segunda-feira, 2 de março de 2009

Feliz 2009

Agora é oficial: feliz ano novo.

UPDATE: vc já sofreu no trânsito hoje?

domingo, 1 de março de 2009

Pessoas x animais

Há mais ou menos uma semana a Zero Hora vem dando espaço a uma discussão iniciada a partir de um artigo escrito por uma leitora que, em linhas gerais, criticava o excesso de atenção, cuidados e mimos que os animais de estimação vem recebendo. O texto deu origem a uma enquete com grande participação do público em que se perguntava:
Você concorda que as pessoas tendem a exagerar na atenção dispensada aos seus animais de estimação?
Devido ao 'sucesso' do tema, a discussão rumou para um programa na Rádio Gaúcha, virou 'notícia' no jornal e abriu espaço a outro texto de leitor na própria ZH. Conversa vai, conversa vem, o que mais esteve na pauta foram clichês do tipo 'as pessoas se preocupam demais com os animais e esquecem das crianças abandonadas'; 'as pessoas são incapazes de amar o próximo e por isso humanizam seus cães' e por aí vai, como se o amor aos bichos excluiria a possibilidade de se relacionar e ser solidário com outros seres humanos.

Acompanhando de longe a discussão, sempre acho positivo quando algum assunto relacionado a animais recebe espaço na mídia, mas, neste caso, comecei a me irritar com o rumo que as coisas estavam tomando, pois a questão não estava mais centrada nos animais e sim, num joguinho de ataque e defesa. Um lado levantava a bandeira do direito de se amar os animais, o outro, acusava os amantes de bicho de gastar sentimentos com seres irracionais, enquanto deveriam estar fazendo o bem para os seres humanos. Comentário de quem, com certeza, deve ter umas 5 crianças adotadas sentadas na sala comendo pipoca.

Bom, pra quê esse discurso todo? Já mandei alguns e-mails pra ZH com comentários sobre assuntos relacionados aos animais. No período em que se votava a extinção ou não das carroças aqui em Porto Alegre, acho que enviava um e-mail por dia, e nada de receber algum espaço no jornal.
E qual não foi a minha surpresa esta manhã ao ler a 'Palavra do leitor'?
Minha opinião estava lá, na íntegra.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Fechado para balanço

No carnaval o Brasil pára. Até a quantidade de spams que eu recebo diminuiu.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Corpinho longa vida

Comprei o Elixir da Longevidade de uma tradicional casa de produtos naturais aqui de Porto Alegre. Uma amiga recém iniciada na bebida me indicou. Outra, disse que a mãe era usuária há mais de 40 anos. Ao ouvir de outra amiga que a tal mãe aparentava 10 anos a menos, corri pra comprar o meu kit. São 9 saquinhos cheio de misturinhas de pozinhos mágicos. Ao preparar a coisa, vi que tenho pó estocado por pelo menos 3 estações. E se eu não gostar da mistura ou esquecer de tomar, o elixir é quem vai viver uma eternidade na minha geladeira.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Nova praia dos gatos

Pronto. Missão cumprida. Todos os gatinhos praianos já estão com suas novas famílias.

Se alguém quiser acompanhar a saga completa: http://www.madamemiau.blogspot.com/.

Aliás, decidi que vou manter o madame miau como um espaço exclusivo para os peludos. Isso não quer dizer que o Calçolas não volte a miar novamente.

A pitoquinha da foto caminhou solta pela casa nos últimos 7 dias. Ontem ela partiu, mas teve tempo o suficiente pra aprender o que é bom: olha a danada no 46º sono no colo de marido.

Falando em gato, rato, praia. Eva virou rata de praia ou seria gata de praia? Em março ela volta. Só não me traz uma caixa de gatos junto, Evinha!

Mamis

Essa é uma daquelas horas em que a gente agradece pela máxima 'mãe só tem uma'.

Mamis e filhinho (por volta dos 6) na minha frente na fila do correio, às 15h. Um calor infernal, daqueles de cozinhar os miolos e o espaço sem ar-condicionado. O sol entrando pela porta e estacionando bem no lugar da fila. A mulher se despede da atendente e o guri sai cambaleando em busca de uma sombra de árvore na calçada. Só escuto o questionamento da mãe: tu deu tchau pra moça, filho?
O guri se arrasta de volta e pára bem na frente da porta. Ergue os dois braços e grita: tttcccchhhhhaaaaaúúúúúúúúúúúúúúúú!!!!

