segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Nababesco

Uma vez a cada dois anos, depois de ter esquecido a última vez em que cometi esse ato, subo a serra gaúcha prum típico final de semana overmegablasterturistão.

Este ano, como sempre, o cafezão colonial fez parte do roteiro. Aquele ambiente cheio de paulistas e nordestinos entusiasmados, aquela mesa de 15 metros de comida e mais uma mistura bizarra de comidas no meu estômago me levou a questionamentos absolutamente dispensáveis, mas que eu vou postar assim mesmo.

Para onde vão, pensei eu, entre um apfelstrudel e um pão de aipim com nata e mel, os pepinos, azeitonas, cenouras, couves-flor e - claro - cebolinhas e rabanetes em conserva, depois de serem reciclados trocentas vezes (ninguém come aquelas coisas) e adquirirem uma aprência que impossibilita que vão novamente á mesa?
Quem come morcilha branca e por que ela segue sendo servida no café colonial?
O que dizem realmente os garçons quando colocam as coisas na mesa e vão resmungando, querendo que a gente acredite que eles estão dizendo o nome de cada uma daquelas coisas?
Por que as pessoas acham tão lindo se fotografar diante daquela quantidaede grotesca de comida?
O que os donos dos cafés coloniais fazem quan os botões de roupa que estouram de tanto as pessoas se entupirem de comida?
E por que fico falando coisas ranzinzas, quando a-do-ro um cafezão colonial e nunca recuso um convite pra ir???

Traseira

O trânsito, além de permitir a manifestação da verdadeira natureza humana, inspira reflexões tão imbecis quanto aqueles motoristas que aceleram assim que percebem que podem ser ultrapassados, só pra não perder uma corrida que ninguém sabia que estava acontecendo.

Andava eu calmamente atrás de um ônibus, quando vi o busback ou coisa que o valha (aquelas propagandas no vidro traseiro do ônibus. Não sei o nome, mas com certeza é em inglês, porque o publicitês tupiniquim não sobrevive sem inglês, e deve ser algo na linha busback, já que tem bustop, frontlight, floordoor e seiláeuoquemais).O tal busback anunciava cremação a partir de 35 real por mês (não é erro de digitação, eu quis mesmo escrever 35 real).

Fiquei então pensando como seriam as outras modelidades de cremação,considerando que o velório acontece à parte, e que caixão também é cobrado à parte (sei, porque já participei de todo esse cerimonial fúnebre, estive num há pouco, de corpo presente - mas a morta no caso não era eu).

Seguindo a lógica de que toda a outra parte dos ritos fúnebres são cobrados à parte porque associados a outro momento das despedidas derradeiras, quais seriam as variações entre os diversos planos de cremação?

Talvez, com R$ 35 por mês, se tenha direito a foguinho de carvão meia-boca e acendimento com fósforo normal. Daí, por apenas mais alguns reais por mês, você já muda de classe sócio-crematorial, e ganha um fogo mais intenso, com mais carvão, acendimento com palitão de fósforo bacana, daqueles de acender lareira.

Subindo mais um pouco a escada que, apesar de ter a ver com passagem desta pra melhor e tal, não é a do céu, mas sim das diferenças de preço e classe, chegamos no patamar do fogo com lenha e acendimento com isqueiro bic.

Mais uns reais, e o fogo inclui nó de pinho e isqueiro na cor preferida do finado.

Depois, foguinho com lenha ecologicamente certificada (no alto da pirâmide social fica bem mais fácil pensar em ecologia, Kyoto, mico leão e madeira certificada) e acendimento com Zippo.

Pensando em tudo isso, chego a minha derradeira reflexão: não sei se tem vida depois da morte, mas capitalismo com certeza tem.

sábado, 13 de setembro de 2008

Dica de cinema

Mais uma dica de cinema: fuja de casais de velhinhos. Nunca sente ao lado de um casal de velhinhos. Se eles resolverem conversar durante o filme, invariavelmente um deles será meio surdo e até pra pedir pra ficarem quietos você vai ter que gritar.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Meta

Os manuéis de auto ajuda, os livrecos de fórumlas de sucesso, as salas de terapia, todos reverberam os mesmos conselhos: o importante é manter o foco, o fundamental é ter metas, é preciso ter ideais, acredita e conquistarás, quem com ferro fere com ferro será ferido, viúva nova é que nem lenha verde - chora mas pega fogo, e outras verdades universais.Pois eus que finalmente consegui ter, eu também, a minha personal meta Tabajara. meu lema do ano, minha frase de ordem, meu guia, meu ideal, meu bem, meu zen e nada mal famigerado foco.And the goal is..........(tchan, tchan tchan tchannnn)Sobreviver até dezembro.

