo pra mim como imagens de algum planeta a anos-luz de distância daqui. Tipo o quinto planeta que orbita em torno de Betelgeuse ou algo assim. Foi como ver imagens de outro mundo.
Acho que tô precisando de férias.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Alô, dona morte?

Minha cada dia menos pequenina filha anda intrigadíssima com a morte. Faz três meses que meu pai faleceu, e toda vez que ela dá tchau pra avó neo-viúva, manda beijos e abraços pra estrelinha mais brilhante do céu que é o vovô.

Ontem minha filha pediu pra telefonar pro avô. Falei que não dava. E ela rapidamente pensou numa solução. Toda feliz, decretou: "então vamos telefonar pra morte, que ela dá o recado."

Se a morte tivesse telefone, minha conta iria subir horrores. Eu viveria ligando, mandando recados pro meu pai. Dizendo tudo que, sei lá por quê, não falei quando ele andava por aqui.

domingo, 19 de outubro de 2008

Suporte

Recebi na semana passada um jornal.
O nome é Sutiã.
O slogan: "Sustentando idéias".
Tem seções como "Sutiã de renda", Sutiã com enchimento", "Sutiã sem alça" e "Abrindo o sutiã" e "Fechando o sutiã" (essas, abrindo e encerrando o jornal, respectiva- e criativamente).
Mas o pior do pior do pior é que não é um jornal de humor.
O caso é sério.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Obra relâmpago

Em menos de 2km vi duas grandes obras de candidatos a vereador não eleitos: na 24 de outubro, os banners das figuras viraram dois novos abrigos de sem-teto, com direito a janelinha recortada e tudo.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Dia de quem?

Tem mais uma coisa que eu não posso deixar passar em branco: a contracapa do caderno Donna da ZH de ontem.


Eu lembro de um caso de uma americana (acho que era americana) que empilhou dezenas de plásticas pra ficar parecida com a Barbie. Ok, ela era crescida, vacinada e tinha grana pra investir na maluquice. Agora, o que tão fazendo com essa criança lá de Santa Maria? Mini Miss Mundo aos 5?

"Adora fazer luzes no cabelo e só sai de casa maquiada. As grifes preferidas? Dior e Lancôme."


Me deu uma tristeza em pleno dia da criança.

Não precisam ler a entrevista, a foto da Zero Hora dá conta do estrago.



Cereja do bolo diet

Parando de balançar um pouco e dando uma sacolejada no ego, vim aqui pra contar as mil e uma vantagens do emagrecimento.

Desde que comecei com a operação dieta, 4,5kg mudaram de endereço. E todo mundo sabe que a melhor parte de fazer dieta é ver que a coisa está funcionando aos olhos e boca dos outros.

Eu só não sabia que alguns quilos a menos me colocariam no reino na mudança. Eu já ouvi de tudo: tu pintou o cabelo? Não, ele é assim desde que eu nasci. Tu cortou o cabelo? Não vejo a hora de reencontrar a dona tesoura. Tu tá de roupa nova? Tu mudou o penteado? Tu já tinha usado essa cor antes? E por aí vai. Tá, também já ouvi umas quantas pessoas que acertaram na mosca: tu tá mais magra? E eu abro um sorrisão pra responder: um pouquinho.

Confesso, eu fico tri feliz só em saber que as pessoas percebem que algo está diferente, mas a pergunta de hoje foi das mais inusitadas: tu tá bronzeada?
Não, filho, esse é o mesmo branco aipim que me colore desde que nasci. E a única forma de eu mudar de cor é se eu for tomada por uma sarda gigante que vai me deixar enferrujada pro resto da vida.

Ass. venuss
Agora em versão corpo, corte, roupa, cor e bronze novos.

Ah! idade também, mas isso a gente nem comenta.

domingo, 12 de outubro de 2008

Halloween


Entre os muitos importados que fazem sucesso por estas bandas está o mês das bruxas. Trazido dos EUA, ele prenuncia que, mais um pouquinho, vamos estar celebrando também o thanksgiving, tirando do peru a felicidade de só bater os esporões perto do Natal. E vamos brindar com tudo, como bons bobos alegres. Mesmo sem conseguir dizer o nome da data.

E eu, como estou bem treinadinha pra consumir tudo e mais um pouco, obviamente incorporei os espírito halloween.

Por isso lembrei da MPM.

Tinha lá um cara bem velhusco. Não sei o que ele fazia, mas tudo bem, porque metade da agência também não sabia, e provavelmente nem ele próprio tinha uma exata noção do seu papel naquele complexo publicitário. Então: o cara ela velhusco. Ou melhor, era bem velho. Um Matusalém. E o cara, além de ter quase mil anos, era peludo. Tinha pelos (brancos, porque ele era muito velho) por toda parte, inclusive saindo aos tufos pelas orelhas. O nome dele era Luís Gomes. Mais conhecido por Lobisgomis.

E tinha na MPM também a telefonista. Telefonista não é nada surreal nem engraçado, mas a voz dela era. Arranhada, fininha, superdesagradável. E na MPM tinha um sistema de som. Caixinhas contaminavam com a voz da telefonista até o mais remoto cantinho do almoxarifado. E a telefonista adorava falar no microfone, anunciando as ligações e puxando as orelhas de todo mundo que não estava na sua mesa (incluindo as orelhas peludas do Lobisgomes, eca). "Atenção, Fu-la-na, favor atender o telefone, Fu-la-na" (ela sempre separava bem as sílabas do nome do criminoso, pra que todo mundo pudesse entender, inclusive os de orelhas entupidas por serem portadores de hirsutismo auricular, como o Lobisgomes. E assim a telefonista com sua voz deprimente ficava destruindo a concentração de todo mundo, arrasando com papinhos no cantinho do café e fazendo todo mundo correr alucinado pela agência, tentando chegar na sua mesma antes que mulher entoasse outra vez o seu mantra maligno. O nome da telefonista era Zilá. Mas ela era conhecida mesmo como Godzilá.

Lobisgomis e Godzilá ficarão eternamente habitando (e assombrando) a minha memória de publicitária.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Fechada pra balanço

A coisa tá preta por aqui. Entre um trabalho e outro, só arrumo tempo pra balançar a cabeça com o resmungo tradicional 'quem mandou pegar tanto trabalho, quem mandou pegar tanto trabalho'.

O bom é que a Eva está com uma ótima performance por aqui. E assim fico em paz pra balançar a cabeça até o fim do mês. Tks, Evita.

Lógica pura

Seu nome é Thales.
Ele é empreendedor.
E místico.
Sua loja se chama, obviamente, Thalesmã.
Fica numa das esquinas da Sete de Setembro, perto do sagui tarado (vide post anterior).

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O pinto do sagui

O que faz um mini-sagui (o Calçolas, um blog a frente do seu tempo, ainda que neste caso apenas poucos meses à frente, antevendo a revolução ortográfica, já eletrocutou, já enterrou e já mandou rezar missa pelos tremas, coitados, sempre tão difíceis de digitar) - mas então, retomando o assunto depois do quilométrico parêntesis: o que faz um mini-sagui megasolitário de mini-pênis ereto em pleno centro de Porto Alegre?

Sério: pensei já ter visto muito no centro. Mas o micro-pinto para o alto e avante do king-kong de escala quase atômica merece registro.

Tava lá hoje o saguizinho. Numa pet shop da 7 de Setembro, e como se isso não bastasse, so lonely como só a música do The Police consegue dimensionar. Engaiolado. E com seu angstronômico pintinho duro.

O que terá visto o sagui, pra ficar assim, tão feliz?

Pensei em perguntar, sem medo de não ser original: isso aí no teu pelo (o acento diferencial, ao que me consta, também caiu) é um pedacinho de palito de fósforo - só que puxando mais pro cor-de-rosa -, ou você só está feliz em ver a chinchillas peludas da gaiola ao lado? 

Nãossei e os puns

Não satisfeita em ser uma viralata da mais baixa estirpe, a gata da minha filha (obviamente tricolor, eternamente faminta, pegajosa de tão carinhosa e detentora de um nome bizarro como Nãossei) ainda por cima comete puns. Puns fedorentíssimos, horrorosos, constrangedores e constantes. Na verdade, a Nãossei emite tantos puns que acho que exceção, no caso dela, e NÃO peidar.

Tanto que meu marido, preocupado em sermos uma família up-to-date, sincronizada com as tendências do ecochatomarketing contemporâneo, ou seja, uma CFF (Carbon Free Family), conclui que precisaremos plantar dezenas de milhares de árvores em centenas de hectares de terras, pra compensar as emissões de metano felino.

Diesel, Adidas & Barney

Sempre gostei de atividades radicais. Por isso, pego atalhos e me disponho a cruzar o camelódromo do centrão de Porto Alegre com a mesma intrepidez de quem já desceu de rapel o abismo Anhumas, em Bonito (72m de descida muito longe de qualquer parede, e eu detesto altura).

Acho que a coragem pra encarar as duas empreitadas é mais ou menos a mesma.