Te juro que de longe parecia um 'tomanocúúúúúúúúúúúúúúúúú'!!!!!.

Seus pobremas acabarem

Por que não me ensinaram a fazer isso há uns 6 kg?


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Tudo Azul

Logo na segunda semana de funcionamento da nova Cia Aérea, a Azul, marido e eu já testamos os serviços.
Todo aquele papinho de ser diferenciada até procede, os atendentes e comissários são bem alegres e sorridentes e tentam deixar a coisa toda no clima do 'tudo Azul' mesmo.
O problema é quando eles apelam pra deixar os clientes no mesmo espírito e na mesma cor:
ficar alegrinho pelo preço vá lá, agora ficar azul de frio com a temperatura da aeronave é pra matar.

E não foi só a friorenta aqui que reclamou.
Mas marido e eu fomos os únicos a enrolar as pernas com jornal pra aguentar o tranco.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Recordar é viver

Estou esvaziando caixas, me desafazendo de tralhas desnecessárias e botando ordem nas coisas materiais da vida, essas que a gente supostamente tem um pouco mais de controle.

No saldo do último dia de arrumação, encontro o meu primeiro pé na bunda documentado em e-mail. E impresso. Ontem soou engraçado, mas lá no final da década passada doeu dias. Semanas. Meses.

Encontrei o meu diário do Garfield. Relendo as primeiras páginas, lembrei que aos 11 anos, o fulano da vez era chamado de "Ele", já que eu morria de medo que as pessoas descobrissem o nome da criança.


Também encontrei um papelzinho de caderno dobrado com um desabafo sobre a morte do Bichano Minza I. Foi o meu primeiro gatinho ruivinho. Ao final do bilhete, eu dizia que jamais teria outro gato pra evitar tamanho sofrimento. Em 3 meses o Bichano Minza II aportava lá em casa e foi virar estrelinha 16 anos depois.


Até carteira vazia de Gudan Garan eu encontrei dentro de uma caixinha.


Sem falar nessa bolinha ruiva de fraldas que estava posando com sua pulseira melindrosa tamanho gigante e já tinha um gato na camiseta.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Frase do dia


A vida não vai pro lugar sozinha.



terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Promovendo o mal-estar

Numa vitrine toda adesivada, letras garrafais anunciavam PROMOÇÃO.
E a sandália comprada há 20 dias, que segundo a vendedora não teria desconto por ser da nova coleção, hoje sairia pela metade do valor.

Obrigada, Arezzo, vcs foram ótimos em me promover a trouxa.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Nestes últimos dias, temporariamente me mudei pra cá: www.madamemiau.blogspot.com.

E sinceramente já estou achando que esse slogan do Calçolas "como se não houvesse papo mulherzinha o suficiente por aí' não combina com esse período de férias ou com overdose de trabalho. Onde já se viu blog mulherzinha sem muita conversinha. Desculpe a nossa falha.
Mas, se tudo correr bem, em breve teremos novidades.

Enquanto isso, pesco um post do Madame Miau que tem tudo a ver com o espírito Calçolas:

Comportamento típico quando entro no quarto e sento no cercadinho que fizemos para os filhotes: em 2 segundos as 3 fêmeas estão no meu colo, miando desesperadamente pra pedir carinho.Os dois machos demoram mais pra acordar, levantam e vão direto comer raçãozinha. Depois bebem água e, se não precisarem passar no banheiro, vêm pro meu colo.

Meninos, por que as coisas práticas da vida vêm antes do amor?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Presente de férias

Gente, eu mal voltei de férias e já estou com hóspedes em casa. Olhem o presente que nos aguardava na praia dentro de uma caixinha.



Pra não transformar o blog numa Calçola peluda (sem gracinhas, plis), resolvi contar a saga dos gatinhos praianos aqui: www.madamemiau.blogspot.com.