É isso aí. Tudo que eu quero neste momento é que o ano passe, que eu tenha entregue os presentes de Natal, as notas dos alunos, o planejamentos de comunicação pra 2009 todos, um curriculo lattes mais ou menos atualizado, uma casa mais ou menos (mais pra menos que pra mais) funcionando (ainda que o pátio pareça algo entre o que imagino ser uma cruza de Bósnia, Iraque e Afeganistão), e que eu ainda esteja viva, mesmo que com a pele estragadinha de tanto acordar cedo.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Diário da di-êta

Pissoua humana vê que já perdeu os critérios quando vai ver se a gata tá dormindo antes de abrir o potinho de iogurte light de 44 calorias pra não ter que dividir com a bichana.

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Pissoua humana vê que a gata sente cheiros mesmo dormindo e fica feliz em dividir o iogurte: pela cara de satisfação e felicidade da bichana e porque ingeriu 22 calorias a menos no dia.

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Pissoua humana fica feliz quando veste aquela calça que começou a sobrar. Pissoua humana fica triste quando olha pro prato e vê que a comida continua a faltar.

domingo, 7 de setembro de 2008

Nada, ainda

Depois de 21horas ininterruptas de tentativas de compra de ingresso pro show da tia Madonna, venuss baixou a guarda e foi dormir sem ingressos. E gente, quando eu falo ininterruptas, é tipo só parar pra tomar um banho de 5 minutos. Eu já virei algumas noites trabalhando em agência de propaganda, mas nunca tinha ficado 20horas fazendo a mesma coisa, o tempo todo. Em agência tu ao menos pára pra comer a pizza (que às vezes é tu mesma que paga).
Hoje, domingo, sigo sem ingressos. Mas ainda sigo nas tentativas. O site de vendas saiu do ar faz dias e o telefone continua me respondendo: mensagem gratuita: este número não existe. Consegui que atendessem a ligação umas 6 vezes, sendo que o mínimo que fiquei na linha esperando que a musiquinha cedesse lugar à voz de um atendente foi de 40 minutos. E, tanam! a ligação cai sem dó nem piedade. Quase escuto os risinhos do outro lado da linha: "caiu de novo sua trouxa!". A conta telefônica desse jeito vai custar o 3º ingresso pro show. Se bem que eu ainda não consegui nem os dois primeiros...
E pra mostrar que a coisa não tem jeito mesmo, tô eu aqui correndo pra terminar este post que a meia noite abre a venda pros ingressos em Buenos Aires.
Só matando.
Mas eu não posso morrer sem ver a Madonna.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ô mulherzinha difícil

Lá pelos meus 12 anos eu disse que não morreria sem assistir a um show da Madonna. Foi lá pelas épocas em que a tia Madonna trouxe o The Girlie Show pro Brasil. A criança aqui já se achava grande coisa e queria, porque queria ir. E não foi.

Ontem, às 23h45, marido e eu sentamos no computador pra comprar os ingressos pra qualquer um dos shows em SP. Meu presente de aniversário.
Lá pelas 0h15 a coisa começou. Quer dizer, começou a empacar.
Marido aguentou até 2h30. E eu segui firme na insana tarefa de comprar os tais ingressos via internet na tickets for fun. Tickets for hell e tickets for fuck depois, eu ia fazendo planos a cada nova hora:
às 4h eu vou pra cama, com ingresso ou sem.
5h... hummm... fiquei até aqui, fico mais um pouco
6h.... agora libera a venda por telefone
6h25... jesus maria josé... tô virando noite por causa de uma mulher

Suja, faminta e sem forças, eu caí na cama. Marido retomou os trabalhos pouco antes das 8h. E eu reassumi o posto às 9h30.
Matei a aula que eu tinha de manhã. Matei a aula que eu tinha de tarde. Matei o banho até poucos minutos atrás pra não perder tempo no chuveiro. Matei a fome com belisquetes (tudo light, sem gosto, sem 'sustância' e sem vida - e a Eva sem um pingo de amor à venuss me vem descrever O Cachorro do Rosário em detalhes clínicos).

Tentei comprar os ingressos centenas de vezes via net e fone e nada. Os ingressos parecem cada vez mais distantes, enquanto o esgotamento tá estacionando aqui do ladinho da tela... Num guento mais. Mas a mula aqui não nasceu pra desistir e quando eu penso tudo que eu já fiz até aqui, sempre dá pra segurar por mais um horinha, duas, um turno, um dia... Até que alguém me prove que os ingressos esgotaram de vez.
Isso que eu nem vou gastar o resto das minhas forças reclamando da bosta de sistema de vendas de ingressos. Isso foi planejado com requintes de crueldade. Brasileiro tem que se fudê mesmo.

