Coração e bolsa, sendo de mãe, são iguais: sempre cabe mais um ou mais uma coisa. Lógico então que minha bolsa seja habitada por zilhões de coisas imprescindíveis quando saio com a filha.
Uma delas é um caderno de capa dura e um estojo de giz de cera.
Quem me ensinou isso foi minha comadre, que é meu benchmark em maternagem.
Por que a capa dura? Pra poder desenhar em qualquer superfície e mesmo na ausência de uma.
Por que giz de cera? Porque não mancham a roupa, não pintam a pele, não quebram a ponta e não perdem a tampa.
Um caderno de capa dura e giz de cera garantem esperas menos desesperadas em restaurantes, antesalas de médicos e dentistas e qualquer outro lugar em que não haja recreacionstas gritonas, pirulitos gosmentos ou brinquedos ainda que desmantelados.
Um caderno de capa dura e giz de cera permitem que a atividade seja repartida com outras crianças sem gerar constrangedoras cenas de egoísmo infantil explícito.
Um caderno de capa dura e giz de cera permitem que o seu jovem rebento desenhe no carro, o que ajuda a encarar coisas sem noção como uma ida a Santa com a BR 101 em obras (já o caos aéreo é outra história, aí nada ajuda!)
Enfim, um caderno de capa dura e giz de cera são o melhor remédio contra o envelhecimento precoce de uma mãe e custam bem menos que aquele creme anti-rugas-com-lipoesferas-em-gel-preenchdoras-de-colágeno-de-fetos-de-botos-cor-de-rosa-que-contribuíram- voluntariamente-com-a-doação-da-substância-e-não-foram-de-forma-alguma-maltratados-ou-explorados-durante-as-filmagens da Lancôme.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Dramin não dá pra mim
E mais uma pergunta que me faço - essa surgiu quando tive que dar Dramin pra minha filhinha pela primeira vez: por que esse bendito remedinho - que já me disseram ser o único remédio eficaz contra vômitos e enjôos nesse país - tem que ter um gosto tão horrorosamente hediondo quando é indicado também pra crianças? É pra não vomitar, mas o gosto é nauseabundo.
Mamoespremeção
Um pergunta que me faço desde os 35 anos - isto é, desde a minha primeira mamografia: como é que ainda não inventaram um jeito economicamente viável de verificar os nossos peitos sem ter que submeter os pobrezinhos àquele procedimento grotesco de colocá-los entre chapas de vidro que vão se aproximando, se aproximando, se aproximaaaaando até transformar até a mais ovo-frito das mamas numa rodela do tamanho de uma pizza grande?
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Da Ali G Show
Apesar de volta e meia ser acusada de extremo Polianismo e dizer montes de coisas que parecem saídas do mais rasteiro manual de auto-ajuda, eu adoro mesmo é o politicamente incorreto. Chamar anão de verticalmente prejudicado, por exemplo, acho o fim. Assim, não posso não gostar do Sacha Baron Cohen, aquele que fez Borat. E obviamente também a-do-ro o Da Ali G Show, que a Sony passa nas terças e domingos às 22h e 30min e segundas e quartas às 2h e 30min. Assista e me diga o que achou. Eu choro de rir cada vez que vejo.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Há um mundo bem melhor?
Na qualidade de mãe, a gente vive fazendo programa de índio. E pior: a gente acha bom! Neste fim de semana, fui ao Mini-mundo, em Gramado. Casinhas, castelinhos, trenzinhos, praçinhas, vulcãozinho... muitas maquetes, instalações, pequeninas cenas que são, por si sós, historinhas curtas de algum evento. E o cara que fez aquilo deve ser o assassino das maquetes da sétima temporada do CSI, porque vi várias ceninhas de acidentes e eventos trágicos naquele microcosmo.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Casamento
Casamento sempre rende assunto. Seja uma declaração amorosa como esta (Quarta-feira, Setembro 12, 2007) ou um escrachado discurso com base em estereótipos que, no final das contas, sempre nos faz rir (como no vídeo abaixo).
Comentário nada a ver com o tema, mesmo porque hoje eu decidi dar voz a outros ao invés de me pronunciar sobre o assunto (mas tô muito bem casada, obrigada): eu adoro o papel que o Rafinha Bastos faz no Mothern (ele é o marido da Raquel, o piloto casado com a publicitária). Já o cara que faz o marido da Beatriz (a arquiteta) eu daria um Framboesa de Ouro sem piscar duas vezes. O cara é uó como ator.
Comentário nada a ver com o tema, mesmo porque hoje eu decidi dar voz a outros ao invés de me pronunciar sobre o assunto (mas tô muito bem casada, obrigada): eu adoro o papel que o Rafinha Bastos faz no Mothern (ele é o marido da Raquel, o piloto casado com a publicitária). Já o cara que faz o marido da Beatriz (a arquiteta) eu daria um Framboesa de Ouro sem piscar duas vezes. O cara é uó como ator.
Dálti Vêidel

Meu marido é fã do Star Wars. E fica passando as noções básicas sobre a saga pra nossa filhota. Como ela tá na fase de bruxas, lobos, monstros e afins, ficou terrivelmente impressionada com a história do Darth Vader. Que ela chama de Dálti Vêidel. O Dálti Vêidel é muito, muito, mas muito mais malvado.quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Ainda o Renan
Era pra cassar o Renan. Mas o que foi cassado foi o decoro, a vergonha na cara, o respeito pelos cidadãos. E como tudo sempre podia ser pior, vejo hoje na mídia por aí várias tentativas de colocar a culpa só nos 6 que não compareceram à votação. E aí eu pergunto: tá, e os 40 que votaram a favor do Renan, hein???
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Mais uma oportunidade perdida
Hoje o senado podia ter mostrado que respeita os cidadãos desse país.
Podia ter provado que lá os canalhas não tem vez.
Podia ter tido um mínimo de respeito por você, por mim.
Podia, mas não fez.
E absolveu o Renan.
Podia ter provado que lá os canalhas não tem vez.
Podia ter tido um mínimo de respeito por você, por mim.
Podia, mas não fez.
E absolveu o Renan.