Agradeço se puder contar com a divulgação de vcs.

Sempre alerta

Ainda antes de sairmos de férias, marido e eu estávamos voltando pra casa quando avistamos um carro andando por meia dúzia de quadras com o pisca-alerta ligado. Tentamos de várias formas avisar ao motorista, mas este parecia não conhecer a verdadeira função dos espelhos retrovisores e muito menos dava sinais de compreender a noção de que a rua é um espaço compartilhado e, para tanto, é preciso escolher e permanecer numa única faixa.

Quando finalmente conseguimos ultrapassar o Civic cambaleante a 20km por hora, avistamos uma velhinha de quase 80 anos sentada em uma penca de travesseiros pra alcançar a direção.


E achamos extremamente prudente que o pisca-alerta seja acionado logo que ela dá partida no carro.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Eva vai ao paraíso

Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa: abandonei descaradamente o Calçolas nos últimos meses. Motivos, tenho vários, acho todos ótimos, ainda que péssimos. Explico: são coisas tipo estafa e luto pela perda do pai. Bons motivos pra não cuidar do blog, vai dizer que não? Mas melhor não tê-los, claro.

Então, devido aos bons péssimos motivos ou às más boas razões, digo ao povo que por enquanto não fico. Mas porém contudo todavia entretanto, veja bem: antes de soltar foguetes repare que falei POR ENQUANTO. Traduzindo, a Eva aqui vai ter que dar mais um tempinho no Calçolas, mas volta.

Sigo triste, tentando me recuperar dum cansaço que parece que entranhou nos meus ossos e que só sai, segundo meus oráculos, com muito sono, sol, mar e alguma cerveja. Então vou ali, exorcizar meus demônios, lembrar que a vida é bela e volto em algumas poucas semanas. Prometo, venuss, parceiríssima de tantas conversas e trocas. Prometo, leitoras e elitores que porventura tropecem por aqui.

Até breve. Como boa Eva, tô levando maçãs. Mas me nego a fazer piadinhas sobre a cobra.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Pra 2009

Desejo um ano cheio de luz, pra que cada um consiga encontrar o seu caminho.

Vai uma pimentinha pra garantir a sorte e temperar melhor os dias.

Volto dia 15. Depois de curtir a ótima luz e o tempero de Salvador. A Eva deve dar as caras por aqui logo, logo.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Tiroteio

Pior do que os desaforos que o povo de telemarketing escuta (já falei sobre isso aqui) são as cantadas que as promotoras de vendas de supermercado presenciam. Cara a cara a coisa deve ser mais complicada e o modo 'sem escuta' não deve ter muito efeito. Complica ainda mais se a tua função profissional é ser simpática, atenciosa e aguentar engraçadinhos que insistem em coisas do tipo: "é de comer? E eu posso?", com aquele sorrisinho de garanhão decadente nos lábios.

Já vi vários tiroteios desse tipo nas idas ao super.

A última que presenciei o cara quis arrastar a guria pra prateleira das bebidas, puxando a moça pelo braço pra ela ajudar a escolher a bebida que combinaria melhor com o tal petisco oferecido.

Eu iria com ele, e pararia na frente da prateleira de Rodox.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Prêmio

Não fizemos campanha, nem sabíamos que havíamos sido indicadas. A gente só vestiu a Calçola nos intervalos entre os trabalhos e parece que fizemos bonito.

Olha o que o Dicas sobre nada reservou pra gente.
Tá lá, no final da cerimônia, tipo assim, melhor filme é só na finaleira, certo?!

Obrigada ao Toninho e suas múltiplas personalidades legais.

Eu fui!

Meninos, eu vi.
Ela estava a alguns metros de mim.
Aquela coisa loira pulava, dançava e cantava sem parar.

Demorei pra assimilar que aquilo não se tratava de um cover contratado pela Ana Maria Braga pra cantar ao lado do Louro José (sim, na semana em que estive em SP a TV do hotel só parava em conteúdo Madonna). Aquela loira era verdadeira, embora as madeixas pudessem ser adquiridas em qualquer farmácia.

Demorei pra reorganizar as conexões cerebrais e entender que aqueles telões estavam transmitindo o show ao vivo e não um DVD de alguma passagem pelo exterior.