E antes que as minhas forças acabem por completo e o mau humor tome conta de vez, eu preciso perguntar uma coisa: quem foi que deixou uma criança de 12 anos jurar ou praguejar alguma coisa como essa? Eu devia ter apanhado de relho que aí não inventava de colocar minhoca e Madonna na cabeça.

Auau

Quem é de Porto Alegre conhece uma das maiores atrações gastronômicas dos pagos, depois da picanha mal-passada e do aipim frito da minha sogra: o Cachorro-Quente do Rosário. Quem é daqui ama e é fiel ao Cachorro-Quente do Rosário (e quem não é vai acabar sendo citado como exceção que confirma a regra por esta que vos posta, porque todo mundo é tarado pelo acepipe. Todo mundo mesmo, incluindo os monges tibetanos).

O Cachorro-Quente do Rosário consiste num megapãozinhozão de cachorro quente (ah, bom!) molengo, morno e quase úmido (parece nojento mas é ma-ra-vi-lho-so, juro), cortado no meio, e dentro vem uma tonelada de produtos, o suficiente pra alimentar uma família de etíopes por dois meses e meio, mais ou menos (contando o pãozinhozão daria pra meio ano, frouxo).

O Cachorro-Quente do Rosário vêm com ervilhas. Muitas ervilhas. Bota ervilha nisso. Tanto que sempre pelo menos uma acaba, ao final da refeição, grudada em alguma parte pouco provável do seu corpo, tipo a testa, dentro da orelha, no joelho e por aí vai.

Essa overdose de pontinhos verdes no meio do pão chega nadando num abundante e muito salgado molho de tomate, que, invariavelmente, pinganimim - e em você quando for a sua vez de botar a boca no cachorro - a cada mordida.

Sobre a referida piscina olímpica de molho com as ervilhas-nadadoras está uma camada de queixo ralado. Uma cobertura macia e amarelinha pras nossas queridas amiguinhas verdes cercadas de vermelho por todos os lados. Fica uma delícia, e a combinação de cores fica lindinha, bem gaúcha, oigalê.

Claro que o nosso amigo perro caliente vem com duas salsichas. Enormes o suficiente para nunca, jamais abandonar o pãozinho. Ou seja, nunca vai ser preciso morder só pão com molho, porque as salsichas efetivamente preenchem toda a extensao do pãozinhozão. E se não preencherem, é porque estão desalinhadas e basta empurrar com o dedo indicador pra colocar tudo no lugar. Só não esqueça de lamber o dedo depois da operação de alinhamento de salsichas.

Isso é o que o cachorro-Quente do Rosário tem. Parece simples, mas não é. Nunca nenhum cachorrinho chegou perto desse.

Ah, sim, tem mais uma coisa importantíssima. O meu melhor amigo à mesa - aleluia - não tem batatinha palha. Não é preciso, ao pedir uma tele-entrega, especificar que é SEM batata palha, e não se corre o risco da coisa vir COM a palha da batata palha.

Eu uivo quando ouço falar no Cachorro-Quente do Rosário. Começo a babar hidrofobicamente. Mas tenho que reconhecer que ele tem, sim, como tudo, o seu preço. E o preço é a perda de dignidade completa ao comer. Imposível comer o Cachorro-Quente do Rosário sem se besuntar, melecar, sujar, engordurar. Está fora de cogitação ter um embate com o pãozinhozão molengo recheado de molho pastoso e sair incólume. E mais: nunca pense em comer o Cachorro-Quente do Rosário com namorado novo. Seu relacionamento vai acabar, por mais que vocês se amem.

Quando o querido enxergar você mergulhando o nariz numa pasta ensebada dentro de um papel amarfanhado, quando ele olhar pro seu sorriso cheio de restolhos de pão mole no meio dos dentes, quando ele perceber que tem uma ervilha escalando a sua bochecha, quando seu príncipe notar que grossos pingos de molho caem incessantemente sobre as pernas da sua outrora Aurora e agora Fiona, por mais apaixonado que esteja, vai reconsiderar. E vai te dar um baita chega pra lá.

Só relacionamentos muito estáveis resistem à imagem da pessoa amada pega com a boca na botija, ou melhor, no Cachorro. Se você avançar o sinal e expuser seu querido à cena cedo demais, você vai acabar matando e comendo Cachorro a grito.

(Esse post é uma homenagem singela à venuss, que se encontra de dieta e que tem se alimentado de chá, ora verde, ora branco, mas sempre chato. Pobre venuss).

sábado, 30 de agosto de 2008

Qual é o pente que te penteia?

