Aqui em casa, não se liga do telefone fixo pra celular, exceto se houver um bom motivo. Meu marido não liga porque sabe que não faz sentido pagar mais, minha filhinha não liga (ainda) porque é pequena (mas logo ela vai tirar a diferença, eu sei), eu não ligo porque odeio pagar muito podendo pagar menos e, já que inventei a regra, também preciso dar o exemplo, as duas gatinhas não ligam porque, como todo mundo sabe, gatos são muito mais espertos que humanos e se comunicam por telepatia.
Ninguém liga, portanto.
Quer dizer, ninguém, vírgula.
Porque a empregada liga, e liga muito.
No mês passado, ela gastou a bagatela de R$ 111,14 ligando do meu fixo pro celular de Deus e do mundo. Eu sei, porque, apesar da hipermetropia que ataca irremediavelmente a gente quando os enta se impõe, debulhei a conta do telefone. Verifiquei tudinho, tintim por tintim (pior que me fazerem de boba é eu ser injusta com alguém). Então: a conta chegou, levei um susto, fui verificar, perdi horas, ganhei (mais) rugas em torno dos olhos, e infelizmente achei a culpada.
Isso que, na contratação combinamos muitas coisas, inclusive o uso do telefone.
Isso que, uns meses depois da contratação, reforcei a combinação.
Isso que comentei várias vezes com ela que ligar de fixo pra celular era caro, e a aconselhei a não fazer isso em casa. Na casa dela ela com certeza ela não fez mesmo, porque não é boba. Mas aqui em casa, como ela acha que sou boba, fez.
Minha empregada ligou, ligou muito. Ligou pro marido, pro cunhado, pra prima, pra vizinha, pra manicure da filha da tia-avó, pro tratador do gnu do contraparente da enteada da prima do ex-marido.
Só não ligou pra mim.
quarta-feira, 26 de março de 2008
segunda-feira, 24 de março de 2008
Ouo, pata, bonze
Minha filha de 4 anos e 3 meses aprendeu a falar o R.
Ontem, na caminha, antes de dormir, ficou se exibindo pra mim, falando um milhão de vezes no parrrrrrrrrrrrrque do Barrrrrrrrrrrrrrney.
Foi lindo.
Mas vou morrer de saudades do erres faltantes.
Não vamos mais apostar corrida no corredor do prédio da avó dela pra ver quem ganha a medalha de ouo, a de pata ou a de bonze.
Não vamos mais comer aaçá morno de sol colhido do pé.
E vão parar de chamar ela de fuinho na paiede na escolinha.
Choei um pouco quando me dei conta.
Ontem, na caminha, antes de dormir, ficou se exibindo pra mim, falando um milhão de vezes no parrrrrrrrrrrrrque do Barrrrrrrrrrrrrrney.
Foi lindo.
Mas vou morrer de saudades do erres faltantes.
Não vamos mais apostar corrida no corredor do prédio da avó dela pra ver quem ganha a medalha de ouo, a de pata ou a de bonze.
Não vamos mais comer aaçá morno de sol colhido do pé.
E vão parar de chamar ela de fuinho na paiede na escolinha.
Choei um pouco quando me dei conta.
sábado, 22 de março de 2008
Morra, seu verme
Não sei se minhas gatas (agora são duas, a Meg e a Nãossei) têm vermes, e não tenho a menor vontade de revirar os cocôs delas do avesso com um palito de picolé pra descobrir.
Mas depois do verão, uma desvermifugação ligeira sempre vai bem, especialmente quando a gente tem criança em casa (as gatas podem ter pego as bichas da minha filha - huahuahua).
Muito já foi escrito sobre a impossibilidade de fazer um gato engolir algo que ele não quer engolir. Tem textos engraçadíssimos sobre isso, e eu nem vou tentar chegar perto deles.
Mas não posso deixar de tecer também alguns comentários sobre isso.
Primeiro: é de um delírio absoluto supor que comprimidinhos de vermífugo em forma de peixinho poderiam gerar algum tipo de boa vontade nos felinos. Tipo eles olharem aquela pastilha de sabor e cheiro hediondos e pensarem: "oh, que fofo, um comprimidinho em forma de mini-sardinha. Eu PRECISO provar isso imediatamente, isso é tão devertido, não vivo sem esse vermífugo."