Demorei pra sentir o cansaço. Foram mais de 10 horas em função do show só no dia 18/12. Da saída do hotel à falta de táxis pro retorno, tudo foi muito demorado. Em setembro, foram horas sem dormir pra conseguir comprar o parzinho de tickets que nos levaria a poucos metros de Madonna. Não conseguimos os ingressos que queríamos. A tal pista VIP virou lenda tal qual Papai Noel. Mas ficamos bem localizados. Eu, que compartilho da mesma altura de Madonna, consegui acompanhar boa parte do show só esticando o pescoço e desviando dos eucaliptos que por vezes se enfiavam na nossa frente.

Sim, vimos de tudo: filas, bêbados, vômito, desmaio, roubo, brigas. Mas não quero falar disso, desliguei o piloto da incomodação e curti. Muito. Todos os minutos. Consegui realizar o sonho da menina de 12 anos. E essa ainda está de prontidão esperando curtir tudo mais uma vez.


(Uma pessoa muito especial nos ajudou na compra dos ingressos, obrigada pessoa.)

domingo, 21 de dezembro de 2008

Tchau! (Post atrasado)

O post que não deu tempo de colocar no ar na segunda da semana passada.


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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Fórmula do dinheiro

Ahá!
Tem espertinho achando que vai encontrar a fórmula secreta das mensagens de Natal. Um dos links campeões de acesso via Google aqui no Calçolas é Cartinha pro Papai Noel.

Isso me leva a crer que eu realmente poderia fazer dinheiro lançando vários livros:

Estilo revista Nova: 8 passos para conquistar sua mensagem de Natal
Estilo auto-ajuda natalina: Mensagem de Natal: você pode fazer a sua
Estilo Lei da atração: O segredo das mensagens de Natal
Estilo série 'for dummies': Mensagens de Natal para idiotas
Estilo Papai Noel: Acredite: você pode fazer sua própria Mensagem de Natal
Estilo salvação: As 100 melhores mensagens de Natal de todos os tempos


Alguém tem mais alguma sugestão? Dou porcentagem nas vendas.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Tele-surdo mata

A mulher do camionetão novinho e brilhante que não ganhou escova de brinde ainda tem boas histórias pra contar. Preciso dividir essa com vcs.