Nem o rato roeu
Se eu tivesse paciência e fosse mais refinadinha, compraria queijo em pedaços e o cortaria sobre uma bela tábua de madeira com uma faca adequada e blablabla.
Como não tenho saco nem sou chique (até porque quem é chique não fica dizendo que não tem saco), compro queijo fatiado em pacotinhos hermeticamente fechados lá no Zaffari mesmo.
Esses dias inventei de comprar um que nunca tinha comprado antes. O queijo lanche da Corlac.
Por favor, não tente fazer o mesmo em casa ou no super ou onde quer que seja.
O gosto é ruim. Ou melhor, que gosto???
Mas o pior é que aquela coisa que na embalagem se define generosamente como queijo deve ter feito um curso com o arroz que minha mãe prepara: é a coisa mais "unidos venceremos" que já vi e tentei comer. Vem tudo grudadão. E aí separar uma fatia inteira desse queijo lanche fatiado Corlac acaba sendo um desafio maior que o de montar o Cubo Mágico lá nos idos dos anos 70.
Como não tenho saco nem sou chique (até porque quem é chique não fica dizendo que não tem saco), compro queijo fatiado em pacotinhos hermeticamente fechados lá no Zaffari mesmo.
Esses dias inventei de comprar um que nunca tinha comprado antes. O queijo lanche da Corlac.
Por favor, não tente fazer o mesmo em casa ou no super ou onde quer que seja.
O gosto é ruim. Ou melhor, que gosto???
Mas o pior é que aquela coisa que na embalagem se define generosamente como queijo deve ter feito um curso com o arroz que minha mãe prepara: é a coisa mais "unidos venceremos" que já vi e tentei comer. Vem tudo grudadão. E aí separar uma fatia inteira desse queijo lanche fatiado Corlac acaba sendo um desafio maior que o de montar o Cubo Mágico lá nos idos dos anos 70.
O incrível poder dos prolegômenos
Prolegômenos.
Eu sempre achei o termo tão legal.
Meu sobrenome tá longe de ser complicado e nórdico que nem o do Hjelmslev, que escreveu o livro Prolegômenos a uma teoria da linguagem. Mas tenho certeza que mesmo ao mais singelo João da Silva a palavra prolegômenos emprestaria uma respeitabilidade e um QI quase inigualáveis.
O meu Eva, então, jamais será o mesmo depois dos prolegômenos.
Só seria mais impressionante se eu conseguisse lembrar o que é mesmo que a palavra significa.
Eu sempre achei o termo tão legal.
Meu sobrenome tá longe de ser complicado e nórdico que nem o do Hjelmslev, que escreveu o livro Prolegômenos a uma teoria da linguagem. Mas tenho certeza que mesmo ao mais singelo João da Silva a palavra prolegômenos emprestaria uma respeitabilidade e um QI quase inigualáveis.
O meu Eva, então, jamais será o mesmo depois dos prolegômenos.
Só seria mais impressionante se eu conseguisse lembrar o que é mesmo que a palavra significa.
Conexões hídricas
Minha filhota começou sua vidinha de sereia: hoje foi a primeira aulinha de natação dela.
E eu ali, pertinho da piscina, conferindo atentamente se minha tentativa de perpetuar o DNA sobreviveria aos perigos das águas.
Lá pelas tantas finalmente percebi que a Mariana não seria vítima de nenhum monstro aquático e que a professora não deixaria que ela se afogasse.
Então reassumi meu papel de mestranda dedicada e fui exercitar os neurônios.
E olha que legal a coincidência: o livro que eu levei pra ler era o (maravilhoso e imperdível) Modernidade Líquida.
E eu ali, pertinho da piscina, conferindo atentamente se minha tentativa de perpetuar o DNA sobreviveria aos perigos das águas.
Lá pelas tantas finalmente percebi que a Mariana não seria vítima de nenhum monstro aquático e que a professora não deixaria que ela se afogasse.
Então reassumi meu papel de mestranda dedicada e fui exercitar os neurônios.
E olha que legal a coincidência: o livro que eu levei pra ler era o (maravilhoso e imperdível) Modernidade Líquida.
De um passado não tão distante
Acabei de enviar um artigo para publicação numa revista científica. Nas instruções para os autores pediam três cópias impressas e uma em disquete. Em tempos de e-mails e formulários eletrônicos ir até o correio já não é tarefa habitual. Agora, salvar em disquete? Putz, onde é mesmo que eu enfiei a última caixa de disquetes? Fucei um pouco e encontrei um, etiquetado TCC (e olha que eu me formei em 2003). Desvirginei o drive de disquete, sim, porque é a primeira vez que eu enfio um nesta máquina e ele pedalou, pedalou, pedalou, deu mensagem de erro e não abriu. Catei pelas gavetas e encontrei uma caixa com uns 6 disquetes virgenzinhos. A caixa era tão velha que a etiqueta pra identificar o conteúdo nem colava mais. Assim como pedir cópia em disquete também não vai colar por muito mais tempo.
Como é que pobre faz?
Meu marido precisa trocar a lente dos óculos. Ele agora entrou pro clube multifocal. Então fomos pro Iguatemi fazer pesquisa de preço. Eu que nunca precisei de óculos, fiquei assustada com os valores. Também fiquei surpresa ao ver a mesma estratégia que o Omo usava presente no mercado de lentes: lembra que o Omo sempre foi o que lavava mais branco? Lembra que a cada mês eles lançavam um novo Omo que lavava ainda mais branco? Eu, lá pelos meus 10 anos de idade, antes de saber que existia uma coisa chamada marketing, não entendia como isso era possível. No mercado de lentes, o processo é parecido, todas são boas, mas sempre tem uma que é o último lançamento que é a mais incrível das mais incríveis, a superação tecnológica, o supra-sumo da qualidade e também do preço (se bem que isso não é exclusividade deste mercado).
Depois de ter escutado todas as maravilhas das lentes supra-sumo, explicações com desenhos, caras e bocas de quem entende muito e anotações de preços em ascendência, lá pelas tantas meu marido pergunta, na lata pra vendedora: vem cá, hein, e como é que pobre faz? E ela achando a pergunta totalmente sem noção diz: compra uma mais barata do que essas aqui.