Segundo: é totalmente desrespeitoso o redator da bula do vermífugo pra gatos escrever ali que "basta colocar o comprimido na comida do felino". O cara tá viajando. Isso é propaganda enganosa, Conar nele. Gatos são gourmets, por mais esfaimados que estejam, localizam o elemento alienígena e não comem ou então cospem direto. Eu coloquei na ração, no leite, na água, fiz enroladinhos de queijo, coloquei micropartículas de pó embutidas em pedacinhos de salsicha. Adivinha se funcionou. Se o comprimido fosse bem grandão, eu teria uma ótima sugestão de lugar pro debochado do redator de bulas enfiar os troços.
Terceiro: se eu fosse uma tenia solium, ia me alojar na barriga de um gato. Nenhum lugar é mais à prova de vermífugo que esse. O interior dos gatos é o Mediterané dos vermes.
Mas depois do verão, uma desvermifugação ligeira sempre vai bem, especialmente quando a gente tem criança em casa (as gatas podem ter pego as bichas da minha filha - huahuahua).
Muito já foi escrito sobre a impossibilidade de fazer um gato engolir algo que ele não quer engolir. Tem textos engraçadíssimos sobre isso, e eu nem vou tentar chegar perto deles.
Mas não posso deixar de tecer também alguns comentários sobre isso.
Primeiro: é de um delírio absoluto supor que comprimidinhos de vermífugo em forma de peixinho poderiam gerar algum tipo de boa vontade nos felinos. Tipo eles olharem aquela pastilha de sabor e cheiro hediondos e pensarem: "oh, que fofo, um comprimidinho em forma de mini-sardinha. Eu PRECISO provar isso imediatamente, isso é tão devertido, não vivo sem esse vermífugo."
Segundo: é totalmente desrespeitoso o redator da bula do vermífugo pra gatos escrever ali que "basta colocar o comprimido na comida do felino". O cara tá viajando. Isso é propaganda enganosa, Conar nele. Gatos são gourmets, por mais esfaimados que estejam, localizam o elemento alienígena e não comem ou então cospem direto. Eu coloquei na ração, no leite, na água, fiz enroladinhos de queijo, coloquei micropartículas de pó embutidas em pedacinhos de salsicha. Adivinha se funcionou. Se o comprimido fosse bem grandão, eu teria uma ótima sugestão de lugar pro debochado do redator de bulas enfiar os troços.
Terceiro: se eu fosse uma tenia solium, ia me alojar na barriga de um gato. Nenhum lugar é mais à prova de vermífugo que esse. O interior dos gatos é o Mediterané dos vermes.
Na karona
Eu adoro as perguntas rápidas & rasteiras que a venuss posta aqui.
Imitona que sou, vou seguir a linha da minha amiga:
por que baixinhas que dirigem Kas são sempre tão apressadas?
Imitona que sou, vou seguir a linha da minha amiga:
por que baixinhas que dirigem Kas são sempre tão apressadas?
sexta-feira, 21 de março de 2008
Trash test dummy
Nada mais trash que a Páscoa. Coelho botando ovo, todo mundo constipado porque se entupiu de chocolate, cestos com enfeites tão bizarros que me fazem acreditar na volta da Bruxa de Eastwick e por aí vai.
Mas tudo isso é fichinha perto do comercial de Páscoa do guaraná Dolly, que passou trocentas vezes nos intervalos do programa da Luciana Gimenez de hoje, quando ela reapresentava uma sensacional matéria da Monique Evans passeando com a Iris/Siri pela 25 de Março pra relembrar os tempos de sacoleira da bregasister.
A relevante matéria inteligentemente apresentada pela mãe do filho mais novo de Mick Bocão veiculou por muitos minutos. E quando parecia que nada poderia ser pior, entrava o tal comercial pascoal da Dolly, só pra reforçar que realmente não há limites pra estupidez humana.
Sério, isso veiculou mesmo, ainda agorinha. É a mais pura e bizarra verdade.
O que eu não tô conseguindo acreditar é que eu assisti a tudo, do lamentável início ao vergonhoso fim. E ainda decorei o jingle hediondo.
Mas tudo isso é fichinha perto do comercial de Páscoa do guaraná Dolly, que passou trocentas vezes nos intervalos do programa da Luciana Gimenez de hoje, quando ela reapresentava uma sensacional matéria da Monique Evans passeando com a Iris/Siri pela 25 de Março pra relembrar os tempos de sacoleira da bregasister.
A relevante matéria inteligentemente apresentada pela mãe do filho mais novo de Mick Bocão veiculou por muitos minutos. E quando parecia que nada poderia ser pior, entrava o tal comercial pascoal da Dolly, só pra reforçar que realmente não há limites pra estupidez humana.