É preciso um baita sangue frio pra encarar bonecos com cara de Chuck, o brinquedo assassino, só que piores e bem mais malignos.

Mas valentia mesmo a gente precisa pra passar por Barneys (muitos Barneys) com atrofia no maxilar. Não bastava ele ser um dinossauro roxo politicamente correto. Isso não era assustador o bastante. Por isso os falsificadores deram um jeito de literalmente potencializar a bocabertice dele, de modo a deixá-lo muito, muito, muito mais dãããã. Socorro. Vou ter pesadelos a noite inteira.

Piada

O pinto sai do ovo.
Sua primeira constatação:
- Estou chocado. Minha mãe é uma galinha.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O universo dos puffs

Adoro classificados.

Sempre aumento meu repertório de cultura absolutamente inútil passando os olhos por eles, e ainda ganho grátis um preteamento dos dedos.

Ontem dscobri que existe uma franquia da Pufolandia. O sujeito pode supostamente enriquecer vendendo coisas como puffs amarelo-ovo, roxo-Barney ou verde-bílis, puffs em formatos pseudocriativos, puffs peludos ou puffs com cara de cachorro (cachorro atropelado, mas ainda assim um cão) e por aí vai. Conclusão: a Pufolandia transformou o que já era feio (um puff ou pufe ou sei lá eu como se escreve) em algo muito pior. Porque existe um mercado consumidor pra esse tipo de coisa.

E certamente tem mais de onde veio essa idéia de jerico. Estou aguardando ansiosamente o lançamento de franquias de outros atentados contra a estética doméstica, tipo Minibanquinhodetrespernaslandia, Mesinhauxiliarbizarralandia ou Enfeitedeportalandia.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Preciso das 'amarelinhas'

O que fazer quando a semana ainda está na metade, as energias já se foram e a bateria do celular acaba minutos antes de chegar no carro e ver que a bateria do dito também se foi?

Detalhe: a pilha da minha memória tb deve ter ido pro espaço, pq fui eu que esqueci o farol do carro ligado o dia todo.

Detalhe 2 nada a ver: eu ia fazer um trocadilho com estar pilhada e sem energia, mas aí fiquei pensando se 'pilhada' era gíria aqui do sul. Vcs sabem o que é pilhada?

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Vovó e o vídeo

Nada mais chato que assistir intermináveis vídeos domésticos mostrando em tempo real alguma coisa muito sem graça acontecendo. Exemplos: a mulher cozinhando sopa; o filho tentando jogar basquete; o pai pintando a veneziana; o cachorro dormindo na frente da lareira. (tá bom, o Andy Warhol filmou um cara dormindo e depois obrigou os amigos a assistir aquelas 8h de roncos, viradas esporádicas e r.e.m., mas era o Andy Warhol, pô!).

O mundo está cheio de vídeos chatos. Nunca jamais esquecerei do dia em que fui obrigada a assistir o de um parto (!) que não tinha sido editado (!!). Obs.:a edição reduz o índice de chatice, mas nem sempre elimina. O tal vídeo era longo, muito, mas muito longo. Um parto. Começava praticamente com o pré-feto quando este tinha no máximo 64 células, e terminava quase com o nem mais tão recém nascido recebendo o título de bacharel em direito. E pior: o negócio era comentado ao vivo pelo marido/pai/chato, que, empolgado, falava coisas como: "ouve agora o gemido da mãe" (ele chamava a mulher de mãe - o que explica, aliás, porque os protagonistas do vídeo estão separados hoje). Ou "olha, agora ela vai pegar o lençol e amassar, olha como ela crispa a mão e faz ufff". Ou ainda "e esse suor na testa dela, que beleza, né? Ela suava muito". E aí, como tudo sempre pode piorar, marido/pai/chato ficava passando várias vezes os momentos mais empolgantes (na ótica dele), tipo o médico pegando o bisturi (com o que ele definia como sensacional zoom no bisturi).

Agora, tem outro vídeo que jamais esquecerei. São horas e horas e horas e horas de um passeio da minha filha com a avó e a acompanhante, pela Redenção (pra quem é de fora: é um parque grandão e bacana que tem aqui em Porto Alegre). Bom, como era da minha filha, obviamente não se enquadrava na categoria chato, muito menos chatésimo. Era lindo, fofo, meigo, digno de trocentos replays, e ai de quem se atraver a levantar pa fazer xixi no meio da exibição.

Esse vídeo ficará para sempre na minha memória, não pela chatice, portanto, mas pela semnoçãozice. Que, se eu tivesse visto na hora, me deixaria histérica, mas que, passado algum tempo, virou folclore.

Começa que que as cenas do passeio, a maioria filmadas pela acompanhante da avó, apresentavam uma série de momentos performático-aquáticos, da avó colocando a minha filha, então com 1 ano e 8 meses (UM aninho e oito minimesinhos), na mureta do laguinho. De pé. Sem segurar. E mandando ela dançar!

Mas tem mais de onde veio isso. Corta pro momento folclórico 2, a missão.

Na Redenção tem um buda, que fica ali, gordão, no alto dum pedestal. Não é que o vídeo mostra que a avó colocou minha filhinha (de um aninho e oito mesinhos) no alto do pedestal, tipo a 1,5m do chão, quase o dobro da altura da minha filha. Colocou a nenê ali, junto do buda. E o buda efetivamente funcionou, porque a pequena não caiu. Virei budista depois de ver o vídeo, aliás.

E o vídeo segue. Está lá minha filhota, perto do buda. E das velas acesas do buda. Aí as cenars mostram que avó saiu de perto, pra ter uma tomada da menina com o buda sem ninguém segurando. Aí minha filha pega uma vela acesa na mão (!). Entra em quadro a mão da minha sogra (ou do buda?) tirando a vela da mão da criança. E então vem a cena mais emocionante, o ápice da produção videográfica ancestral: minha filha pega outra vela acesa (!), e tenta comer (!!) a vela.

Suspense.

Graças a buda, tudo termina sem mortos nem feridos. Entra em cena a avó (agora não sá a mão, mas toda ela) e tira a vela da menina.

Agora entendi porque a avó e nunca tinha nos mostrado o vídeo. Entendi também que o tempo faz milagres. Porque seu tivesse vistoi tudo um tempinho depois da filmagem, ficaria ensandecida. Alguns anos depois, tendo lidado mais com uma criança e sabendo que todo mundo que convive com criança pequena tem seus surtos de semnoçãozice, dou risada. Conclusão: a mais sem noção de todos os envolvidos no evento sou eu. E dá licença, que vou acender uma velinha pro buda.

No super II

Eu, no caixa, concentrada pra digitar a senha do cartão (a quantidade de senhas que a gente é obrigada a decorar é algo) . A moça fala alguma coisa e aquele blá, blá, blá baixinho pareceu diferente do usual "encontrou tudo o que procurava?" Olhei pra ela com cara de hã?! e ela repetiu: é confortável esse O.B.?
Voltei do transe-lembra-senha tentando entender a pergunta. Aí ela aponta pro rancho de O.B que eu tinha acabado de fazer (no Zaffari tá em promoção). Disse que sim, era confortável. Tu nunca usou? O guri que empacotava as mercadorias de orelha em pé interessado no papo de menina. Ela me diz que comprou ontem e que nunca tinha usado. Sugeri que provasse logo, que ia gostar. Mas não incomoda? Se botar direito não.
Quando me dei conta do tipo de papo que eu estava levando no caixa do supermercado com uma menina que tinha cara de quem menstruou a primeira vez ainda este ano e que três meninos empacotadores estavam super atentos a nossa conversa, eu me senti a legítima tia que ensina as verdades da vida em meio a risinhos adolescentes.

No super I

Por que tenho que fazer força pra encontrar o bom e velho xampu pra cabelo normal, seco e oleoso?
Na prateleira do super, pilhas de opções especiais e específicas pra todos os pentelhos do corpo é o que me oferecem. Eu não quero xampu pra alisar o cacho debaixo da orelha esquerda dos cabelos médios nem muito menos o produto pra domar cabelos novos que nasceram na lua cheia de maio com pontas elétricas. Não quero nada que deixe o meu cabelo empapado, só quero o bom e velho xampu pra cabelos normais. E deu.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Ema, ema, cada um com seus pobrema

Ontem, um dos palestrantes de um evento lembrou daquele lance sobre o ideograma chinês da crise (aquela história de que o ideograma que quer dizer crise é formado da combinação de dois elementos, que são algo como problemão e oportunidade).
Fiquei pensando que, dependendo do tamanho do problemão, a criatura pode estar mesmo é só esperando uma oportunidade pra cortar os pulsos.

Obrigatoriedades e limitações

Depois que tive filha, acho que devia haver uma lei obrigando todo mundo - até os monges tibetanos do alto do himalaia - a achar muito, mas muito fofo o que as crianças fazem. Especialmente minha filha, claro.

Todos deveriam ser obrigados a sorrir docemente ao ver a minha criaturinha.