Eu tentava pentear os cabelinhos longos e finiiiiiiinhos da minha filha e ela gritava, berrava, esperneava, gemia, se contorcia, parecia estar sendo esquartejada. Reclamava como louca. E eu cada vez me sentindo mais miseravelmente incapaz. E então ela me deu o golpe de misericórdia, dizendo: "mamãe, o papai não tem cabelo, nunca penteia o cabelo, e sabe pentear o meu cabelo muito melhor que tu. Que chato." Fiquei pra morrer. E na próxima vez que ela disser isso passo a máquina 2 nela sem dó nem piedade.

Muito amor

Minha filha (4,5 anos) concluiu hoje que quando as pessoas se gostam, elas têm um filho. E quando se gostam muito, muito, muuuuuito, elas têm dois filhos. Bonitinha ela.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Despedida

venuss em momento cricri, o primeiro cri da Eva: minha faxineira está com problemas de saúde. Mandou outra no lugar. E a novata conseguiu desenterrar um óleo de eucalipto guardado nas entranhas da despensa. Este óleo, segundo tradição familiar de marido, é ótimo contra traças e, para usá-lo, deve-se diluir 1 gota - eu disse uma gota - para cada litro d'água. Chego em casa do almoço com sopa de pedra, e vejo óleo de eucalipto boiando nos dois vasos sanitários (o troço é gordurento) e a casa inteira cheira a floresta. Principalmente aqui no espaço onde eu trabalho.
Detalhe 1: sou alérgica a esse cheiro.
Detalhe 2: a outra faxineira que tínhamos passou óleo de eucalipto puro no roupeiro e eu passei 3 semanas dormindo na sala.

Como 30 minutos já foram suficientes pra trancar o meu nariz e explodir uma dor de cabeça infernal, tô saindo e volto daqui a um mês. Tchau.

Uma pedra no meio do caminho

O que fazer quando um restaurantezinho que a gente gosta, que serve uma comidinha caseira, com gostinho de mãe te oferece um prato delícia com uma pedrinha de brinde? Detalhe: a pedra foi descoberta depois que ela já tinha saído do prato, pedido carona pro garfo e estacionado na boca dessa que vos escreve e que há pouco estava reclamando no caixa.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Aquela colinha dos adesivos

Mais uma pergunta pra incomensurável série de questionamentos profundos que fazemos enquanto trilhamos a desafiante estradinha da vida cotidiana: por que colocar nos produtos aqueles adesivos com a marca do fabricante, que não saem nem com álcool, nem com água quente, nem com Vidrex, nem com banda de música, nem esfregando, nem esmerilhando e nem f..? Hein? Alguém saberia me dizer?

A desculpa do custo de um adesivo civilizado, de plastiquinho e com cola que sai e não fica melecando tudo não se aplica. O meu notebook, por exemplo, veio todo embandeirado com adesivos de quinta caegoria. Os tais adesivos pareciam melhorzinhos, e eram até bem cleanzinhos, com poucos elementos gráficos e palavras curtas e tecnológicas. Mas eram, como todos os adesivos colados em produtos, chatos pra caramba. Com o lay out que tinham, deviam sair só com a força do pensamento. Mas na hora de tirar foi um sufoco, ficou a meleca de cola e ainda por cima agora tenho um notebook supermoderno com tela giratória, levinho, maravilhoso... que range. Porque a remoção das coisinhas estúpidas (ou a remoção das coisinhas por parte da estúpida aqui) levantou um pouco uma parte da latinha do meu lindo notebook e é bem onde apóio a mão pra escrever e agora o bendito range. Pode isso? Nao pode, mas aconteceu. E note bem, notebook, mesmo na versão mais pop, custa mais que potinho de plástico chumbrega de 1,99, logo deveria ser enfeiado ao menos com adesivos que não deixam melecas nojentas e seqüelas ruidosas ao serem removidos.

A desculpa de que os adesivos impossíveis de remover seriam obra de um marketeiro imbecil também fica complicada, porque marketeiros, mesmo quando são imbecis, conservam sempre uma apurada noção de lucro. E um adesivo um pouco (mesmo que muito pouco) menos barato implica comissão maior, e comissão maior é tudo para o marketeiro (e eu posso falar porque sou especialista em marketing. É que nem loira contando piada de loira. Pertencer a um grupo te dá esse direito de achincalhar, porque afinal estou achincalhado a mim mesma. Aliás, além da especialização em marketing, tenho cabelo loiro.)

A desculpa de que o plastiquinho que não sai direito é pra ficar ali também não serve. Se a gente não tira, ele desbota, rasga, gasta. E o que já era feio pacas fica horroroso e desvende o produto e ele pode até dair em desgraça nestes tempos em que todos queremos uma vida com design.