Depois de ter escutado todas as maravilhas das lentes supra-sumo, explicações com desenhos, caras e bocas de quem entende muito e anotações de preços em ascendência, lá pelas tantas meu marido pergunta, na lata pra vendedora: vem cá, hein, e como é que pobre faz? E ela achando a pergunta totalmente sem noção diz: compra uma mais barata do que essas aqui.
terça-feira, 11 de setembro de 2007
O cu da cobra

Abaixo do cu do cachorro todo mundo conhece e todo mundo já ficou. Mas tem coisa bem pior. É ficar abaixo do cu da cobra.
Nada mais rasteiro, mais baixo, mais deprê.
E é por causa dessa radicalidade toda que adoro a expressão abaixo do cu da cobra. Gosto quase tanto quanto do leitão vesgo e da galinha morta.
Crime, castigo e as letras
Pais marinheiros de primeira viagem têm sempre um índice de sem-noçãozice relativamente alto. No meu caso os níveis são alarmantes, temo. Na busca desesperada por referenciais, leio, assisto & ouço tudo sobre crianças, de pitacos intrometidos a tratados acadêmicos sobre psicologia infantil. E obviamente nisso se incui a Supernanny e outros reality shows afins. Passa no SBT e também passa na TV a cabo, mas sou distraída demais pra lembrar em que canal e quando. Enfim, a Supernanny dá dicas interessantes, sem falar que aquelas famílias-problema que ela visita e cujos entreveros ela aparentemente resolve são um alento pra pais desesperados, porque mostram que tem coisa beeeem pior que o que você está passando.
A Supernanny faz basicamente sempre as mesmas coisas. Mas pessoas como eu assistem mesmo assim, porque demoram pra aprender e porque precisam se consolar.
Uma das suas estratégias eternamente repetidas pela Supernanny é deixar a criança de castigo quando ela infringe as regras da casa.
(Parênteses pra divulgar o método Supernanny de deixar a criança de castigo: o castigo consiste em sentar a criança num lugar muito sem-graça por alguns mintuos -2 anos = 2 minutos, 3 anos = 3 minutos e assim por diante. Antes, tem que dizer por que a criatura está sendo posta ali, e tem que dizer que ela fez algo errado e que deve pensar no que fez. Se a criança tentar sair, tem que colocar de volta quantas vezes for preciso, com firmeza. Depois, a gente vai lá, pergunta se a criança está arrependida, se ela sabe o que fez de errado, e aí vem o abraço e a reconciliação).
Aqui em casa, há vários crimes previstos no Código Familiar Penal. Agredir os pais, por exemplo, dá castigo direto, sem aviso prévio. Agressão é gritar, bater, empurrar, morder, cuspir, beliscar, rosnar (sim, eles rosnam também!), arremessar objetos mesmo que sejam macios e por enquanto graças a Deus só isso - mas tenho certeza que ela vai descobrir mais maneiras.
Mas enfim, agredir os pais = castigo direto.
Hoje a Mariana me empurrou. Uns 30 segundos depois dela começar a cumprir a pena, escuto um cantar alegre. Era literalmente um canto no cantinho.
Vou até o quarto e vejo que ela está lá, no cantinho, mas está feliz, "lendo" as letras de um grande caixa decorada com figurinhas e textos que fica no quarto, e cantando aquela musiquinha do ABC (que ela sabe inteira, a lindinha).
Tão novinha e já percebe nas letras uma possibilidade de redenção. Ou seja, se um dia ela for pra prisão, obviamente vai ser uma versão feminina do Graciliano Ramos e escrever maravilhas como Memórias do Cárcere.
A Supernanny faz basicamente sempre as mesmas coisas. Mas pessoas como eu assistem mesmo assim, porque demoram pra aprender e porque precisam se consolar.
Uma das suas estratégias eternamente repetidas pela Supernanny é deixar a criança de castigo quando ela infringe as regras da casa.
(Parênteses pra divulgar o método Supernanny de deixar a criança de castigo: o castigo consiste em sentar a criança num lugar muito sem-graça por alguns mintuos -2 anos = 2 minutos, 3 anos = 3 minutos e assim por diante. Antes, tem que dizer por que a criatura está sendo posta ali, e tem que dizer que ela fez algo errado e que deve pensar no que fez. Se a criança tentar sair, tem que colocar de volta quantas vezes for preciso, com firmeza. Depois, a gente vai lá, pergunta se a criança está arrependida, se ela sabe o que fez de errado, e aí vem o abraço e a reconciliação).
Aqui em casa, há vários crimes previstos no Código Familiar Penal. Agredir os pais, por exemplo, dá castigo direto, sem aviso prévio. Agressão é gritar, bater, empurrar, morder, cuspir, beliscar, rosnar (sim, eles rosnam também!), arremessar objetos mesmo que sejam macios e por enquanto graças a Deus só isso - mas tenho certeza que ela vai descobrir mais maneiras.
Mas enfim, agredir os pais = castigo direto.
Hoje a Mariana me empurrou. Uns 30 segundos depois dela começar a cumprir a pena, escuto um cantar alegre. Era literalmente um canto no cantinho.
Vou até o quarto e vejo que ela está lá, no cantinho, mas está feliz, "lendo" as letras de um grande caixa decorada com figurinhas e textos que fica no quarto, e cantando aquela musiquinha do ABC (que ela sabe inteira, a lindinha).
Tão novinha e já percebe nas letras uma possibilidade de redenção. Ou seja, se um dia ela for pra prisão, obviamente vai ser uma versão feminina do Graciliano Ramos e escrever maravilhas como Memórias do Cárcere.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Quando é mesmo que começa o feriadão?
Passei o feriadão trabalhando. Planos de cinema, passeios e coçação foram pro espaço. A perspectiva de viagem já tinha bailado há muito. Só hj, segunda de noite, consegui respirar profundamente sem achar que isto tiraria uns 30 segundos da minha concentração no trabalho. Nem sair pra comer entrou nos meus planos, mais porque eu sou uma indisciplinada que quando volta do restaurante quer mais é ficar na frente da TV e não voltar pro tronco escravo que é o micro.