Todos deveriam tecer comentários elogiosos sobre a inteligência dela, até mesmo quando ela começasse a cantar uma daquelas longas e chatésimas músicas intermináveis e sem noção, com a letra inventada, às quais ela nos submete quase todos os dias nos últimos meses.

Todos deveriam dizer a ela que ficou sensacional aquela maçaroca de gel, tic-tacs, mini-piranhinhas, borrachinhas cor-de-rosa e mais gel, por favor, mamãe, porque a franja não ficou pra trás.

Com defensora da lei que institui a obrigatoriedade de se achar a Mariana incrivelmentemegablastersensacional, não entendi por que mulher de uns 40 anos fez cara feia e grunhiu pra minha pequena hoje, quando esta, no vestiário da natação muito cheio, perguntou bem, bem, bem alto: "desde quando tu tinge o cabelôôôô???" e toda mulherada ficou rindo.

Beijo gostoso

Minha filhinha levanta da mesa do café da manhã, Chega perto de mim, segura meu rosto e esfrega a carinha na minha bochecha. Comovida com aquele carinho tão fofo e meigo, comento: "Mas que beijo mais gostoso esse que tu me deu, filhota." E ela esclarece: "Não é beijo, mamãe, é que tu não me deu guardanapo. Agora tu é meu guardanapo." Ainda bem que iogurte, mamão e requeijão fazem bem pra pele.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Rapidinhas

Semana passada. Cama. Antes de dormir. Marido diz: quem diria que um dia eu iria dormir com bicho na cama.

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Ontem. Pia do banheiro. Antes de dormir. Eu: ai, tô ficando enrugada. Silêncio. Meu amor, fala alguma coisa, quem cala consente. Mais silêncio.
Fala alguma coisa pra me salvar dos meus pensamentos!

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Hoje. Em frente ao computador. Pensamento pré-almoço: inferno astral e dieta não deveriam dividir o mesmo prato.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Ado no apê e o chiclé

Por que será que músicas sensacionais e inteligentes não são chiclé de ouvido e não ficam sendo cantadas pela minha pessoa sem parar? Por que será que eu vivo cantarolando coisas como "ado, ado, cada um no seu quadrado", ou "hoje é festa lá no meu apê"?

Papéu ingênuo

Sabe aqueles megarrolos de papel higiênico - aqueles com metros suficientes pra dar quatro voltas na terra, ir daqui até a lua e ainda empacotar o Pão de Açúcar? Pois devia haver uma espessura mínima pro papel ofertado nessas bobinas.

Vai dizer que você não odeia com todas as suas forças quando o papel é ultrafino (leia-se ultrabarato) e tudo que você consegue arrancar do rolo são pedacinhos tão pequenos que não limpariam nem o cu de uma joaninha? Vai dizer que você não espuma de ódio de ter que enfiar o braço dentro do container de aço que protege o rolão, pra tentar fazer com que ele gire um pouco e libere ao menos alguns centímetros de papel, e aí você além de deslocar o ombro ainda arranha o braço naqueles dentes serrilhados que hipoteticamente deveriam ajudar a cortar o papel?

Se depender de mim, os caras que cometem esse produto estão amaldiçoados até a décima-quinta geração. E os donos de estabelecimentos de qualquer natureza que compram dos fabricantes picaretas aquela coisa também. E todos juntos irão pro inferno, onde ficarão por toda a eternidade sofrendo de terríveis dores de barriga e diarréia, tendo que tentar se limpar com aquela coisa muquirana que eles tentam fazer a gente acreditar que é papel, e ainda por cima higiênico.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Pen-samento

Parece óbvio, mas mesmo a mais ululante obviedade às vezes merece menção - principalmente quando se está meio sem assunto. Depois dos lencinhos umedecidos, do palm top e do giz de cera acompanhado do caderno de capa dura (nesse caso só para mães), quero referir mais um item de sobrevivência básico da espécie humana. Qual seja, a caneta. Caneta é luz, caneta é vida, caneta é tudo na existência de uma pessoa. Caneta dá pra usar pra sublinhar, pra apontar, pra fazer buraquinho no papel, pra limpar a orelha (mas isso eu só sei por relatos), pra jogar em alguém, pra deixar cair num momento estratégico, pra substituir o giz de cera que toda mãe de vez em quando esquece. E dá até pra você escrever e anotar. Sabe reatuarante com garçom que faz tudo em slow? Você esperou horas pela Coca-Cola, um dia pelos guardanapos, semanas por um cardápio, décadas pelo copo com gelo (que era pro cara ter trazido junto com o refri - lentidão e amnésia costumam andar juntas), centenas de anos pela comida, uma eternidade pela conta (a sobremesa você pulou por conta da ineficiência do serviço). Vai dizer que, só de pensar em passar o cartão de crédito, já não te dá urticária nervosa? Pois é, aí você, pessoa prevenida, evoluída, bacana, saca o quê? O bom e velho talão de cheque, a pré-cambriana caneta esferográfica e pronto: está resolvido. Sem ter que ficar mais sei lá quanto tempo na mesa, sem assunto, só reclamando do quanto o serviço anda (?) devagar e fazendo sua companhia de almoço perceber o quanto você é chata. Você não é pessoa de ficar esperando caneta, é? Claro que não: quem sabe tem a caneta, não espera acontecer. Você faz o cheque, larga ali mesmo (mas embolsa a caneta, que é sua e vai sermuito necessária porque os garçons lentos são maioria) e pronto, vem, vamos embora. É por essas e outras que acho que todos nós deveríamos seguir o modelo de comportamento do quitandeiro bigodudo português Joquim Manuel, e andar com uma bela duma caneta atrás (ou dentro - mas isso eu só menciono no nível da teoria) da orelha.

Pensando raso

Ontem, atravessando o mar de barraquinhas que obstrui as vias que antigamente eram públicas, me senti enturmadíssima, de tanta amiga pra cá, amiga pra lá, aqui amiga, oi amiga e por aí vai. Por que será que todos os camelôs do mundo acham que sou amiga deles?

Very God

Acabo de descobrir que 14 de Junho é o Dia Universal de Deus. Considerando que Ele é O cara, que Ele é onipotente, onisciente e sobretudo onipresente, o dia Dele não poderia mesmo ser municipal, regional ou nacional, poderia?

Nãossei

A gatinha viralata que minha filha batizou de Nãossei fica com o queixinho tremendo quando vê os pardais lá de casa saltitando pelo pátio. Ela parece aqueles bichinhos falantes de Babe, o Porquinho Atrapalhado. Será normal isso? venuss, com grande conhecedora de hábitos felinos, me responde, pliiiiiiz.

De parar o trânsito

Mas o que foi o trânsito portoalegrense ontem, me digam?
Depois das dezenas de quilômetros de engarrafamento, eu pergunto: pra que ir até São Paulo, se agora também aqui a gente pode ficar horas e horas e horas preso no carro?

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Nababesco

Uma vez a cada dois anos, depois de ter esquecido a última vez em que cometi esse ato, subo a serra gaúcha prum típico final de semana overmegablasterturistão.

Este ano, como sempre, o cafezão colonial fez parte do roteiro. Aquele ambiente cheio de paulistas e nordestinos entusiasmados, aquela mesa de 15 metros de comida e mais uma mistura bizarra de comidas no meu estômago me levou a questionamentos absolutamente dispensáveis, mas que eu vou postar assim mesmo.

Para onde vão, pensei eu, entre um apfelstrudel e um pão de aipim com nata e mel, os pepinos, azeitonas, cenouras, couves-flor e - claro - cebolinhas e rabanetes em conserva, depois de serem reciclados trocentas vezes (ninguém come aquelas coisas) e adquirirem uma aprência que impossibilita que vão novamente á mesa?
Quem come morcilha branca e por que ela segue sendo servida no café colonial?
O que dizem realmente os garçons quando colocam as coisas na mesa e vão resmungando, querendo que a gente acredite que eles estão dizendo o nome de cada uma daquelas coisas?
Por que as pessoas acham tão lindo se fotografar diante daquela quantidaede grotesca de comida?
O que os donos dos cafés coloniais fazem quan os botões de roupa que estouram de tanto as pessoas se entupirem de comida?
E por que fico falando coisas ranzinzas, quando a-do-ro um cafezão colonial e nunca recuso um convite pra ir???

Traseira

O trânsito, além de permitir a manifestação da verdadeira natureza humana, inspira reflexões tão imbecis quanto aqueles motoristas que aceleram assim que percebem que podem ser ultrapassados, só pra não perder uma corrida que ninguém sabia que estava acontecendo.

Andava eu calmamente atrás de um ônibus, quando vi o busback ou coisa que o valha (aquelas propagandas no vidro traseiro do ônibus. Não sei o nome, mas com certeza é em inglês, porque o publicitês tupiniquim não sobrevive sem inglês, e deve ser algo na linha busback, já que tem bustop, frontlight, floordoor e seiláeuoquemais).O tal busback anunciava cremação a partir de 35 real por mês (não é erro de digitação, eu quis mesmo escrever 35 real).