Refleti longamente, pensei em outras possibilidades, e cheguei a uma conclusão. Essas etiquetas adesivas que nao saem dos produtos estão ali pra me irritar. Unicamente pra isso. Deus descobriu que eu odeio coisas com etiquetas grudadas, e aí resolveu me dar uma liçào de vida, tipo carma ou sei eu o quê. Como preciso evluir enquanto ser humano (buenas, enquanto ornitorrinco eu não poderia evoluir mesmo, já que não sou um), Deus disse, quando nasci: esta mulher vai ter da vida uma lição muito importante. Ela vai amadurecer, vai cair e levantar, vai entender o sentido de tudo, vai aprender muito sobre a vida e a morte: ela vai entender o poder da meleca na etiqueta dos produtos. E graças a isso, ela vai se tornar um ser humano muito melhor quando morrer (por isso acho que vou morrer tarde, porque até agora não aprendi xongas disso que Deus disse que eu teria que aprender. E considerando que sou loira, então, vai levar mito muito muito tempo.)

Um dia terei trocentos anos, serei uma verdadeira Matusaleva. E aí, lá pelos 176 anos de vida, talvez eu tenha entendido do que se trata. E tendo visto a luz e tendo sentido a ficha cair, terei entendido o poder da meleca das etiquetas adesivas, e que ele faz parte da nossa existência e que, queiramos ou não, ele é parte do ciclo de todos nós. E então falarei a todos sobre os importantes ensinamentos de vida, as filosóficas lições que as grudentas etiquetas mal-educadas, sujas, feias e bobas terão me dado.

Fim de surto.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Viciadas em Vidrex

Não consigo resistir. É mais forte que eu, e sempre que juro que vou parar acabo voltando. E eis que me vejo postando coisas na linha do papinho cricri (criada/criança) sempre de novo. Que é que eu vou fazer se meus neurônios e meus hormônios se voltam pra vidinha na caverna, enquanto o marido caça perigosos javalis gigantes na floresta cheia de espinhos, na chuva, com sua lança enorme, ao lado dos companheiros? Não tenho culpa, é biológico, pronto. Fui feita para fazer a fogueirinha, colher frutinhos perto da caverna, embalar a prole, tecer cestinhos e decorar a localização exata das meias do marido no âmbito doméstico. Desígnios da mãe natureza, que é que eu vou fazer?

(A maior razão de eu gostar tanto das explicações físico-químico-biológicas pras coisas é que elas não dão espaço pra reflexões, escolhas, essas frescuras. É o organismo e seus processos que se impõe, sem direito a apelação, sobre nós. Somos assim porque o corpo quer, pronto.)

Bom, devidamente justificada, volto agora para o papo cricri, oba. Mais precisamente pro primeiro cri. A questão da criada. Hoje elaborei mais uma tese, e não posso não compartilhá-la, já que outra determinante biológica do meu comportamento é minha vocação pra comunicação e para o uso das palavras.

Então, a questao das empregadas. Descobri que todas, mas absolutamente todas, são viciadas em Vidrex. Elas amam Vidrex, precisam de Vidrex, não limpam sem Vidrex, não vivem sem Vidrex. Repare como elas usam Vidrex pra tudo: pra limpar os óbvios vidros e espelhos, mas também desengordurar tampos de pia, desencalacrar coisas de quadros, fazer brilhar os pés das cadeiras (mas isso só se a gente mandar, porque todo mundo sabe que pós localizados em lugares levemente pra lá do óbvio ululante elas não detectam espontaneamente), pra tirar o barro da bicicleta das crianças e limpar os potes dos gatos. A gente fala numa sujeirinha, e pronto: lá vai a faxineira com um paninho e um Vidrex, feliz da vida, cumprir com o seu dever. Vidrex é o único produto que, quando acaba, elas lembram de avisar. Quando elas vêem um Vidrex, ficam como o olhar vidradão. E se a gente tenta trocar por outro, elas logo notam e começam a reclamar dizendo que só Vidrex não deixa assim melecadinho. A relação das domésticas com o Vidrex é de adoração, de fanatismo total - tipo a minha viagem com o papinho cricri, aliás.

Depois dessas minhas fascinantes descobertas, pretendo aprofundar ainda mais a minha tese e estudar a relação entre a verbalização de insatisfações das domésticas e a falta de Vidrex em casa. Aguarde. Tem muito mais papinho cricri de onde veio este.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

venuss 60

Eu nunca dei as caras por aqui, mas agora vocês vão me ver como uma velha conhecida.


venuss 68
venuss 60
venuss 66 - igualzinha a minha mãe!




Incrível como eu só combinei com a década de 60. Pena que o black power não rolou, fiquei a legítima nega maluca* (hummm que foooome! Sim, eu continuo de dieta).

Roubei daqui. Adoro!
E o site pra brincar direto: aqui.