Mas a sensação que reina hoje pra mim é "já passou?". O tal feriadão esperado já passou? Foi mais ou menos como tem sido meus finais de ano: chega 2 de janeiro e eu me pergunto 'o Natal já passou?' Já é ano novo? Por que mesmo que eu não acompanhei as cenas dos últimos capítulos? Quando é que vai passar no vale a pena ver de novo?
Mas a sensação que reina hoje pra mim é "já passou?". O tal feriadão esperado já passou? Foi mais ou menos como tem sido meus finais de ano: chega 2 de janeiro e eu me pergunto 'o Natal já passou?' Já é ano novo? Por que mesmo que eu não acompanhei as cenas dos últimos capítulos? Quando é que vai passar no vale a pena ver de novo?
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Corpo de academia
Leio o post da venuss sobre a Susi lipoaspirada. E penso mais uma vez no meu corpo. Tenho 42 anos e meio.
Uma filha.
E faço mestrado.
Como sou super cdf e incapaz de fazer um monte de coisas ao mesmo tempo, dedico meu horário comercial (e uma parte significativa do não-comercial também) pras atividades acadêmicas.
Resultado: tô com um corpinho de academia!
Academia acadêmica.
Horas e horas e horas malhando só os neurônios, sabe como é?
Minhas sinapses estão todas com barriga tanquinho.
A massa cinzenta tá saradíssima.
Mas o resto... aiaiaiai.
Uma filha.
E faço mestrado.
Como sou super cdf e incapaz de fazer um monte de coisas ao mesmo tempo, dedico meu horário comercial (e uma parte significativa do não-comercial também) pras atividades acadêmicas.
Resultado: tô com um corpinho de academia!
Academia acadêmica.
Horas e horas e horas malhando só os neurônios, sabe como é?
Minhas sinapses estão todas com barriga tanquinho.
A massa cinzenta tá saradíssima.
Mas o resto... aiaiaiai.
Susi lipoaspirada
Já que não faz muito que a Eva tava falando da boneca Susi, achei legal postar uma imagem da Susi pós-cirurgia. Sim, a Susi também aderiu e agora é a mais nova lipoaspirada do mercado. Literalmente. Pra comemorar os 70 anos da Estrela, a fabricante da boneca, resolveram dar um trato na Susi. Carta branca, ou melhor, cheque em branco: vai pro cirurgião e faz o que tiver vontade. Ela deve ter levado uma foto da Barbie pra consulta e dito pro médico: me deixa assim! Quero voltar a ter sucesso!
Mas ele só mexeu do pescoço pra baixo, porque o cabeção ainda continua por ali.
Ah, ela vai mostrar o novo shape no dia 11, numa festa especial na Daslu. Será que convidaram a Barbie?

Vi no www.invertia.com.br
Mas ele só mexeu do pescoço pra baixo, porque o cabeção ainda continua por ali.
Ah, ela vai mostrar o novo shape no dia 11, numa festa especial na Daslu. Será que convidaram a Barbie?

Vi no www.invertia.com.br
Maus tratos aos animais - ASSUNTO SÉRIO
Sempre quis fazer alguma coisa pra ajudar a melhorar as condições de alguns animais abandonados e ajudar em casos de maus tratos contra esses bichinhos. Acontece que hoje, depois de discutir com um carroceiro na rua e constatar que às 10h da matina o cavalo já era obrigado a puxar uma carga tão pesada que não dava conta, fui atrás pra descobrir o que poderia ser feito. Na prefeitura, não encontrei nada. Enviei um e-mail pra saber como proceder, e confesso que já estou louca pra saber quanto tempo vai levar até me responderem (depois falo pra vcs). Mas encontrei 3 associações que contribuem para melhorar a vida de alguns bichinhos.
Duas Mãos Quatro Patas
http://www.duasmaosquatropatas.com.br/
Luz Animal
http://www.luzanimal.org/
Projeto Pró-Animal
http://www.projetoproanimal.com.br/
Eu já encomendei camisetas e adesivos pra ajudar.
Mas o que eu achei mais importante, foi ter encontrado as instruções de como proceder em caso de denúncia de maus tratos.
Pra quem estiver interessado, segue o link:
http://www.luzanimal.org/denunciademaustratos.htm
Duas Mãos Quatro Patas
http://www.duasmaosquatropatas.com.br/
Luz Animal
http://www.luzanimal.org/
Projeto Pró-Animal
http://www.projetoproanimal.com.br/
Eu já encomendei camisetas e adesivos pra ajudar.
Mas o que eu achei mais importante, foi ter encontrado as instruções de como proceder em caso de denúncia de maus tratos.
Pra quem estiver interessado, segue o link:
http://www.luzanimal.org/denunciademaustratos.htm
Novo Dicionário da Língua do Casal
Todo casal tem um vocabulário próprio, isso é fato. Algo em torno de 10 verbetes que só são reconhecidos por cada uma das metades da laranja. Acho que 10 é uma boa média. Aqui em casa a gente tem mais expressões casalsísticas, muito em razão de que eu enjôo fácil de algumas e acabo criando novas. A nossa gata, por exemplo, sofre de uma aguda crise de identidade, porque a cada 10 dias ela ganha um apelido novo. Tenho uma amiga que faz questão de chamá-la pelo nome e quando a gata não responde (o que acontece sempre) ela diz que nem a própria Lisbela sabe que é Lisbela. Os gatos da rua e arredores, todos receberam nome. Alguns até sobrenome. Mas o cúmulo mesmo é ver a lista de coisas que devem ser compradas e encontrar lá "SJ", de Segura Júnior. Precisa explicar?
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Sapatos
Por que será que todo sapato bonito machuca o pé?
Por que será que todo sapato bonito que machuca o pé é comprado?
Por que será que todo sapato bonito que machuca o pé e é comprado é calçado?
Por que será que todo sapato bonito que machuca o pé é comprado e calçado e mesmo assim a gente nunca aprende? Dá uma olhada nessa belezinha aqui (quem me dera ter um Jimmy Choo):
Por que será que todo sapato bonito que machuca o pé é comprado?
Por que será que todo sapato bonito que machuca o pé e é comprado é calçado?
Por que será que todo sapato bonito que machuca o pé é comprado e calçado e mesmo assim a gente nunca aprende? Dá uma olhada nessa belezinha aqui (quem me dera ter um Jimmy Choo):
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Respostas cretinas para perguntas imbecis
Esta história é um dos pontos altos do telejornalismo gaúcho.