Fiquei então pensando como seriam as outras modelidades de cremação,considerando que o velório acontece à parte, e que caixão também é cobrado à parte (sei, porque já participei de todo esse cerimonial fúnebre, estive num há pouco, de corpo presente - mas a morta no caso não era eu).

Seguindo a lógica de que toda a outra parte dos ritos fúnebres são cobrados à parte porque associados a outro momento das despedidas derradeiras, quais seriam as variações entre os diversos planos de cremação?

Talvez, com R$ 35 por mês, se tenha direito a foguinho de carvão meia-boca e acendimento com fósforo normal. Daí, por apenas mais alguns reais por mês, você já muda de classe sócio-crematorial, e ganha um fogo mais intenso, com mais carvão, acendimento com palitão de fósforo bacana, daqueles de acender lareira.

Subindo mais um pouco a escada que, apesar de ter a ver com passagem desta pra melhor e tal, não é a do céu, mas sim das diferenças de preço e classe, chegamos no patamar do fogo com lenha e acendimento com isqueiro bic.

Mais uns reais, e o fogo inclui nó de pinho e isqueiro na cor preferida do finado.

Depois, foguinho com lenha ecologicamente certificada (no alto da pirâmide social fica bem mais fácil pensar em ecologia, Kyoto, mico leão e madeira certificada) e acendimento com Zippo.

Pensando em tudo isso, chego a minha derradeira reflexão: não sei se tem vida depois da morte, mas capitalismo com certeza tem.

sábado, 13 de setembro de 2008

Dica de cinema

Mais uma dica de cinema: fuja de casais de velhinhos. Nunca sente ao lado de um casal de velhinhos. Se eles resolverem conversar durante o filme, invariavelmente um deles será meio surdo e até pra pedir pra ficarem quietos você vai ter que gritar.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Meta

Os manuéis de auto ajuda, os livrecos de fórumlas de sucesso, as salas de terapia, todos reverberam os mesmos conselhos: o importante é manter o foco, o fundamental é ter metas, é preciso ter ideais, acredita e conquistarás, quem com ferro fere com ferro será ferido, viúva nova é que nem lenha verde - chora mas pega fogo, e outras verdades universais.Pois eus que finalmente consegui ter, eu também, a minha personal meta Tabajara. meu lema do ano, minha frase de ordem, meu guia, meu ideal, meu bem, meu zen e nada mal famigerado foco.And the goal is..........(tchan, tchan tchan tchannnn)Sobreviver até dezembro.

É isso aí. Tudo que eu quero neste momento é que o ano passe, que eu tenha entregue os presentes de Natal, as notas dos alunos, o planejamentos de comunicação pra 2009 todos, um curriculo lattes mais ou menos atualizado, uma casa mais ou menos (mais pra menos que pra mais) funcionando (ainda que o pátio pareça algo entre o que imagino ser uma cruza de Bósnia, Iraque e Afeganistão), e que eu ainda esteja viva, mesmo que com a pele estragadinha de tanto acordar cedo.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Diário da di-êta

Pissoua humana vê que já perdeu os critérios quando vai ver se a gata tá dormindo antes de abrir o potinho de iogurte light de 44 calorias pra não ter que dividir com a bichana.

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Pissoua humana vê que a gata sente cheiros mesmo dormindo e fica feliz em dividir o iogurte: pela cara de satisfação e felicidade da bichana e porque ingeriu 22 calorias a menos no dia.

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Pissoua humana fica feliz quando veste aquela calça que começou a sobrar. Pissoua humana fica triste quando olha pro prato e vê que a comida continua a faltar.

domingo, 7 de setembro de 2008

Nada, ainda

Depois de 21horas ininterruptas de tentativas de compra de ingresso pro show da tia Madonna, venuss baixou a guarda e foi dormir sem ingressos. E gente, quando eu falo ininterruptas, é tipo só parar pra tomar um banho de 5 minutos. Eu já virei algumas noites trabalhando em agência de propaganda, mas nunca tinha ficado 20horas fazendo a mesma coisa, o tempo todo. Em agência tu ao menos pára pra comer a pizza (que às vezes é tu mesma que paga).
Hoje, domingo, sigo sem ingressos. Mas ainda sigo nas tentativas. O site de vendas saiu do ar faz dias e o telefone continua me respondendo: mensagem gratuita: este número não existe. Consegui que atendessem a ligação umas 6 vezes, sendo que o mínimo que fiquei na linha esperando que a musiquinha cedesse lugar à voz de um atendente foi de 40 minutos. E, tanam! a ligação cai sem dó nem piedade. Quase escuto os risinhos do outro lado da linha: "caiu de novo sua trouxa!". A conta telefônica desse jeito vai custar o 3º ingresso pro show. Se bem que eu ainda não consegui nem os dois primeiros...
E pra mostrar que a coisa não tem jeito mesmo, tô eu aqui correndo pra terminar este post que a meia noite abre a venda pros ingressos em Buenos Aires.
Só matando.
Mas eu não posso morrer sem ver a Madonna.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ô mulherzinha difícil

Lá pelos meus 12 anos eu disse que não morreria sem assistir a um show da Madonna. Foi lá pelas épocas em que a tia Madonna trouxe o The Girlie Show pro Brasil. A criança aqui já se achava grande coisa e queria, porque queria ir. E não foi.

Ontem, às 23h45, marido e eu sentamos no computador pra comprar os ingressos pra qualquer um dos shows em SP. Meu presente de aniversário.
Lá pelas 0h15 a coisa começou. Quer dizer, começou a empacar.
Marido aguentou até 2h30. E eu segui firme na insana tarefa de comprar os tais ingressos via internet na tickets for fun. Tickets for hell e tickets for fuck depois, eu ia fazendo planos a cada nova hora:
às 4h eu vou pra cama, com ingresso ou sem.
5h... hummm... fiquei até aqui, fico mais um pouco
6h.... agora libera a venda por telefone
6h25... jesus maria josé... tô virando noite por causa de uma mulher

Suja, faminta e sem forças, eu caí na cama. Marido retomou os trabalhos pouco antes das 8h. E eu reassumi o posto às 9h30.
Matei a aula que eu tinha de manhã. Matei a aula que eu tinha de tarde. Matei o banho até poucos minutos atrás pra não perder tempo no chuveiro. Matei a fome com belisquetes (tudo light, sem gosto, sem 'sustância' e sem vida - e a Eva sem um pingo de amor à venuss me vem descrever O Cachorro do Rosário em detalhes clínicos).

Tentei comprar os ingressos centenas de vezes via net e fone e nada. Os ingressos parecem cada vez mais distantes, enquanto o esgotamento tá estacionando aqui do ladinho da tela... Num guento mais. Mas a mula aqui não nasceu pra desistir e quando eu penso tudo que eu já fiz até aqui, sempre dá pra segurar por mais um horinha, duas, um turno, um dia... Até que alguém me prove que os ingressos esgotaram de vez.
Isso que eu nem vou gastar o resto das minhas forças reclamando da bosta de sistema de vendas de ingressos. Isso foi planejado com requintes de crueldade. Brasileiro tem que se fudê mesmo.

E antes que as minhas forças acabem por completo e o mau humor tome conta de vez, eu preciso perguntar uma coisa: quem foi que deixou uma criança de 12 anos jurar ou praguejar alguma coisa como essa? Eu devia ter apanhado de relho que aí não inventava de colocar minhoca e Madonna na cabeça.

Auau

Quem é de Porto Alegre conhece uma das maiores atrações gastronômicas dos pagos, depois da picanha mal-passada e do aipim frito da minha sogra: o Cachorro-Quente do Rosário. Quem é daqui ama e é fiel ao Cachorro-Quente do Rosário (e quem não é vai acabar sendo citado como exceção que confirma a regra por esta que vos posta, porque todo mundo é tarado pelo acepipe. Todo mundo mesmo, incluindo os monges tibetanos).

O Cachorro-Quente do Rosário consiste num megapãozinhozão de cachorro quente (ah, bom!) molengo, morno e quase úmido (parece nojento mas é ma-ra-vi-lho-so, juro), cortado no meio, e dentro vem uma tonelada de produtos, o suficiente pra alimentar uma família de etíopes por dois meses e meio, mais ou menos (contando o pãozinhozão daria pra meio ano, frouxo).

O Cachorro-Quente do Rosário vêm com ervilhas. Muitas ervilhas. Bota ervilha nisso. Tanto que sempre pelo menos uma acaba, ao final da refeição, grudada em alguma parte pouco provável do seu corpo, tipo a testa, dentro da orelha, no joelho e por aí vai.

Essa overdose de pontinhos verdes no meio do pão chega nadando num abundante e muito salgado molho de tomate, que, invariavelmente, pinganimim - e em você quando for a sua vez de botar a boca no cachorro - a cada mordida.

Sobre a referida piscina olímpica de molho com as ervilhas-nadadoras está uma camada de queixo ralado. Uma cobertura macia e amarelinha pras nossas queridas amiguinhas verdes cercadas de vermelho por todos os lados. Fica uma delícia, e a combinação de cores fica lindinha, bem gaúcha, oigalê.

