domingo, 12 de outubro de 2008

Halloween


Entre os muitos importados que fazem sucesso por estas bandas está o mês das bruxas. Trazido dos EUA, ele prenuncia que, mais um pouquinho, vamos estar celebrando também o thanksgiving, tirando do peru a felicidade de só bater os esporões perto do Natal. E vamos brindar com tudo, como bons bobos alegres. Mesmo sem conseguir dizer o nome da data.

E eu, como estou bem treinadinha pra consumir tudo e mais um pouco, obviamente incorporei os espírito halloween.

Por isso lembrei da MPM.

Tinha lá um cara bem velhusco. Não sei o que ele fazia, mas tudo bem, porque metade da agência também não sabia, e provavelmente nem ele próprio tinha uma exata noção do seu papel naquele complexo publicitário. Então: o cara ela velhusco. Ou melhor, era bem velho. Um Matusalém. E o cara, além de ter quase mil anos, era peludo. Tinha pelos (brancos, porque ele era muito velho) por toda parte, inclusive saindo aos tufos pelas orelhas. O nome dele era Luís Gomes. Mais conhecido por Lobisgomis.

E tinha na MPM também a telefonista. Telefonista não é nada surreal nem engraçado, mas a voz dela era. Arranhada, fininha, superdesagradável. E na MPM tinha um sistema de som. Caixinhas contaminavam com a voz da telefonista até o mais remoto cantinho do almoxarifado. E a telefonista adorava falar no microfone, anunciando as ligações e puxando as orelhas de todo mundo que não estava na sua mesa (incluindo as orelhas peludas do Lobisgomes, eca). "Atenção, Fu-la-na, favor atender o telefone, Fu-la-na" (ela sempre separava bem as sílabas do nome do criminoso, pra que todo mundo pudesse entender, inclusive os de orelhas entupidas por serem portadores de hirsutismo auricular, como o Lobisgomes. E assim a telefonista com sua voz deprimente ficava destruindo a concentração de todo mundo, arrasando com papinhos no cantinho do café e fazendo todo mundo correr alucinado pela agência, tentando chegar na sua mesma antes que mulher entoasse outra vez o seu mantra maligno. O nome da telefonista era Zilá. Mas ela era conhecida mesmo como Godzilá.

Lobisgomis e Godzilá ficarão eternamente habitando (e assombrando) a minha memória de publicitária.

6 comentários:

Silvia disse...

kkkkkkkk....
meu pai tem pelos nas orelhas! ele sempre pedia pra gente cortar pra ele! kkkkkkkk
Caraca... só de imaginar a telefonista já tive calafrios... bjo!

venuss disse...

tem certeza que tu não trabalhou no carrefour? Lá sempre tem alguém tri chegado num microfone que fica chamando 'fu-la-no favor comparecer no caixa tal'. Ou seria nas Americanas?

Mas se era na agência mesmo, aquilo devia ser o trem-fantasma da propaganda.
Conta mais, conta mais.

Édnei Pedroso disse...

Ainda bem que voz irritante não é hereditário. O mesmo não posso dizer de orelhas peludas, que passam de pai para filho com 100% de aproveitamento.

Não. Não tenho orelhas peludas, mas vejo o Discovery Channel.=P

Toninho Moura disse...

Que monstra!

Anônimo disse...

Tu deverias revisar teu textinho medíocre antes de publicá-lo.
Tem tanto erro de digitação que me pergunto como podes ter sido redatora algum dia ...

Eva disse...

Silvia: e tem também os pelos nasais. Ainda vou escrever sobre isso.
venuss: contarei muito mais, aguarde.
Édnei: o legal é ver o Discovery e depois associar com questões domésticas.
Toninho: Monstra? Quem? Godzilá? Lobisgomes? Ou eu?
Anônimo: não só fui, como continuo sendo redatora. Agora com blog, com mestrado e lecionando em universidades. Um perigo isso. E orbigado pelo aleta. Mim já está cuidadno mais com o protuguês e a digitaçaõ.