Uma repórter entrevistava um bandidão que tinham acabado de prender. O cara tinha, comprovadamente, uma ficha mais suja que pau de galinheiro, estava inchado e roxo na cara dos sopapos que já tinha levado e se encontrava ali, algemado na delegacia, cercado de guardas medindo em média 2m x 2m cada um.
A astuciosa repórter então pergunta:
- Como é que você está se sentindo?
Ao que o mau moço responde:
- Preso. Tô me sentindo preso.
Uma repórter entrevistava um bandidão que tinham acabado de prender. O cara tinha, comprovadamente, uma ficha mais suja que pau de galinheiro, estava inchado e roxo na cara dos sopapos que já tinha levado e se encontrava ali, algemado na delegacia, cercado de guardas medindo em média 2m x 2m cada um.
A astuciosa repórter então pergunta:
- Como é que você está se sentindo?
Ao que o mau moço responde:
- Preso. Tô me sentindo preso.
Invasores de mentes
Socorro!!!!!
Help!!!!!
Hilfe!!!!!
Meu marido e minha filha invadem a minha mente.
Quando acordo de manhã, basta eu estar pelada em baixo do chuveiro que minha filha começa a se esganiçar e berrar pela mamãe, mamãe, mamãe, MAMÃÃÃÃÃEEEEE!!!!! Não importa se são 7h, 6 e meia, 6 horas ou 5 e meia. Não tem escapatória. Eu já testei isso acordando nos mais diversos horários. Ela capta as vibrações, acorda quando estou pensando como é bom tomar um banho quentinho de manhã, hmmm... e lá vem o MANHÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ e acaba com minha alegria hídrica.
Minha filhota com certeza herdou isso do meu marido.
Porque basta eu pensar em ir ao banheiro, ou cogitar isso remotamente que seja e pronto: lá vai ele fazer alguma coisa - sempre demorada - no banheiro. São coisas que não podem esperar, como uma limpeza minuciosa do aparelho de barbear, inspeção visual e tátil de gavetas e escaninhos a procura de algo que não é guardado no banheiro, contagem de itens de higiene disponíveis. Além das coisas óbvias que todo mundo faz no banheiro.
Já tentei vários métodos pra tentar evitar que ele lesse minha mente. Procurei disfarçar minhas reais intenções, tentei pensar baixinho, tentei emendar na minha mente a idéia de ir ao banheiro com outras idéias-chamariz tipo "ah, como seria bom comer aquele Bis que tá no armário da cozinha". Mas não adianta, o escaneamento mental que meu marido realiza é muito eficaz, e consegue detectar o que realmente estou querendo. E lá vai o maridão, rapidamente se instalar no lavatório.
Pena que essa argúcia do meu cônjuge se manifeste basicamente em relação à questão do banheiro. Já tentei pensar fixamente em outras coisas, como levar o lixo pra fora, recolher o cocô do gato ou estender a roupa, mas meu marido não foi correndo fazer isso antes de mim.
Help!!!!!
Hilfe!!!!!
Meu marido e minha filha invadem a minha mente.
Quando acordo de manhã, basta eu estar pelada em baixo do chuveiro que minha filha começa a se esganiçar e berrar pela mamãe, mamãe, mamãe, MAMÃÃÃÃÃEEEEE!!!!! Não importa se são 7h, 6 e meia, 6 horas ou 5 e meia. Não tem escapatória. Eu já testei isso acordando nos mais diversos horários. Ela capta as vibrações, acorda quando estou pensando como é bom tomar um banho quentinho de manhã, hmmm... e lá vem o MANHÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ e acaba com minha alegria hídrica.
Minha filhota com certeza herdou isso do meu marido.
Porque basta eu pensar em ir ao banheiro, ou cogitar isso remotamente que seja e pronto: lá vai ele fazer alguma coisa - sempre demorada - no banheiro. São coisas que não podem esperar, como uma limpeza minuciosa do aparelho de barbear, inspeção visual e tátil de gavetas e escaninhos a procura de algo que não é guardado no banheiro, contagem de itens de higiene disponíveis. Além das coisas óbvias que todo mundo faz no banheiro.
Já tentei vários métodos pra tentar evitar que ele lesse minha mente. Procurei disfarçar minhas reais intenções, tentei pensar baixinho, tentei emendar na minha mente a idéia de ir ao banheiro com outras idéias-chamariz tipo "ah, como seria bom comer aquele Bis que tá no armário da cozinha". Mas não adianta, o escaneamento mental que meu marido realiza é muito eficaz, e consegue detectar o que realmente estou querendo. E lá vai o maridão, rapidamente se instalar no lavatório.
Pena que essa argúcia do meu cônjuge se manifeste basicamente em relação à questão do banheiro. Já tentei pensar fixamente em outras coisas, como levar o lixo pra fora, recolher o cocô do gato ou estender a roupa, mas meu marido não foi correndo fazer isso antes de mim.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Cotidiano e transcendência
Tô aqui tentando ler Nietzsche. Enquanto isso, a empregada arrasta móveis, lava as panelas e passa o aspirador de pó. Moral da história: não há desejo de transcendência que resista à invasão do cotidiano.
Todo mundo é ninguém
Tem certas horas em que lugares da cidade viram terra de ninguém. Ruas, parques, praças. Ficam ali, quase desertos, ocupados por alguns desocupados, esperando um desavisado que contribua - voluntariamente ou não - com uma ajuda.
É o espaço público que vira terra de ninguém.
E quando todo mundo vira ninguém, como é que a gente vai juntar forças, nem que seja pra pedir o mínimo - um mínimo de decência, um mínimo de respeito, um mínimo de felicidade?
É o espaço público que vira terra de ninguém.
E quando todo mundo vira ninguém, como é que a gente vai juntar forças, nem que seja pra pedir o mínimo - um mínimo de decência, um mínimo de respeito, um mínimo de felicidade?
Mamões e meninos
Minha filhota ficou com vontade de comer mamão.
Expliquei que o mamão estava verde, tinha que esperar amadurecer.