Claro que o nosso amigo perro caliente vem com duas salsichas. Enormes o suficiente para nunca, jamais abandonar o pãozinho. Ou seja, nunca vai ser preciso morder só pão com molho, porque as salsichas efetivamente preenchem toda a extensao do pãozinhozão. E se não preencherem, é porque estão desalinhadas e basta empurrar com o dedo indicador pra colocar tudo no lugar. Só não esqueça de lamber o dedo depois da operação de alinhamento de salsichas.

Isso é o que o cachorro-Quente do Rosário tem. Parece simples, mas não é. Nunca nenhum cachorrinho chegou perto desse.

Ah, sim, tem mais uma coisa importantíssima. O meu melhor amigo à mesa - aleluia - não tem batatinha palha. Não é preciso, ao pedir uma tele-entrega, especificar que é SEM batata palha, e não se corre o risco da coisa vir COM a palha da batata palha.

Eu uivo quando ouço falar no Cachorro-Quente do Rosário. Começo a babar hidrofobicamente. Mas tenho que reconhecer que ele tem, sim, como tudo, o seu preço. E o preço é a perda de dignidade completa ao comer. Imposível comer o Cachorro-Quente do Rosário sem se besuntar, melecar, sujar, engordurar. Está fora de cogitação ter um embate com o pãozinhozão molengo recheado de molho pastoso e sair incólume. E mais: nunca pense em comer o Cachorro-Quente do Rosário com namorado novo. Seu relacionamento vai acabar, por mais que vocês se amem.

Quando o querido enxergar você mergulhando o nariz numa pasta ensebada dentro de um papel amarfanhado, quando ele olhar pro seu sorriso cheio de restolhos de pão mole no meio dos dentes, quando ele perceber que tem uma ervilha escalando a sua bochecha, quando seu príncipe notar que grossos pingos de molho caem incessantemente sobre as pernas da sua outrora Aurora e agora Fiona, por mais apaixonado que esteja, vai reconsiderar. E vai te dar um baita chega pra lá.

Só relacionamentos muito estáveis resistem à imagem da pessoa amada pega com a boca na botija, ou melhor, no Cachorro. Se você avançar o sinal e expuser seu querido à cena cedo demais, você vai acabar matando e comendo Cachorro a grito.

(Esse post é uma homenagem singela à venuss, que se encontra de dieta e que tem se alimentado de chá, ora verde, ora branco, mas sempre chato. Pobre venuss).

sábado, 30 de agosto de 2008

Qual é o pente que te penteia?

Eu tentava pentear os cabelinhos longos e finiiiiiiinhos da minha filha e ela gritava, berrava, esperneava, gemia, se contorcia, parecia estar sendo esquartejada. Reclamava como louca. E eu cada vez me sentindo mais miseravelmente incapaz. E então ela me deu o golpe de misericórdia, dizendo: "mamãe, o papai não tem cabelo, nunca penteia o cabelo, e sabe pentear o meu cabelo muito melhor que tu. Que chato." Fiquei pra morrer. E na próxima vez que ela disser isso passo a máquina 2 nela sem dó nem piedade.

Muito amor

Minha filha (4,5 anos) concluiu hoje que quando as pessoas se gostam, elas têm um filho. E quando se gostam muito, muito, muuuuuito, elas têm dois filhos. Bonitinha ela.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Despedida

venuss em momento cricri, o primeiro cri da Eva: minha faxineira está com problemas de saúde. Mandou outra no lugar. E a novata conseguiu desenterrar um óleo de eucalipto guardado nas entranhas da despensa. Este óleo, segundo tradição familiar de marido, é ótimo contra traças e, para usá-lo, deve-se diluir 1 gota - eu disse uma gota - para cada litro d'água. Chego em casa do almoço com sopa de pedra, e vejo óleo de eucalipto boiando nos dois vasos sanitários (o troço é gordurento) e a casa inteira cheira a floresta. Principalmente aqui no espaço onde eu trabalho.
Detalhe 1: sou alérgica a esse cheiro.
Detalhe 2: a outra faxineira que tínhamos passou óleo de eucalipto puro no roupeiro e eu passei 3 semanas dormindo na sala.

Como 30 minutos já foram suficientes pra trancar o meu nariz e explodir uma dor de cabeça infernal, tô saindo e volto daqui a um mês. Tchau.

Uma pedra no meio do caminho

O que fazer quando um restaurantezinho que a gente gosta, que serve uma comidinha caseira, com gostinho de mãe te oferece um prato delícia com uma pedrinha de brinde? Detalhe: a pedra foi descoberta depois que ela já tinha saído do prato, pedido carona pro garfo e estacionado na boca dessa que vos escreve e que há pouco estava reclamando no caixa.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Aquela colinha dos adesivos

Mais uma pergunta pra incomensurável série de questionamentos profundos que fazemos enquanto trilhamos a desafiante estradinha da vida cotidiana: por que colocar nos produtos aqueles adesivos com a marca do fabricante, que não saem nem com álcool, nem com água quente, nem com Vidrex, nem com banda de música, nem esfregando, nem esmerilhando e nem f..? Hein? Alguém saberia me dizer?

A desculpa do custo de um adesivo civilizado, de plastiquinho e com cola que sai e não fica melecando tudo não se aplica. O meu notebook, por exemplo, veio todo embandeirado com adesivos de quinta caegoria. Os tais adesivos pareciam melhorzinhos, e eram até bem cleanzinhos, com poucos elementos gráficos e palavras curtas e tecnológicas. Mas eram, como todos os adesivos colados em produtos, chatos pra caramba. Com o lay out que tinham, deviam sair só com a força do pensamento. Mas na hora de tirar foi um sufoco, ficou a meleca de cola e ainda por cima agora tenho um notebook supermoderno com tela giratória, levinho, maravilhoso... que range. Porque a remoção das coisinhas estúpidas (ou a remoção das coisinhas por parte da estúpida aqui) levantou um pouco uma parte da latinha do meu lindo notebook e é bem onde apóio a mão pra escrever e agora o bendito range. Pode isso? Nao pode, mas aconteceu. E note bem, notebook, mesmo na versão mais pop, custa mais que potinho de plástico chumbrega de 1,99, logo deveria ser enfeiado ao menos com adesivos que não deixam melecas nojentas e seqüelas ruidosas ao serem removidos.

A desculpa de que os adesivos impossíveis de remover seriam obra de um marketeiro imbecil também fica complicada, porque marketeiros, mesmo quando são imbecis, conservam sempre uma apurada noção de lucro. E um adesivo um pouco (mesmo que muito pouco) menos barato implica comissão maior, e comissão maior é tudo para o marketeiro (e eu posso falar porque sou especialista em marketing. É que nem loira contando piada de loira. Pertencer a um grupo te dá esse direito de achincalhar, porque afinal estou achincalhado a mim mesma. Aliás, além da especialização em marketing, tenho cabelo loiro.)

A desculpa de que o plastiquinho que não sai direito é pra ficar ali também não serve. Se a gente não tira, ele desbota, rasga, gasta. E o que já era feio pacas fica horroroso e desvende o produto e ele pode até dair em desgraça nestes tempos em que todos queremos uma vida com design.

Refleti longamente, pensei em outras possibilidades, e cheguei a uma conclusão. Essas etiquetas adesivas que nao saem dos produtos estão ali pra me irritar. Unicamente pra isso. Deus descobriu que eu odeio coisas com etiquetas grudadas, e aí resolveu me dar uma liçào de vida, tipo carma ou sei eu o quê. Como preciso evluir enquanto ser humano (buenas, enquanto ornitorrinco eu não poderia evoluir mesmo, já que não sou um), Deus disse, quando nasci: esta mulher vai ter da vida uma lição muito importante. Ela vai amadurecer, vai cair e levantar, vai entender o sentido de tudo, vai aprender muito sobre a vida e a morte: ela vai entender o poder da meleca na etiqueta dos produtos. E graças a isso, ela vai se tornar um ser humano muito melhor quando morrer (por isso acho que vou morrer tarde, porque até agora não aprendi xongas disso que Deus disse que eu teria que aprender. E considerando que sou loira, então, vai levar mito muito muito tempo.)

Um dia terei trocentos anos, serei uma verdadeira Matusaleva. E aí, lá pelos 176 anos de vida, talvez eu tenha entendido do que se trata. E tendo visto a luz e tendo sentido a ficha cair, terei entendido o poder da meleca das etiquetas adesivas, e que ele faz parte da nossa existência e que, queiramos ou não, ele é parte do ciclo de todos nós. E então falarei a todos sobre os importantes ensinamentos de vida, as filosóficas lições que as grudentas etiquetas mal-educadas, sujas, feias e bobas terão me dado.