* nega maluca: uma das coisas que deixam a ruiva louca.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Sono

Privação de sono emburesse e faz a gente esquec...

Banana com gengibre

Descobri que suco de banana com gengibre é muito bom.

Não tenho a menor idéia como se faz, nem quero saber, porque a única coisa em que realmente acredito do fundo da minha cética, cínica, descrente alma é que não vou jamais aprender a cozinhar.

Não, o suco não é cozido. Falo de cozinhar no sentido amplo. O que envolve preparo de coisas cruas também. Tudo que tem que descascar (incluindo nesse termo o sentido de tirar do pacote) e colocar em outro lugar que não a boca se inclui nessa categoria. Exceto, claro, inserção em orifícios corporais. Falo de panelas, potes, processadores, esse aparato todo, que me parece, aliás, bem mais pornográfico que a história do Mário Gomes com a cenoura (quem tem 40 ou + vai lembrar).

Bom, mas back to the banana juice with ginger: dá pra tomar lá no Supremo, uma dissidência do Ocidente. O Supremo fica na Santo Antônio, quase Osvaldo, Porto Alegre, RS.

Observacoes olimpicas

Sabe aquele jamaicano que ganhou ouro em alguma corrida curta esses dias (repare na precisão das referências!)? Quando mostram ele em câmara lenta, mas beeeeem lentinha, fica meio igual à minha velocidade de corrida quando me esabgaço muito muito muito.

sábado, 16 de agosto de 2008

Concordas, ou com barbantes?

O Canto, meu primeiro diretor de criação, vivia perguntando, com cara de quem se cah esperto:
- Concordas? Ou com barbantes?
Impossível não lembrar dele quando, passeando pelo centro do centro do centro de Porto Alegre, deparo com uma imensa loja de cordinhas, linhas, fios, cordoalhas e, claro, barbantes. Era o palácio do metro linear. Uma megastore de cordas. Um verdadeiro hipermercorda. (Viu, Canto? Consegui ser mais infame que tu.)

Abduziram minha filha

Eu tenho absoluta certeza de que minha filha foi abduzida por extraterrestres - provavelmente aqueles que se disfarçam de caneta bic, aqueles do e-mail, sabe?.

Escovar os dentinhos de leite da pequena à noite se configura sempre numa empreitada tão dificil quanto falar da conjuntura mundial com a Luciana Gimenez ou algo assim. E toda vez que consigo colocar ela na cama de dentes relativamente limpos me sinto mais aliviada que no dia da minha defesa de dissertação de mestrado.

Pois bem, hoje, depois do leitinho morno na caminha, falo na escovação e ela prontamente concorda, levanta e ainda diz: o nenê tá com sono mas vai escovar os dentes bem bonitinho.

Devolvam a Mariana, seus abomináveis monstros do espaço!

Watermelon

Todo mundo fala que os ossos do Miachel Phelps isso, que os pés dele aquilo, que a rebimboca da parafuseta do ossinho do ombro dele aquilo outro. Pois o Calçolas também quer tecer comentários sobre as características físicas da máquina aquática: a envergadura braçal do Michael Phelps é tão imensa que ele quase consegue abraçar a bunda da mulher melancia.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Treinamento é tudo

Marido está fora a trabalho desde que comecei a dieta. E ele saiu de casa já bem treinado: quando voltar, a primeira coisa que quero ouvir é 'como tu tá magra, meu amor'. Pra não correr o risco de esquecer, ele acaba de me mandar um torpedo do meio da viagem de volta com a mensagem já bem decoradinha na ponta dos dedos.

Família incendiária

Já contei pra vocês que quase coloquei fogo na casa na segunda noite sozinha em casa durante a viagem 1 do marido (ele já está na viagem 2 e volta definitivamente hoje). Pois acho que o problema com a estufa do banheiro pode ser de família.
Há alguns meses minha mãe passou uns dias aqui em casa e deixou cair a toalha de banho em cima do aquecedor. Resultado: duas freadas de jamanta na toalha branca e muito cheiro de tecido queimado no banheiro.

Há algumas semanas, eu me preparando pra tomar banho. Quem tem gato sabe que eles adoram acompanhar a gente no banheiro (e pela casa toda, diga-se de passagem). Lisbela tava por ali passeando e, antes de entrar no chuveiro, começo a sentir um cheiro de cabelo queimado. Achei estranho, averiguei, mas nada de errado na estufa, fora o cheiro.
Mais tarde, já na sala, a peluda estava desesperada cheirando o próprio rabo. Decido ver o que havia por ali e vejo o rabão tapado de 'luzes ruivas' por baixo. No passeio pelo banheiro, a bichinha deixou o rabão estacionado em cima da estufa e ele ficou todo salpicado. Daí, pra combinar com a tintura moderna da bichana, ela agora está desfilando com um repicado incrível no rabo, assinado por mim.