Ela ficou na frente da cesta de hortifrutis e tentou convencer a fruta, repetindo:
- Amadurece, amadurece, amadurece, por favor!
Minha filha já está treinando pra quando ela ficar um pouco mais velha. Aí ela vai fazer o que toda mulher lá pelas tantas precisa fazer com os meninos: pedir que amadureçam duma vez por todas.
Expliquei que o mamão estava verde, tinha que esperar amadurecer.
Ela ficou na frente da cesta de hortifrutis e tentou convencer a fruta, repetindo:
- Amadurece, amadurece, amadurece, por favor!
Minha filha já está treinando pra quando ela ficar um pouco mais velha. Aí ela vai fazer o que toda mulher lá pelas tantas precisa fazer com os meninos: pedir que amadureçam duma vez por todas.
Fazendo uso da piada alheia
Gripão + TPM braba não costuma render muita inspiração.
Numa hora dessas, nada como recebr um e-mail engraçadinho e se valer dele pra colocar alguma coisa no blog. Aí vai:
VOCÊ SABE QUE ESTÁ VIVENDO EM 2007 QUANDO...
1. Você acidentalmente tecla sua senha no microondas.
2. Há anos não joga paciência com cartas de papel.
3. Você tem uma lista de 15 números de telefone para falar com sua família de 3 pessoas.
4. Você envia e-mail para conversar com a pessoa que trabalha na mesa ao lado da sua.
5. A razão porque você não fala há tempos com muitos de sua família é desconhecer seus endereços eletrônicos.
6. Você usa o celular na garagem de casa para pedir a alguém que o ajude a desembarcar as compras.
7. Todo comercial de TV tem um site indicado na parte inferior da tela.
8. Esquecendo seu celular em casa, coisa que você não tinha há 20 ou 30 anos, você fica apavorado e volta buscá-lo.
10. Você levanta pela manhã e liga o computador antes de tomar o café.
11. Como a carinha do Msn,Você vira a cabeça de lado para sorrir : )
12. Você não sabe o preço de um envelope comum.
13. Para você ser organizado significa, ter vários bloquinhos de "Post-It" de cores diferentes.
14. A maioria das piadas que você conhece, você recebeu por e-mail (e ainda por cima ri sozinho...).
15. Você fala o nome da firma onde trabalha quando atende ao telefone em sua própria casa (ou até mesmo o celular!!).
16. Você digita o "0" para telefonar de sua casa.
17. Você vai ao trabalho quando ainda está escuro, volta para casa quando já escureceu de novo.
18. Quando seu computador pára de funcionar, parece que foi seu coração que parou.
19. Você está lendo esta lista e está concordando com a cabeça e sorrindo.
21. Você está concordando tão interessado na leitura que nem reparou que a lista não tem o número 9.
21. Você retornou à lista para verificar se é verdade que falta o número.
22. E agora você está achando ainda mais engraçadinho.
23. Você já está pensando para quem você poderia enviar essa mensagem..
24. Provavelmente agora você vai clicar nos botões Ctrl+C e Ctrl+V pra colar num mail. Ou colocar no seu blog, que nem eu fiz.
Numa hora dessas, nada como recebr um e-mail engraçadinho e se valer dele pra colocar alguma coisa no blog. Aí vai:
VOCÊ SABE QUE ESTÁ VIVENDO EM 2007 QUANDO...
1. Você acidentalmente tecla sua senha no microondas.
2. Há anos não joga paciência com cartas de papel.
3. Você tem uma lista de 15 números de telefone para falar com sua família de 3 pessoas.
4. Você envia e-mail para conversar com a pessoa que trabalha na mesa ao lado da sua.
5. A razão porque você não fala há tempos com muitos de sua família é desconhecer seus endereços eletrônicos.
6. Você usa o celular na garagem de casa para pedir a alguém que o ajude a desembarcar as compras.
7. Todo comercial de TV tem um site indicado na parte inferior da tela.
8. Esquecendo seu celular em casa, coisa que você não tinha há 20 ou 30 anos, você fica apavorado e volta buscá-lo.
10. Você levanta pela manhã e liga o computador antes de tomar o café.
11. Como a carinha do Msn,Você vira a cabeça de lado para sorrir : )
12. Você não sabe o preço de um envelope comum.
13. Para você ser organizado significa, ter vários bloquinhos de "Post-It" de cores diferentes.
14. A maioria das piadas que você conhece, você recebeu por e-mail (e ainda por cima ri sozinho...).
15. Você fala o nome da firma onde trabalha quando atende ao telefone em sua própria casa (ou até mesmo o celular!!).
16. Você digita o "0" para telefonar de sua casa.
17. Você vai ao trabalho quando ainda está escuro, volta para casa quando já escureceu de novo.
18. Quando seu computador pára de funcionar, parece que foi seu coração que parou.
19. Você está lendo esta lista e está concordando com a cabeça e sorrindo.
21. Você está concordando tão interessado na leitura que nem reparou que a lista não tem o número 9.
21. Você retornou à lista para verificar se é verdade que falta o número.
22. E agora você está achando ainda mais engraçadinho.
23. Você já está pensando para quem você poderia enviar essa mensagem..
24. Provavelmente agora você vai clicar nos botões Ctrl+C e Ctrl+V pra colar num mail. Ou colocar no seu blog, que nem eu fiz.
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Me avisaram
Fui numa loja com a minha mãe hoje de manhã e ouvi um cachorro latindo atrás de uma porta. Perguntei pra dona a marca do bicho e ela me disse que era uma filhote de Golden. Como eu adoro essa raça, pedi se eu poderia vê-la. A guria me avisou: ela pula e morde a roupa. Não tem problema, disse eu. Depois de sair de lá com um casaco que eu adoro mordido e rasgado perto do sovaco, acho que da próxima vez vou dar ouvidos aos avisos alheios.