Fim de surto.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Viciadas em Vidrex

Não consigo resistir. É mais forte que eu, e sempre que juro que vou parar acabo voltando. E eis que me vejo postando coisas na linha do papinho cricri (criada/criança) sempre de novo. Que é que eu vou fazer se meus neurônios e meus hormônios se voltam pra vidinha na caverna, enquanto o marido caça perigosos javalis gigantes na floresta cheia de espinhos, na chuva, com sua lança enorme, ao lado dos companheiros? Não tenho culpa, é biológico, pronto. Fui feita para fazer a fogueirinha, colher frutinhos perto da caverna, embalar a prole, tecer cestinhos e decorar a localização exata das meias do marido no âmbito doméstico. Desígnios da mãe natureza, que é que eu vou fazer?

(A maior razão de eu gostar tanto das explicações físico-químico-biológicas pras coisas é que elas não dão espaço pra reflexões, escolhas, essas frescuras. É o organismo e seus processos que se impõe, sem direito a apelação, sobre nós. Somos assim porque o corpo quer, pronto.)

Bom, devidamente justificada, volto agora para o papo cricri, oba. Mais precisamente pro primeiro cri. A questão da criada. Hoje elaborei mais uma tese, e não posso não compartilhá-la, já que outra determinante biológica do meu comportamento é minha vocação pra comunicação e para o uso das palavras.

Então, a questao das empregadas. Descobri que todas, mas absolutamente todas, são viciadas em Vidrex. Elas amam Vidrex, precisam de Vidrex, não limpam sem Vidrex, não vivem sem Vidrex. Repare como elas usam Vidrex pra tudo: pra limpar os óbvios vidros e espelhos, mas também desengordurar tampos de pia, desencalacrar coisas de quadros, fazer brilhar os pés das cadeiras (mas isso só se a gente mandar, porque todo mundo sabe que pós localizados em lugares levemente pra lá do óbvio ululante elas não detectam espontaneamente), pra tirar o barro da bicicleta das crianças e limpar os potes dos gatos. A gente fala numa sujeirinha, e pronto: lá vai a faxineira com um paninho e um Vidrex, feliz da vida, cumprir com o seu dever. Vidrex é o único produto que, quando acaba, elas lembram de avisar. Quando elas vêem um Vidrex, ficam como o olhar vidradão. E se a gente tenta trocar por outro, elas logo notam e começam a reclamar dizendo que só Vidrex não deixa assim melecadinho. A relação das domésticas com o Vidrex é de adoração, de fanatismo total - tipo a minha viagem com o papinho cricri, aliás.

Depois dessas minhas fascinantes descobertas, pretendo aprofundar ainda mais a minha tese e estudar a relação entre a verbalização de insatisfações das domésticas e a falta de Vidrex em casa. Aguarde. Tem muito mais papinho cricri de onde veio este.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

venuss 60

Eu nunca dei as caras por aqui, mas agora vocês vão me ver como uma velha conhecida.


venuss 68
venuss 60
venuss 66 - igualzinha a minha mãe!




Incrível como eu só combinei com a década de 60. Pena que o black power não rolou, fiquei a legítima nega maluca* (hummm que foooome! Sim, eu continuo de dieta).

Roubei daqui. Adoro!
E o site pra brincar direto: aqui.


* nega maluca: uma das coisas que deixam a ruiva louca.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Sono

Privação de sono emburesse e faz a gente esquec...

Banana com gengibre

Descobri que suco de banana com gengibre é muito bom.

Não tenho a menor idéia como se faz, nem quero saber, porque a única coisa em que realmente acredito do fundo da minha cética, cínica, descrente alma é que não vou jamais aprender a cozinhar.

Não, o suco não é cozido. Falo de cozinhar no sentido amplo. O que envolve preparo de coisas cruas também. Tudo que tem que descascar (incluindo nesse termo o sentido de tirar do pacote) e colocar em outro lugar que não a boca se inclui nessa categoria. Exceto, claro, inserção em orifícios corporais. Falo de panelas, potes, processadores, esse aparato todo, que me parece, aliás, bem mais pornográfico que a história do Mário Gomes com a cenoura (quem tem 40 ou + vai lembrar).

Bom, mas back to the banana juice with ginger: dá pra tomar lá no Supremo, uma dissidência do Ocidente. O Supremo fica na Santo Antônio, quase Osvaldo, Porto Alegre, RS.

Observacoes olimpicas

Sabe aquele jamaicano que ganhou ouro em alguma corrida curta esses dias (repare na precisão das referências!)? Quando mostram ele em câmara lenta, mas beeeeem lentinha, fica meio igual à minha velocidade de corrida quando me esabgaço muito muito muito.

sábado, 16 de agosto de 2008

Concordas, ou com barbantes?

O Canto, meu primeiro diretor de criação, vivia perguntando, com cara de quem se cah esperto:
- Concordas? Ou com barbantes?
Impossível não lembrar dele quando, passeando pelo centro do centro do centro de Porto Alegre, deparo com uma imensa loja de cordinhas, linhas, fios, cordoalhas e, claro, barbantes. Era o palácio do metro linear. Uma megastore de cordas. Um verdadeiro hipermercorda. (Viu, Canto? Consegui ser mais infame que tu.)

Abduziram minha filha

Eu tenho absoluta certeza de que minha filha foi abduzida por extraterrestres - provavelmente aqueles que se disfarçam de caneta bic, aqueles do e-mail, sabe?.

Escovar os dentinhos de leite da pequena à noite se configura sempre numa empreitada tão dificil quanto falar da conjuntura mundial com a Luciana Gimenez ou algo assim. E toda vez que consigo colocar ela na cama de dentes relativamente limpos me sinto mais aliviada que no dia da minha defesa de dissertação de mestrado.

Pois bem, hoje, depois do leitinho morno na caminha, falo na escovação e ela prontamente concorda, levanta e ainda diz: o nenê tá com sono mas vai escovar os dentes bem bonitinho.

Devolvam a Mariana, seus abomináveis monstros do espaço!

Watermelon

Todo mundo fala que os ossos do Miachel Phelps isso, que os pés dele aquilo, que a rebimboca da parafuseta do ossinho do ombro dele aquilo outro. Pois o Calçolas também quer tecer comentários sobre as características físicas da máquina aquática: a envergadura braçal do Michael Phelps é tão imensa que ele quase consegue abraçar a bunda da mulher melancia.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Treinamento é tudo

Marido está fora a trabalho desde que comecei a dieta. E ele saiu de casa já bem treinado: quando voltar, a primeira coisa que quero ouvir é 'como tu tá magra, meu amor'. Pra não correr o risco de esquecer, ele acaba de me mandar um torpedo do meio da viagem de volta com a mensagem já bem decoradinha na ponta dos dedos.

Família incendiária

Já contei pra vocês que quase coloquei fogo na casa na segunda noite sozinha em casa durante a viagem 1 do marido (ele já está na viagem 2 e volta definitivamente hoje). Pois acho que o problema com a estufa do banheiro pode ser de família.
Há alguns meses minha mãe passou uns dias aqui em casa e deixou cair a toalha de banho em cima do aquecedor. Resultado: duas freadas de jamanta na toalha branca e muito cheiro de tecido queimado no banheiro.

Há algumas semanas, eu me preparando pra tomar banho. Quem tem gato sabe que eles adoram acompanhar a gente no banheiro (e pela casa toda, diga-se de passagem). Lisbela tava por ali passeando e, antes de entrar no chuveiro, começo a sentir um cheiro de cabelo queimado. Achei estranho, averiguei, mas nada de errado na estufa, fora o cheiro.
Mais tarde, já na sala, a peluda estava desesperada cheirando o próprio rabo. Decido ver o que havia por ali e vejo o rabão tapado de 'luzes ruivas' por baixo. No passeio pelo banheiro, a bichinha deixou o rabão estacionado em cima da estufa e ele ficou todo salpicado. Daí, pra combinar com a tintura moderna da bichana, ela agora está desfilando com um repicado incrível no rabo, assinado por mim.

Tomara que o clima comece a esquentar e eu possa recolher logo o aquecedor do banheiro. Ou faço um seguro contra incêndio.
Lisbela, com o rabo pré-corte by venuss.

Ainda da calcinha

Esse post tá um pouco muito atrasado.
Conversando com marido sobre a calcinha com contador, ele faz o seguinte comentário: o pior é chegar ali e ver o número 2 estampado. Ou seja, foi por pouco.
Minha resposta: pior é o cara que vê o número 1 e fica todo alegrinho enquanto o contador tá quebrado há séculos.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Julio em agosto - 2

Passeio mais pela Júlio de Castilhos, avenida varrida pelos ventos, lotada de moças moças e menos moças, todas de calças 42 e bundas tamanho 58. Numa igreja universal devidamente embandeirada, uma faixa anuncia encontros de solteiros. Perfeito, porque se o cara não se encontrar no evngelho, vai se achar dois prédios adiante, nos shows de sexo explícito a partir das 10h da manhã do Áurea.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Arrastar pelos cabelos?