Querida venuss,



Li o teu texto sobre o telemarketing. O pior é que agora eles iniciam com aquela frase "Para sua segurança, informamos-lhe que esta ligação está sendo gravada". Pela minha livre tradução, isto é o mesmo que dizer: "Gostaríamos de lembrá-lo que tudo o que disser pode ser usado contra a sua própria pessoa". Dá uma sensação de volta à censura. Ou seja, é enlouquecedor e perverso saber que tem gente que nos submete à tortura psicológica mas não há nada a ser feito contra os nossos algozes. Há algum tempo, me ligaram 5 vezes em menos de 1h do mesmo banco oferecendo um "benefício" ao marido. Na primeira vez, eu expliquei que eu também respondia por nossas decisões e que não tínhamos nenhum interesse no"benefício" oferecido. Aí a moça agradeceu e desligou. Menos de 10 min. depois, ligou uma outra oferecendo o meeesmo "benefício". Expliquei que há dez minutos, haviam ligado com o mesmo discurso, e que tinha acabado de explicar que como decidíamos em conjunto sobre assuntos financeiros, podia assegurar que aquele "benefício" não nos interessava, e que eles estavam perdendo tempo conosco, que ligassem para outros. A criatura, inabalável, disse que deveria ter sido falha do sistema. Na terceira vez, quase disse um impropério, mas falei, com o tom mais grave possível, que eles estavam atrapalhando o andamento do meu trabalho e que era a terceira vez que me ligavam em meia hora, independente de eu ter afirmado que estava pouco me lixando para o tal "benefício", é claro, com um vocabulário menos ríspido, já que eu estava SENDO GRAVADA. Na quarta vez, desliguei o telefone na cara da pessoa. Afinal, não iria gastar meu latim, já que não estava sendo ouvida mesmo. Mas na quinta vez segurei minha fúria como pude, e provavelmente surgiu o embrião de uma úlcera dentro de mim. Aí disse que aquilo não era possível, e que gostaria de falar com o superior dele, porque no mínimo o cara que mandava ligar 5 vezes em uma hora para a casa de alguém era um incompetente, estava perdendo tempo com um tipo de "marketing" que além de ineficiente, fazia propaganda negativa do produto e da instituição. O cara disse que iria repassar minhas reclamações, mas que não havia como falar com o superior. Aí, indignada, eu disse que não era possível ser importunada 5 vezes em 1h!!! E que eu respondia tanto quanto o meu marido sobre as decisões a respeito daquele"benefício", e que não tínhamos o mais remoto interesse, ainda mais depois daqueles telefonemas. Disse que se era falha no sistema, o tal sistema deveria ser comandado por alguém, um ser humano como nós, mas na verdade só estava me referindo a mim, (os meus interlocutores até aquele momento provavelmente eram andróides) e que este ser humano certamete poderia fazer algo a respeito do assunto. Aí o cara, explicou que enquanto eles não falassem com a pessoa a ser contactada, no caso, o meu marido, o telefone não sairia da lista a ser contatada, e que era assim que funcionava o sistema, e que "infelizmente" ele não poderia fazer coisa alguma sobre o assunto. Ou seja, de nada adiantava o meu desespero. Eles não tinham nenhum interesse em ouvir o que eu queria, e que tipo de situação estava passando naquele momento, pois eu não existia enquanto falante. Provavelmente a imagem que essas criaturas tem da gente é um ser resumido a um ouvido gigante e uma mão para segurar o aparelho. E ainda teve o despeito de perguntar a que horas poderia encontrar o meu marido. Aí eu bati o telefone na cara do andróide. Não ligaram mais naquele dia, mas alguns dias depois, quando eu já estava mais calma, e voltei a dizer que não era possível encontrar o meu marido"ele estava viajando". Não me lembro mais qual foi o teor da "conversa". Acho que para me proteger, o meu inconsciente, sabiamente, bloqueou aquele conteúdo traumático. Ou seja, além de surdos, esta raça na verdade, não tem como objetivo vender nada, mas enlouquecer a humanidade. Isto é um esquema! Quem sabe não estão sendo patrocinados por clínicas psiquiátricas?Enfim, venuss, se há algum "benefício" nisso, ele vai para a classe médica, a quem recorremos para tratar nossa raiva e indignação, somatizadas em úlceras, dores de cabeça e musculares, para ser o menos dramática possível. Vai chegar um dia em que a causa mortis no atestado será "telemarketing".

Bradinho

Domingo, na fila pra assistir a Queime depois de ler respondo a umas 4 garotas que perguntam: esta é a fila pro filme do Brad Pitt?
Não, é pro último filme dos irmãos Cohen.

Acho que duas delas saíram pela metade.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

tele-surdo

Reclamar de telemarketing é lugar comum. Acho que todo blog que se preste a falar sobre experiências já reclamou disso.
Também acho que trabalhar com telemarketing deve ser algo digno de um lugar no céu com passagem sem escalas para o paraíso. Não deve ser fácil passar o dia oferecendo coisas pra gente que nem sequer tem um fio de cabelo de desejo por aquilo que está sendo oferecido e ainda ouvir com freqüência atrocidades mil, muitas ditas com razão, principalmente quando nos acordam pela manhã.

Mas enfim, descobri o segredo do treinamento para um bom atendente de telemarketing. Nunca ouvir o que a gente tem pra dizer. Nossas falas são registradas como espaço de espera, intervalo de fala, tempo pra língua, parada pra molhar o bico.

Eu trabalho em casa. E não passa um dia sequer sem que alguém ligue oferecendo ou pedindo algo pra marido (a linha está no nome dele). Digo que ele só chega em casa depois das 21h, o que não é nenhuma mentira. Mas também escolho este horário porque sei que esses tele-enchedores-de-saco trabalham só até 20h. Quando respondo dessa forma, recebo um "então eu torno a ligar em outro horário". E eu pergunto se ele trabalha depois das 21h e ele me diz que não. Então por que vai ligar em outro horário sabendo que marido não estará?
E ainda ouço um "obrigado pela atenção, minha senhora, volto a ligar em outro horário". E lá vai o moço da língua cansada e ouvido que não funciona colocar ao lado do nome de marido 'não contatado'. E começa tudo outra vez no dia seguinte.