Peidos e afins na TV
Já que a Eva puxou o papo dos puns, deixa eu entrar na zona delicada da propaganda: anunciar produtos pra peidos, absorventes e higiene íntima - o sabonete pra lavar a dita cuja (pode ser a perseguida, pexereca, Lady Di ou Maria Antonieta, cada uma sabe da sua). Eu já comentei com a Eva o que eu penso desse comercial do Luftal, em que a garota tá no cinema se retorcendo enquanto a barriga dela tá fazendo a maior festa. Acho a idéia super interessante, engraçada e tudo mais, mas me incomoda o fato de colocarem uma atriz/modelo que tem cara de quem não peida pra fazer o comercial. Se tivessem colocado um gordo com cara engraçada, ía todo mundo rir, lembrar de alguém parecido e imaginar o tamanho e o potencial do peido do cara. Mas aí não fica bem pra imagem do produto, lógico.
Outra coisa, propaganda de absorvente, quando querem mostrar toda a super-ultra-mega-máxi absorção do produto, derramam uma aguinha azul bebê pra parecer um troço bem limpinho. Uma vez, lá no meio da faculdade de publicidade, ouvi ou li algo a respeito de que as pesquisas indicavam que os homens se sentiam extremamente enojados e até ofendidos se colocassem uma aguinha vermelha nas simulações de absorção do produto. Me chamou atenção que tinha um depoimento de um cara dizendo que ele perderia a fome se estivesse comendo ao assistir a este comercial. Quem mandou comer na frente da televisão?
Mas o que eu acho mais estranho é ver casal de celebridade abraçadinho de roupão no quarto fazendo comercial de Dermacid ou Vagisil (eta nomezinho ruim!). Lembro que vi um com a Angelica e o 'Incrível' Huck e soou uma das coisas falsas que eu já vi na vida, pior que o peitão da Pamela Anderson.
Algum dia ainda vão enquadrar tudo isso como propaganda enganosa.
Outra coisa, propaganda de absorvente, quando querem mostrar toda a super-ultra-mega-máxi absorção do produto, derramam uma aguinha azul bebê pra parecer um troço bem limpinho. Uma vez, lá no meio da faculdade de publicidade, ouvi ou li algo a respeito de que as pesquisas indicavam que os homens se sentiam extremamente enojados e até ofendidos se colocassem uma aguinha vermelha nas simulações de absorção do produto. Me chamou atenção que tinha um depoimento de um cara dizendo que ele perderia a fome se estivesse comendo ao assistir a este comercial. Quem mandou comer na frente da televisão?
Mas o que eu acho mais estranho é ver casal de celebridade abraçadinho de roupão no quarto fazendo comercial de Dermacid ou Vagisil (eta nomezinho ruim!). Lembro que vi um com a Angelica e o 'Incrível' Huck e soou uma das coisas falsas que eu já vi na vida, pior que o peitão da Pamela Anderson.
Algum dia ainda vão enquadrar tudo isso como propaganda enganosa.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Doutor Rasvatplumbatz
No Jornal Nacional de hoje um repórter fez uma matéria em Tübingen, Alemanha.
Na fala do jornalista, o nome do médico parecia o som dos puns trancados naquela propaganda do Luftal. Era o Doutor Rasvatplumbatz (ou algo assim), coitado.
Na fala do jornalista, o nome do médico parecia o som dos puns trancados naquela propaganda do Luftal. Era o Doutor Rasvatplumbatz (ou algo assim), coitado.
Gabriela morreu
Uma amiga passou na minha casa de manhã, e anunciou, com voz trágica , a morte da Gabriela. Gabriela? Gabriela??? Escaneio a mente pra ver quem seria a Gabriela que eu obviamente devia conhecer. Não encontrei nada na memória, e minha amiga esclareceu, com os olhos mareados: é o passarinho que pertence - ou melhor, pertencia - às suas filhas.
Minha amiga não sabia ainda como narrar o fato pras meninas, de seis e três anos e meio. Estava preocupada, claro.
Fiquei tentando ajudar de algum jeito, e tratei de lembrar como era essa coisa de morrer um bichinho quando eu era criança.
Volta e meia morria algum bicho lá em casa. Rato branco, hamster, tartaruga, peixe, porquinho da índia, cachorro, gato - tinha tudo isso (coitada da minha mãe!) e eventos fúnebres não eram excepcionais, ainda mais considerando que ter só um rato branco, ou um hamsterzinho, ou um porquinho da índia, ou um peixinhozinho era algo impensável. Tadinhos, precisavam de companhia. E obviamente se reproduziam. Assim também se multiplicavam os óbitos.
Eu sempre ficava triste, claro. Mas como não tinha alternativa mesmo, fazia um enterro bem bonito cada vez que um deles partia.
Lembro bem dos funerais solenes - eram sempre mais ou menos no mesmo padrão. O corpo era colocado em uma caixa, forrada com algum papel ou pano vistoso e colorido. Depois eu escolhia um local bonito para o enterro. A gente (sempre havia alguém além de mim envolvido - minha irmã, minha mãe, crianças da vizinhança) providenciava flores, e fazia um cortejo fúnebre até o local. A caixa era enterrada, havia uma pausa para reflexão, colocávamos as flores na sepultura. Nos dias seguintes, eu visitava o túmulo e colocava novas flores e citava muito o ser finado nas conversas.
E assim eu ia me despedindo dos bichinhos. E pensando se o esqueletinho descarnado talvez poderia ser exumado para estudo científicos.
Não era muito trágico, ou era menos trágico do que a morte me parece hoje, embora volta e meia batesse a saudade. Providenciar o enterro já era um jeito de ficar ocupada, e manter-se ocupada é uma ótima forma de lidar com perdas, inclusive pra crianças. Outra coisa que era legal era poder se despedir. O ritual, as flores, tudo era um jeito de marcar o momento e o afeto por aquele que se foi. Era tanqüilizador, num certo sentido, acho.
E agora eu fico pensando como as meninas vão ficar sem a Gabriela.
Outra Gabriela não vai ter, como eu não tive outra Cleópatra, outro Mungo, outra Semíramis, outro Esquálidus, outra Madalena, outro Otávio, outro Mausi, outro Schmausi, outro Charlie, ourta Kelly, outro Totty e outros tantos.
Mas lá pelas tantas a gente fica bem.
Depois do luto, elas vão ter espaço para uma Renata, ou uma Bianca, ou uma Natália.
Essa é a vida.
Minha amiga não sabia ainda como narrar o fato pras meninas, de seis e três anos e meio. Estava preocupada, claro.