Tomara que o clima comece a esquentar e eu possa recolher logo o aquecedor do banheiro. Ou faço um seguro contra incêndio.
Lisbela, com o rabo pré-corte by venuss.

Ainda da calcinha

Esse post tá um pouco muito atrasado.
Conversando com marido sobre a calcinha com contador, ele faz o seguinte comentário: o pior é chegar ali e ver o número 2 estampado. Ou seja, foi por pouco.
Minha resposta: pior é o cara que vê o número 1 e fica todo alegrinho enquanto o contador tá quebrado há séculos.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Julio em agosto - 2

Passeio mais pela Júlio de Castilhos, avenida varrida pelos ventos, lotada de moças moças e menos moças, todas de calças 42 e bundas tamanho 58. Numa igreja universal devidamente embandeirada, uma faixa anuncia encontros de solteiros. Perfeito, porque se o cara não se encontrar no evngelho, vai se achar dois prédios adiante, nos shows de sexo explícito a partir das 10h da manhã do Áurea.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Arrastar pelos cabelos?

Eu na fila do xerox de uma universidade. Seis pessoas na minha frente. Fulana aluna passa direto e vai encontrar a amiga que estava sendo atendida. Nisso a fura-fila diz: eu também quero esse livro e esse e esse. Ninguém disse nada, a guria passou na frente de todos, pediu xerox de 2 livros COMPLETOS e um capítulo de um e ninguém piou. A ruiva aqui não agüentou:
- Tu vai me desculpar (ela que fura a fila e eu que peço desculpas... dã! dã!), mas tem 6 pessoas que estão respeitando a fila e tu acaba de passar na frente de todo mundo.
- Mas eu quero a mesma coisa que ela.
- Eu também quero a mesma coisa que ela, quero xerox.
E a amiga me olha como se eu fosse louca e diz que vai dar muito trabalhado ela ficar esperando pelo material.

E a fura-fila não mexeu a bunda gorda do lugar. O cara que atende no xerox não botou ordem no galinheiro. E ninguém da fila me apoiou. O que tu faz numa hora dessas? Arrasta a guria pelos cabelos? Enche o dono do xerox de osso por permitir um troço desses? Sai da fila batendo perna e no dia seguinte volta com o rabinho enfiado porque o que eu precisava só estava disponível ali?

Não. Tu continua a cena falando sozinha, olhando pro teto e assinando o atestado de louca que tu acabou de receber: É, como chama isso aqui mesmo? É... instituição de educação, né? Pois tem gente que pode passar uma vida aqui dentro e não aprender que o educado mesmo respeita as pessoas.

Eu ia fazer abuu abaa depois do discurso, mas eu não estava ganhando nada pra ser a palhaça da vez. Já saí muito contrariada de lá com a etiqueta de louca e trouxa que me grudaram de graça na testa.

Julio em agosto

Voltei a trabalhar em agência. Na Mauá, quase rodô, centrão de Porto Alegre. Além do festivo reencontro com a atividade que me sustentou por 22 anos, também tenho a oportunidade de ver as maravilhas antropo/socio/mercadológicas da região. Hoje, por exemplo, andando pela Júlio de Castilhos, passei pelo Varejão Evangélico. Além da discografia completa daquela menina que vivia aparecendo no SBT e virou cantora gospel (pelamordedeus, como é que ela e sua franja e-nor-me se chamavam mesmo?), o que será que tem lá dentro? Aposto em santos, muitos santos, pra serem chutados em programas de teleevangelização.

Só pra porteiro?

Dizem que expliocação é pra porteiro de boate, mas tem horas que também serve na porta da escolinha.
Ontem, meu marido e eu estávamos entregando junto a filha na escolinha. Momento raro, a vida é corrida, sabe como é. Éramos a família margarina, que delícia.
Tia Helena, a senhora do lanche, nos recebe, nisso chega uma avozinha trazendo o neto, e logo mais outra mãe.
Na porta da escola, minha filha pergunta, obviamente bem alto: mamãe, quando tu chegar da aula de noite tu me acorda me dando marteladas?
Sorrisos constrangidos generalizados. Em tempos de monstruosidades com crianças, o pessoal estava quase chamando o ministério público, a polícia federal e o Batman também. Rapidamente meu marido gagueja algo sobre o grande, colorido e alegre martelo de plástico - bem molinho e que que faz quiii - que minha filha ganhou da avó.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Eva voltando - espero

Muitos dias se passaram, e graças à venuss o Calçolas segue maravilhosamente bem. Eu, que seria também autora desse blog, andei afastadíssima. Primeiro por causa do fim do mestrado (quem já fez mestrado vai entender). Depois, por causa do trabalho (quem já pegou 4 disciplinas novas pra começar a lecionar de uma vez só vai entender). Depois, por causa de uma reforma de casa (quem já reformou uma casa - mesmo que seja só dar uma pintadinha numa parede - vai entender). Depois, por outras razões que um dia eu conto (e quando eu contar todo mundo vai entender).

