No saldo do último dia de arrumação, encontro o meu primeiro pé na bunda documentado em e-mail. E impresso. Ontem soou engraçado, mas lá no final da década passada doeu dias. Semanas. Meses.
Encontrei o meu diário do Garfield. Relendo as primeiras páginas, lembrei que aos 11 anos, o fulano da vez era chamado de "Ele", já que eu morria de medo que as pessoas descobrissem o nome da criança.
Também encontrei um papelzinho de caderno dobrado com um desabafo sobre a morte do Bichano Minza I. Foi o meu primeiro gatinho ruivinho. Ao final do bilhete, eu dizia que jamais teria outro gato pra evitar tamanho sofrimento. Em 3 meses o Bichano Minza II aportava lá em casa e foi virar estrelinha 16 anos depois.
Até carteira vazia de Gudan Garan eu encontrei dentro de uma caixinha.
Sem falar nessa bolinha ruiva de fraldas que estava posando com sua pulseira melindrosa tamanho gigante e já tinha um gato na camiseta.