Eu na fila do xerox de uma universidade. Seis pessoas na minha frente. Fulana aluna passa direto e vai encontrar a amiga que estava sendo atendida. Nisso a fura-fila diz: eu também quero esse livro e esse e esse. Ninguém disse nada, a guria passou na frente de todos, pediu xerox de 2 livros COMPLETOS e um capítulo de um e ninguém piou. A ruiva aqui não agüentou:
- Tu vai me desculpar (ela que fura a fila e eu que peço desculpas... dã! dã!), mas tem 6 pessoas que estão respeitando a fila e tu acaba de passar na frente de todo mundo.
- Mas eu quero a mesma coisa que ela.
- Eu também quero a mesma coisa que ela, quero xerox.
E a amiga me olha como se eu fosse louca e diz que vai dar muito trabalhado ela ficar esperando pelo material.

E a fura-fila não mexeu a bunda gorda do lugar. O cara que atende no xerox não botou ordem no galinheiro. E ninguém da fila me apoiou. O que tu faz numa hora dessas? Arrasta a guria pelos cabelos? Enche o dono do xerox de osso por permitir um troço desses? Sai da fila batendo perna e no dia seguinte volta com o rabinho enfiado porque o que eu precisava só estava disponível ali?

Não. Tu continua a cena falando sozinha, olhando pro teto e assinando o atestado de louca que tu acabou de receber: É, como chama isso aqui mesmo? É... instituição de educação, né? Pois tem gente que pode passar uma vida aqui dentro e não aprender que o educado mesmo respeita as pessoas.

Eu ia fazer abuu abaa depois do discurso, mas eu não estava ganhando nada pra ser a palhaça da vez. Já saí muito contrariada de lá com a etiqueta de louca e trouxa que me grudaram de graça na testa.

Julio em agosto

Voltei a trabalhar em agência. Na Mauá, quase rodô, centrão de Porto Alegre. Além do festivo reencontro com a atividade que me sustentou por 22 anos, também tenho a oportunidade de ver as maravilhas antropo/socio/mercadológicas da região. Hoje, por exemplo, andando pela Júlio de Castilhos, passei pelo Varejão Evangélico. Além da discografia completa daquela menina que vivia aparecendo no SBT e virou cantora gospel (pelamordedeus, como é que ela e sua franja e-nor-me se chamavam mesmo?), o que será que tem lá dentro? Aposto em santos, muitos santos, pra serem chutados em programas de teleevangelização.

Só pra porteiro?

Dizem que expliocação é pra porteiro de boate, mas tem horas que também serve na porta da escolinha.
Ontem, meu marido e eu estávamos entregando junto a filha na escolinha. Momento raro, a vida é corrida, sabe como é. Éramos a família margarina, que delícia.
Tia Helena, a senhora do lanche, nos recebe, nisso chega uma avozinha trazendo o neto, e logo mais outra mãe.
Na porta da escola, minha filha pergunta, obviamente bem alto: mamãe, quando tu chegar da aula de noite tu me acorda me dando marteladas?
Sorrisos constrangidos generalizados. Em tempos de monstruosidades com crianças, o pessoal estava quase chamando o ministério público, a polícia federal e o Batman também. Rapidamente meu marido gagueja algo sobre o grande, colorido e alegre martelo de plástico - bem molinho e que que faz quiii - que minha filha ganhou da avó.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Eva voltando - espero

Muitos dias se passaram, e graças à venuss o Calçolas segue maravilhosamente bem. Eu, que seria também autora desse blog, andei afastadíssima. Primeiro por causa do fim do mestrado (quem já fez mestrado vai entender). Depois, por causa do trabalho (quem já pegou 4 disciplinas novas pra começar a lecionar de uma vez só vai entender). Depois, por causa de uma reforma de casa (quem já reformou uma casa - mesmo que seja só dar uma pintadinha numa parede - vai entender). Depois, por outras razões que um dia eu conto (e quando eu contar todo mundo vai entender).

Mas eis que sobrevivi a tudo, e estou voltando ao blog. Ao menos acho que estou. Espero que a venuss me aceite de volta, considerando que fui a co-mãe de blog mais desnaturada da face da terra.

E quero retomar os posts dizendo que quase morri de saudades. De escrever, de ler, de trocar figurinhas, de roubar idéias de posts da venuss, de conversar com quem lê o Calçolas.

Agora só me faltam idéias inspiradas de coisas pra comentar. Aceito sugestões.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A primeira vez a gente nunca esquece

Comprei o chá branco.
Tomei o chá branco.
O sabor me agradou, mas o que realmente me conquistou é que não tem o mínimo cheiro de peixe, como o irmãozinho mais velho o chá verde.

Comprei uma versão em saquinhos, porque foi a única que encontrei no zaffari. Agora além do chá branco, tomo chá com extratos de papelzinho, cola e cordinha. Se eu não emagrecer, culpa da cordinha.

Hoje voltei a correr. Tá, ritmo tartaruga não ninja, mas já deu pra fazer arf-arf na esteira.

Estou muito bem armada contra esses 5 quilos: dieta, corrida, musculação e chá branco.
Óbvio que quando eu emagrecer o mérito vai ser todo do chá.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Maçã pode?

Tá, vocês devem conhecer essa, mas caiu perfeita pro meu momento dieta.

Sabe por que Eva comeu a maçã?
No início, Eva não queria comer a maçã.
- Come - disse a serpente - e serás como os anjos!
- Não - respondeu Eva.
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.
- Não!
- Serás imortal.
- Não!
- Serás como Deus!
- Não, e não!
A serpente já desesperada não sabia o que fazer para que a Eva comesse a maçã. Até que teve uma idéia. Ofereceu novamente a fruta edisse:
- Come boba. Emagrece!

Mas agora descobri que o negócio é chá branco. Só falta comprar a agulha pra injetar na veia.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Coincidência?

Na mesma semana em que marquei a primeira consulta com a nutricionista, descubro que o Nacional passou a vender o doce de leite Conaprole, aquele uruguaio sem igual.


Pausa para mais um momento azedo do dia.

Azedou

Estamos temporariamente fora do ar com dicas de coisinhas maravilhosas pra comer. Depois dos viciantes doces que caem do céu, da mil folhas que fez sucesso e da massa que deixou urubu de joelhos, o único endereço que faltava descobrir era o consultório de uma nutricionista. Com um cardápio nada recomendável.

Boletim Calçolas

Sim, o Calçolas quase foi parar na UTI nessa última semana. E não foi acidente. Eu que decidi passar mais tempo fora da internet pra tocar outras coisas da vida.

Vai um apanhado dos últimos capítulos, começando pela novela gatos, com direito a merchandising e tudo.
A Cláudia do Beco dos Felinos me enviou a encomenda que fiz na lojinha. Pedi um pingente de gato pra todos os últimos gatinhos da família, incluindo o Mina e a Preta Gil. A Cláudia foi um doce e mais do que atender as minha expectativas, conseguiu recriar muito bem e com muito capricho os meus peludos. Fiquei com a réplica em feltro da Lisbela-Dodô e do Mina.
O detalhe do Mina em cima da Lisbela, minha modelo rebelde (e isso que ela nem vive de dieta, já eu.... hummm, mas isso é assunto pra outro post).


Detalhe do pingente em forma de coração no pescoço do Mina, tudo idéia da Cláudia.


Os outros pingentes dei de presente pra minha mãe. Acompanhem a seqüência.



Mas a grande surpresa foi o presente que a Cláudia mandou junto com a encomenda. Dois ímãs de geladeira.



E a calçola arranca risos de todo mundo que a vê. Espero que vocês gostem. Eu adorei. Tanto que tô propagandeando.
E, detalhe, a Cláudia mandou presente dobrado, a Eva também ganhou um gatinho e uma calçola pra exibir na geladeira. E como ela tava viajando, ela ainda não sabe do presente. Evinha, precisamos marcar aquele café. Claudinha, as Calçolas dizem obrigada.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Calçolas recomenda

Pra quem tem dificuldade com números, é de grande ajuda.



Roubei com consentimento do Não somos apenas rostinhos bonitinhos. Vale a visita.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Nem de brinde

Recebo diariamente a newsletter do Clube de Criação de São Paulo e, ultimamente, o 'assunto' no título do e-mail vem apresentando aquele tipo de problema em que o caractere de acento não é aceito e a letra acentuada desaparece da palavra (vcs me entenderam? tem algum nome pra esse tipo de incompatibilidade?)
Numa das últimas news recebidas leio o seguinte:
"Cinco estrias pra voc".

Não, obrigada, as minhas já são suficientes.

18 cm

Sexta-feira, final de tarde. Depois de venuss enviar um e-mail desses bobaginhas que a gente recebe e encaminha adiante, amiga responde dizendo que dois colegas de trabalho estavam questionando o conteúdo. Eu não lembro direito o que dizia, mas era algo falando sobre os verdadeiros 18cm mais desejados pelas mulheres e aí aparecia uma nota de 100 reais bem esticadinha.
Segue diálogo por e-mails, na íntegra:

Amiga: Os meninos tão dizendo que não tem 18 cm.
Colega 1: Nós dois medimos e não tem 18cm!!!
venuss: e tem mais ou tem menos? o meu tem muito mais!
Colega 1: Mas essa nota de dinheiro é da onde...de Itu?
venuss: E quem de vcs em pleno dia 25 tem uma nota de 100 no bolso pra medir?
Amiga: Eles dizem que todas têm o mesmo tamanho...eu discordo disto...o que vc acha??? :)
venuss: não, nem todas tem o mesmo tamanho. (eu queria ter escrito todos)
Colega 2: quando são muito grandes é um problema achar lugar na calça que não incomode.
venuss: coloca atrás que sempre sobra espaço.
Colega 1: Bahh... Vou deixar na carteira...como sempre deixei...
Colega 2: Eu vou aplicar na poupança.