Mas eis que sobrevivi a tudo, e estou voltando ao blog. Ao menos acho que estou. Espero que a venuss me aceite de volta, considerando que fui a co-mãe de blog mais desnaturada da face da terra.

E quero retomar os posts dizendo que quase morri de saudades. De escrever, de ler, de trocar figurinhas, de roubar idéias de posts da venuss, de conversar com quem lê o Calçolas.

Agora só me faltam idéias inspiradas de coisas pra comentar. Aceito sugestões.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A primeira vez a gente nunca esquece

Comprei o chá branco.
Tomei o chá branco.
O sabor me agradou, mas o que realmente me conquistou é que não tem o mínimo cheiro de peixe, como o irmãozinho mais velho o chá verde.

Comprei uma versão em saquinhos, porque foi a única que encontrei no zaffari. Agora além do chá branco, tomo chá com extratos de papelzinho, cola e cordinha. Se eu não emagrecer, culpa da cordinha.

Hoje voltei a correr. Tá, ritmo tartaruga não ninja, mas já deu pra fazer arf-arf na esteira.

Estou muito bem armada contra esses 5 quilos: dieta, corrida, musculação e chá branco.
Óbvio que quando eu emagrecer o mérito vai ser todo do chá.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Maçã pode?

Tá, vocês devem conhecer essa, mas caiu perfeita pro meu momento dieta.

Sabe por que Eva comeu a maçã?
No início, Eva não queria comer a maçã.
- Come - disse a serpente - e serás como os anjos!
- Não - respondeu Eva.
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.
- Não!
- Serás imortal.
- Não!
- Serás como Deus!
- Não, e não!
A serpente já desesperada não sabia o que fazer para que a Eva comesse a maçã. Até que teve uma idéia. Ofereceu novamente a fruta edisse:
- Come boba. Emagrece!

Mas agora descobri que o negócio é chá branco. Só falta comprar a agulha pra injetar na veia.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Coincidência?

Na mesma semana em que marquei a primeira consulta com a nutricionista, descubro que o Nacional passou a vender o doce de leite Conaprole, aquele uruguaio sem igual.


Pausa para mais um momento azedo do dia.

Azedou

Estamos temporariamente fora do ar com dicas de coisinhas maravilhosas pra comer. Depois dos viciantes doces que caem do céu, da mil folhas que fez sucesso e da massa que deixou urubu de joelhos, o único endereço que faltava descobrir era o consultório de uma nutricionista. Com um cardápio nada recomendável.

Boletim Calçolas

Sim, o Calçolas quase foi parar na UTI nessa última semana. E não foi acidente. Eu que decidi passar mais tempo fora da internet pra tocar outras coisas da vida.

Vai um apanhado dos últimos capítulos, começando pela novela gatos, com direito a merchandising e tudo.
A Cláudia do Beco dos Felinos me enviou a encomenda que fiz na lojinha. Pedi um pingente de gato pra todos os últimos gatinhos da família, incluindo o Mina e a Preta Gil. A Cláudia foi um doce e mais do que atender as minha expectativas, conseguiu recriar muito bem e com muito capricho os meus peludos. Fiquei com a réplica em feltro da Lisbela-Dodô e do Mina.
O detalhe do Mina em cima da Lisbela, minha modelo rebelde (e isso que ela nem vive de dieta, já eu.... hummm, mas isso é assunto pra outro post).


Detalhe do pingente em forma de coração no pescoço do Mina, tudo idéia da Cláudia.


Os outros pingentes dei de presente pra minha mãe. Acompanhem a seqüência.



Mas a grande surpresa foi o presente que a Cláudia mandou junto com a encomenda. Dois ímãs de geladeira.



E a calçola arranca risos de todo mundo que a vê. Espero que vocês gostem. Eu adorei. Tanto que tô propagandeando.
E, detalhe, a Cláudia mandou presente dobrado, a Eva também ganhou um gatinho e uma calçola pra exibir na geladeira. E como ela tava viajando, ela ainda não sabe do presente. Evinha, precisamos marcar aquele café. Claudinha, as Calçolas dizem obrigada.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Calçolas recomenda

Pra quem tem dificuldade com números, é de grande ajuda.



Roubei com consentimento do Não somos apenas rostinhos bonitinhos. Vale a visita.