Agora a minha fala mudou: tu me dizes o que queres oferecer pra ele, deixa o teu telefone, eu passo o recado e se ele tiver interesse ele te liga. E eu continuo ouvindo: então eu torno a ligar em outro horário, minha senhora.

Não dá pra distribuir uns cotonetes pra esse povo, não?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Mulheres e camionetes III - the end

Uma grande amiga está dirigindo um camionetão novinho e brilhante. Ela não ganhou vale-escova na concessionária. Ela não pagou dois IPVA. Ela não ocupa duas pistas pra dirigir. Ela não precisa de duas vagas pra estacionar.


E eu não posso mais brincar de fazer perguntas.
Angela, vende a camionete, plis?

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Mulheres e camionetes II

Toda mulher que dirige camionetão novinho e brilhante paga dois IPVA e se acha no direito de ocupar mais espaço na rua?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Mulheres e camionetes I

Toda mulher que dirige camionetão novinho e brilhante ganha vale-escova semanal da concessionária?

Livrai-nos de toda a celulite. Amém.

Fazendo jus ao título de blog mulherzinha.

Comprei este produtinho aqui. Foi muito bem recomendado pra inglória luta contra a celulite.
Na farmácia peguei o bichinho na mão e li por alto na embalagem: anti volumes rebeldes. Moça, esse aqui é pra cabelo, quero aquele de esfregar nas coxas.
Os caras cobram bem por um produto e não são capazes de pagar alguém decente pra traduzir o material de venda? Esse troço por aqui se chama GORDURA LOCALIZADA. Volume rebelde é coisa de cabelo ruim.

Aí tu tá em casa tri feliz aprendendo a usar o teu produtinho novo. Além de duas esfregações diárias (pós-banho porque os poros têm que estar abertos) tu ainda precisa fazer a tal aplicação recomendada por especialistas, leia-se massagem. É então que tu perde 10 minutos de manhã, 10 minutos de noite pra espalhar o produto e fazer a tal massagem, em duas etapas de execução: modalidade sentada e modalidade deitada. São 5 esfregações pro lado direito, 5 esfregações pro lado esquerdo, com posição ideal das mãos e tudo, isso pra cada uma das coxas. E são 3 movimentos diferentes que devem ser repetidos 5 vezes no par de coxinhas. A rica barriguinha também tem ritual espalhatório com etapas e número mínimo de repetições. E nem dá pra fazer no banheiro porque a segunda etapa toda deve ser feita no modo deitada. Algo assim super prático pra quem continua indo dormir às 3h da manhã.

Uia!

Alguém já teve câimbra nos dedos do pé esquerdo no meio do congestionamento?

Recomendo a todos os motoristas FDP que já me fecharam um dia.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Então é natal

A saga dos cartões de natal voltou.
Pelo visto eu não me comportei nada bem durante o ano e ganhei alguns quantos pra criar.

Por que não colocam no currículo do curso de publicidade a disciplina Cartões e datas comemorativas sem sofrimento?

Ou então quando tu tá lá optando pelo curso de propaganda não tem uma observação em letras garrafais: tens certeza que queres passar o resto da vida profissional criando cartões de natal e adjacências?

Ou ainda: podíamos lançar a campanha Natal só no ano bissexto.

Ou o Bin Laden podia matar o Papai Noel ao vivo e em rede mundial.

O Obama podia proibir o envio de cartões pra atenuar a crise econômica.

Ou alguém na novela das 8 podia vir com o papinho que mandar cartão de natal é algo super out.


Isso tudo é pra dizer que a gente até se esforça pra criar algo diferente, mas a porra do trabalho sempre volta pedindo algo mais tradicional.
Ok, voltemos ao Feliz Natal e Próspero Ano Novo.
Amém.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Propagandeando

Curto, certeiro e direto:

Entrem nesse blog e vejam as maravilhas em adesivo de parede que uma grande amiga está produzindo.
http://dekalquewalltattoo.blogspot.com/

Adorei esse ventilador!
UPDATE: agora tem adesivo de gatinho! Espiem só.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Podre

Se é domingo e estou em casa, pratico uma das várias atividades quase inconfessáveis que fazem parte da minha vida: assisto o Fantástico.