E assim terminou mais uma árdua semana de trabalho.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Mamadeira

Mais uma da série papo alheio.

Sábado, no ótimo Atelier de Massas no centro. Eu tentando escolher quais das maravilhas do bufê de antepastos iriam rechear o meu prato. Ao meu lado, duas amigas e a filha pequena de uma delas.
Uma comenta com a outra:
- Tenho que cuidar com o que eu escolho, porque fulano não pode mais comer nada com leite.
- Por quê? - pergunta a pequena curiosa.
- Por causa de uma coisinha que tem no leite e ele não pode mais comer.
E a pequena me sai com essa pérola:
- E mamar, pode?

Passeio de gateira

Ontem, marido e eu levando o chimarrão pra passear, como a gente fala quando sai a andar com cuia e térmica em mãos. Nada de parque, eu queria passear pelas ruas simpáticas do Moinhos de Vento e aí já aproveitava pra avistar o maior número de gatos possível, já que passeio tentando encontrar felinos em casas, janelas e arbustos. Na esquina de um bar, ouço um miado fininho, meio abafado e saio em disparada tentando encontrar o filhote minúsculo por trás daquele som. Marido já avisa: eu não vou carregar gato pra casa de novo. Mas, meu amor, esse gato não deve ter nem dois meses, ele vai morrer aqui, é um filhotinho indefeso e blá, bla, blá.... E já estávamos os dois catanto um serzinho micro por entre as folhagens que não ultrapassavam os 20 cm de altura. Nada de gato. E cada vez eu me apavorava mais, porque devia ser um gato muito do minúsculo pra ficar totalmente escondido ali. Marido então pedia pra revirar as folhagens que ele iria aparecer. E nada de gato. Só miados.
Nisso pára um carro do nosso lado e uma garota acompanhada da amiga pergunta: Vocês estão procurando Aquele gato? E eu: Sim, sim. Não tô achando. (Já imaginando que era um gato perdido que ninguém conseguia capturar). E a mulher aponta o dedinho bem devagar pra cima: ele tá ali. Quando levanto os olhos, lá está o safado, um tigrinho lindo de olho verde, adulto, gordo e sem vergonha miando pra gente de cima do telhado do bar.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Enfim, a resposta

Consegui responder aos comentários atrasados de quase 2 meses de blog.
Prometo não ser tão relapsa nos próximos.

E, enfim, marido volta. Hoje.
Mas viaja de novo em duas semanas.

Ontem almocei com a Eva. Disse ela que tá morrendo de saudades do Calçolas. E que mesmo depois dos pedreiros saírem da casa nova, muitas lembranças ficaram. Esperem as cenas dos próximos capítulos.

Nada a ver, mas é só pra terminar o post com alguma coisa que valha a TAG 'Bobaginhas': hj deixei um comentário num blog que não aceita palavras grandonas. Ele substitui aquelas palavrinhas que começam com p e terminam com uta e outra que começa com c e termina com aralho por caracteres. Achei o cú-mulo da censura.

8 coisas a fazer antes de morrer

Demorei alguns dias pra chegar na minha lista. E hoje de manhã tive que eliminar as 3 últimas coisas. E não foi fácil abrir mão delas. Assim como no início o peso de pensar em 8 coisas importantíssimas a fazer também não era a coisa mais simples do mundo.

Tô falando do Meme que o Toninho me passou (a Urubua tb lembrou deu, mas o Toninho passou primeiro).

Bom, vamos às regras:
1) Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de morrer;
2) Convidar 8 parceiros(as) de blogs amigos para responder também;
3) Comentar no blog de quem nos convidou;
4) Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da "intimação";
5) Mencionar as regras.

Então, aqui estão as minhas 8 vontades na ordem em que foram surgindo, ao menos até 18/07/08:

1) Comprar uma lata de leite moça de 10 kg e comer sentada no chão da sala
2) Construir o sítio dos gatos e dar uma nova chance a vários gatinhos abandonados por aí
3) Tricotar alguma coisa pro futuro Jr ou Jrª poder dizer: foi minha mãe que fez
4) Ser uma daquelas velhinhas que saem na rua toda arrumadas (mas sem os quilos de maquiagem das vovós que passeiam no Moinhos)
5) Publicar livroS que chegam em sua 10ª edição no mínimo
6) Viver de escrever o que eu quero e não o que os outros me pagam pra fazer do jeito deles
7) Viajar por todos os continentes
8) Ficar pra semente (nem que seja em função da minha obra. Palavra bonita essa, né?)

Agora é hora de convidar as 8 pessoas: ô Débora, entra no quadrado desse meme, a Ale e seu radio-blog, o Enio pra sair da sua crise, o Xon e o blog que sobrevive em algum lugar do passado, a Delaidinha que vai contar coisas incríveis, a Claudia e os meninos do Beco, a Japa Girl uma das governantas do reino dos Bigodes e Ronrons e a Celofane Azul que acho que não vai responder de jeito maneira.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Me ocupando

Da série 'o que faz a criatura sair de casa assim'. Eu na fila no mercado, um cara de uns 45 com o filho de uns 9 batendo altos papos sobre um lápis que o guri queria comprar. O cara vira e eu vejo na etiquetona do jeans "A calça da galera".

Observação cretina 1.
Da galera de 1984, porque pelo corte, a cor e o tamanho dos fundilhos a calça tinha uns 20 anos que habitava aquele corpinho.

Observação bondosa 1.
Bom pra ele que não deve ter engordado nadinha de 84 pra cá.

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Eu trocando de canal ontem depois de assistir a Medium na Sony (adoro!) passo involuntariamente pelo programa da Luciana Gimenez. Páro voluntariamente na Gimenez e finalmente descubro o que é a tal da Dança do Créu. De brinde conheci a mulher Moranguinho, a mulher Jaca e a mulher Melão. E todas dançaram a Dança do Quadrado.

Finalmente me sinto uma mulher atualizada.

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Domingo, eu no ônibus voltando da casa de mamãe. Adoro conversas de ônibus, principalmente quando for a dos outros.
Mãe e filho na minha frente:
- Daí, mãe, ela me chamou de marginal e eu disse tu vai vê o marginal, vou te matá e matá toda a tua família.
- Isso aí, meu filho, não deixa ninguém te chamar de marginal.

Duas gurias atrás de mim. Tem que ler pensando no sotaque de alemón:
- Aí, curia, o meu pai achou uma Blayboy do meu irmão e ficou olhando e mostrando pra chente uma mulher pelada que tava deitada do lado dum coquêro. E ele tisse que os coquêro daqui não tavam aquela fruta.
- Hahahaahah
- Olha, ti contá, meu pai é uma tiversão.

Tá explicado porque ando viajando sem ler nadinha?

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E por que o "me ocupando" no título?
Hoje faz 8 anos que marido e eu começamos a namorar. E ele continua viajando.

Língua de gato

Se eu voltasse a morar sozinha eu teria que repensar a opção de trabalhar em casa.
Não dá pra ficar muito tempo sem dois ouvidos disponíveis. A menos que a minha gata evolua o suficiente e consiga fazer mais do que pprrrr pra me responder alguma coisa, porque nem miar ela mia.

Lisbela-Dodô em seu momento dá licença.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Faltam 7 dias

Eu juro que estou me comportando. Nunca mais tentei colocar fogo na casa e até os barulhos mentais antes de dormir estão sob controle no período marido longe.

Mas por que que as coisas teimam em estragar justamente quando não tem ninguém pra consertar?

Primeiro foi o varal da área de serviço que despencou trazendo dois azulejos pro chão que fizeram crash, plim, pac e uma montoeira de caquinhos se espalhou. Hoje foi a persiana do quarto que travou. E travou feio.

Sem roupa lavada e sem sol no quarto, só peço que o chuveiro seja bonzinho por mais uma semana.

domingo, 6 de julho de 2008

Festinha

Ontem o Calçolas fez 1 ano. Pra comemorar, não quis repetir o bolo dos 2 meses, mesmo porque o índice glicêmico anda alto por aqui, culpa do céu e da mil folhas vizinha.
Resolvi fazer algo diferente com um recurso super ordinário: google.
Fiz uma busca com Calçola(s) e encontrei duas mulheres legais trajando as suas.
Taí, lançada a campanha:

"Eu uso Calçolas"


Não, eu não vou pedir pra ninguém mandar uma foto de Calçolas pra gente.
E sim, há muito mais mulheres sem as Calçolas no google do que com.