Fiquei tentando ajudar de algum jeito, e tratei de lembrar como era essa coisa de morrer um bichinho quando eu era criança.
Volta e meia morria algum bicho lá em casa. Rato branco, hamster, tartaruga, peixe, porquinho da índia, cachorro, gato - tinha tudo isso (coitada da minha mãe!) e eventos fúnebres não eram excepcionais, ainda mais considerando que ter só um rato branco, ou um hamsterzinho, ou um porquinho da índia, ou um peixinhozinho era algo impensável. Tadinhos, precisavam de companhia. E obviamente se reproduziam. Assim também se multiplicavam os óbitos.
Eu sempre ficava triste, claro. Mas como não tinha alternativa mesmo, fazia um enterro bem bonito cada vez que um deles partia.
Lembro bem dos funerais solenes - eram sempre mais ou menos no mesmo padrão. O corpo era colocado em uma caixa, forrada com algum papel ou pano vistoso e colorido. Depois eu escolhia um local bonito para o enterro. A gente (sempre havia alguém além de mim envolvido - minha irmã, minha mãe, crianças da vizinhança) providenciava flores, e fazia um cortejo fúnebre até o local. A caixa era enterrada, havia uma pausa para reflexão, colocávamos as flores na sepultura. Nos dias seguintes, eu visitava o túmulo e colocava novas flores e citava muito o ser finado nas conversas.
E assim eu ia me despedindo dos bichinhos. E pensando se o esqueletinho descarnado talvez poderia ser exumado para estudo científicos.
Não era muito trágico, ou era menos trágico do que a morte me parece hoje, embora volta e meia batesse a saudade. Providenciar o enterro já era um jeito de ficar ocupada, e manter-se ocupada é uma ótima forma de lidar com perdas, inclusive pra crianças. Outra coisa que era legal era poder se despedir. O ritual, as flores, tudo era um jeito de marcar o momento e o afeto por aquele que se foi. Era tanqüilizador, num certo sentido, acho.
E agora eu fico pensando como as meninas vão ficar sem a Gabriela.
Outra Gabriela não vai ter, como eu não tive outra Cleópatra, outro Mungo, outra Semíramis, outro Esquálidus, outra Madalena, outro Otávio, outro Mausi, outro Schmausi, outro Charlie, ourta Kelly, outro Totty e outros tantos.
Mas lá pelas tantas a gente fica bem.
Depois do luto, elas vão ter espaço para uma Renata, ou uma Bianca, ou uma Natália.
Essa é a vida.
Já eu quero a Suzi
O post imediatamente abaixo deste é da venuss falando da Barbie. Dá pra ver que a venuss é jovem.
Já eu sou do tempo da Suzi. Eu amava a Suzi. Devia haver umas 10 versões diferentes dela, o que não é nada comprando com os zilhões de modelos de Barbie de hoje.
Num Natal, e eu ganhei a mais linda de todas, a Suzi Baiana. Era mulata, ma-ra-vi-lho-sa, cabelão preto, e usava uma espécie de releitura perua de traje típico baiano, com mini-blusa e mini-saia branca e prateada. O enfeite de cabeça à la Carmem Miranda eu perdi logo de saída, chuif.
Como brinquei com aquela boneca, Deus do céu! E não tinha aquela coisa de fazer coleção, ter várias, pelo menos não nas famílias com poder aquisitivo parecido com o da minha. Cada menina tinha uma Suzi, e com sorte emplacava duas ou três, e era isso.
Meu contato com a Barbie aconteceu mais ou menos quando eu tinhas uns 7 anos, acho. Não tinha Barbie no Brasil, mas uma menina americana se mudou pro lado da minha casa. Ela tinha os brinquedos mais lindos do mundo. Chapéu de cowboy. Maleta de médico. O jogo Twister. E a coisa mais sensacional: ela tinha Barbies. Acho que eram três. E uma Skipper, a versão adolecente sem-peito da Barbie. Devia ser sobrinha da Barbie, porque ela não tem exatamente jeito de mãe. Como se não bastasse, ela tinha o Ken. Nossa, era tudo de bom.
Já eu sou do tempo da Suzi. Eu amava a Suzi. Devia haver umas 10 versões diferentes dela, o que não é nada comprando com os zilhões de modelos de Barbie de hoje.
Num Natal, e eu ganhei a mais linda de todas, a Suzi Baiana. Era mulata, ma-ra-vi-lho-sa, cabelão preto, e usava uma espécie de releitura perua de traje típico baiano, com mini-blusa e mini-saia branca e prateada. O enfeite de cabeça à la Carmem Miranda eu perdi logo de saída, chuif.
Como brinquei com aquela boneca, Deus do céu! E não tinha aquela coisa de fazer coleção, ter várias, pelo menos não nas famílias com poder aquisitivo parecido com o da minha. Cada menina tinha uma Suzi, e com sorte emplacava duas ou três, e era isso.
Meu contato com a Barbie aconteceu mais ou menos quando eu tinhas uns 7 anos, acho. Não tinha Barbie no Brasil, mas uma menina americana se mudou pro lado da minha casa. Ela tinha os brinquedos mais lindos do mundo. Chapéu de cowboy. Maleta de médico. O jogo Twister. E a coisa mais sensacional: ela tinha Barbies. Acho que eram três. E uma Skipper, a versão adolecente sem-peito da Barbie. Devia ser sobrinha da Barbie, porque ela não tem exatamente jeito de mãe. Como se não bastasse, ela tinha o Ken. Nossa, era tudo de bom.
O que mais me fascinava eram os sapatinhos. A Barbie tinha aquele pé esticadinho, elegante, pronto pra enfiar um sapatinho peruésimo. E efetivamente havia sandálias e sapatos liiiindo e sempre com saltão pra colocar naquele pezinho.
Aí hoje eu fico dando discursos contra a estética Barbie, contra os produtos Barbie e tudo mais. Mas que depois do relato da venuss fiquei bem a fim de ver a exposição do Moinhos eu confesso que fiquei.
Aí hoje eu fico dando discursos contra a estética Barbie, contra os produtos Barbie e tudo mais. Mas que depois do relato da venuss fiquei bem a fim de ver a exposição do Moinhos eu confesso que fiquei.
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