Mas nem meu lado mais trash aguentou a entrevista com a mãe da menina de 9 anos encontrada morta numa mala em Curitiba.

Só o fato de terem colocado no ar é necrofílico, abjeto, terrível.

Preferi trocar de canal correndo, e ver no Discovery um decumentário sobre cientistas tentando estancar o processo de putrfação de uma lula gigante (sério!).

Achei muito menos nojento ver uma imensa massa gelatinosa pútrida e disforme sendo manipulada por cientistas que tampavam o nariz, do que assistir a entevista que passava na Globo.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Novos capítulos e novela

Tentativa de retorno: 1, 2, 3 testando.

Marido e eu tiramos dois dias em meio ao caos de trabalho instalado. Sair sempre traz de brinde o descanso, mas também implica em apressar o que deve ser finalizado na pré-saída e correr com o que ficou logo que se retorna.

Desinstalar modo reclamão: 1, 2, 3 testando.

Marido e eu tiramos dois dias pra viajar e descansar. Lá pelas tantas, resolvi comprar um chapéu pra proteger parte dessa brancura toda que vos escreve.

Modo parênteses acionado: 1, 2, 3 testando.

Logo que vim morar em Porto Alegre, na primeira agência de propaganda em que eu trabalhava, o estagiário-faz-tudo da criação era um guri negro boa pinta galanteador de no máximo 17. Na primeira vez em que fui trabalhar de saia, antes mesmo de me dar bom dia, ele me olhou espantado e disse: "venuss, como tu é branca!". E eu respondi: "Fulano, como tu é preto!" Pronto, morria ali todo o complexo de brancura que aqui residia, porque tem coisas que não se resolvem com talco ou com autobronzeador sabor fique laranja manchada.

Modo parênteses desinstalado: 1, 2, 3 prosseguir.

Pois então que achei um chapéu que era uma graça. Meio carinho, mas uma graça. Resolvi não comprar na hora e ver se encontrava algo próximo em outra loja, até pra comparar preços. Duas ou 3 lojas depois encontro o mesmo modelo, marca, mas em várias outras cores. Pergunto pelo $$ e a senhora me diz: 'ah, esses são os chapéus da novela. É da estilista da rede globo e SÓ nós vendemos por aqui'. E ela ainda quis me atochar um modelo verde porque 'é a última moda do verão e todo mundo vai usar'.

Quem conhece um pouco da minha vida sabe que a minha pesquisa do mestrado foi sobre moda em revista. Também sabe que eu me interesso pelo assunto. Por conseqüência, deve ter alguma noção do quanto me irrita ouvir um 'isso tá super na moda' como estratégia de venda. Páro por aqui porque o 'modo reclamão' já foi desinstalado e a laranja pode azedar em segundos se eu continuar nesse ritmo.

Mas fica uma dúvida: alguém pode por favor me dizer em que raio de novela tão usando uns chapéus de tecido de abas médias, coloridinhos e qual a atriz que vão dizer que eu estou copiando se eu sucumbir e comprar um desses porque protege do sol horrores e que combinou demais com a branquela aqui?

Modo agradecimento instalado. 1, 2, 3. Câmbio desligo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Perdidos os pensamentos

Além do horizonte deve ter algum lugar bonito pra onde os pensamentos fogem numa velocidade diretamente proporcional a sua genialidade. Insights fulgurantes, idéias maravilhosas, sacadas sensacionais, estão todos lá, na terra dos pensamentos perdidos, mais escondidas que fadas, elfos, gizmos e os Smurfs. Eles ficam ali, quietos, sádicos, deixando-no de brinde a consciência da sua ausência. Pra voltar só no preciso momento em que não precisamos mais deles. No justo instante em que perderam qualquer potencial de gerar reconhecimento, dinheiro, extrema satisfação ou tudo isso junto.