Sério, isso veiculou mesmo, ainda agorinha. É a mais pura e bizarra verdade.
O que eu não tô conseguindo acreditar é que eu assisti a tudo, do lamentável início ao vergonhoso fim. E ainda decorei o jingle hediondo.
quinta-feira, 20 de março de 2008
Comi a cenoura

Com tanto chocolate em forma de ovo, coelho, barra, telefone celular, moeda, guarda-chuva, coração, boca e outras partes mais sugestivas do corpo, com tanto amendoim doce, confeito, confete, bolachinha de formas bizarras, bala, pirulito, bombom, torrone, rapadurinha de leite e mariola, o coelhinho da Páscoa escolhe justamente a cenoura, e ainda mais com casca?
Não realizo
Eu na sapataria aqui perto de casa esperando a moça buscar a mala que mandei consertar. O dono conversava com uma cliente freqüente (pra entender melhor: visualize uma loira, bonitona, uns 30, alta, saltão, ainda de óculos escuros e com 2 malas Louis Vuitton na mão. Ele, um baixinho meio careca, sujo de graxa de sapato e conversando num tom de quem entende das coisas). Quando cheguei, o papo já tava rolando:
- Mas eu não realizo isso.
- O que o senhor não realiza?
- Eu não realizo que ela casô com aquele cara.
- Por quê? Pela diferença de idade?
- Não, ele até pode ser velho.
- Mas qual é o problema?
- Ela é muito bonita. Se alguém me perguntasse as 10 mulher mais bonita que são minha cliente ela ia ser a número 1. Ela é atriz de novela. De novela não, de filme. Porque nos filme elas ficam mais bonita. Mas tu também é bonita, tá?
- Ah, mas vai ver ela tava carente.
- Mas ainda assim ela é muito bonita pra ele.
- E o senhor sabe que ela já é a terceira mulher dele.
- Pior ainda. E as outras devia ser tudo bonita também. Eu não realizo isso.
Quem não 'realiza' fofoca nessa intimidade com o sapateiro sou eu.
- Mas eu não realizo isso.
- O que o senhor não realiza?
- Eu não realizo que ela casô com aquele cara.
- Por quê? Pela diferença de idade?
- Não, ele até pode ser velho.
- Mas qual é o problema?
- Ela é muito bonita. Se alguém me perguntasse as 10 mulher mais bonita que são minha cliente ela ia ser a número 1. Ela é atriz de novela. De novela não, de filme. Porque nos filme elas ficam mais bonita. Mas tu também é bonita, tá?
- Ah, mas vai ver ela tava carente.
- Mas ainda assim ela é muito bonita pra ele.
- E o senhor sabe que ela já é a terceira mulher dele.
- Pior ainda. E as outras devia ser tudo bonita também. Eu não realizo isso.
Quem não 'realiza' fofoca nessa intimidade com o sapateiro sou eu.
terça-feira, 18 de março de 2008
Seus pobremas acabaram
Este é um recado especial pra Eva que voltou pro saudoso Calçolas. Bem-vinda, parceira!
Se eu tivesse esse contato antes (recebi hj um scrap no orkut), nem a Evinha nem a venuss teriam ficado noites sem dormir pra terminar a dissertação. As olheiras da Eva teriam agradecido. A Débora também teria adorado esse fone.
Ah, e ainda vem com nota fiscal, gente!
Vou ligar e encomendar o meu projeto de doutorado pra amanhã.
UNIVERSITARIOS -Assessoria Academica
Um orientador on line?
Somos uma cooperativa composta por 80 mestres e doutores de diversas areas onde o objetivo e auxiliar os alunos que precisam cumprir as exigencias curriculares porem, devido a falta de tempo enfrentam problemas na elaboracao .
Os trabalhos sao elaborados por profissionais em total interatividade com o aluno que sera auxiliado desde a escolha de um tema atual ate a sua nota final.
So assim e garantida a alta qualidade e exclusividade de qualquer tipo de trabalho academico.
Possuimos sites e toda a documentacao necessaria de uma Empresa totalmente legalizada.
Entre em contato conosco e conheca nossos servicos, temos um especialmente para voce.
E-mail: cecmonografias@yahoo.com.br
Msn: grupocec_monografias@hotmail.com
Tel: (11) 3013-6722
(13) 9176-7327
PS: Texto sem acentos proposital
Se eu tivesse esse contato antes (recebi hj um scrap no orkut), nem a Evinha nem a venuss teriam ficado noites sem dormir pra terminar a dissertação. As olheiras da Eva teriam agradecido. A Débora também teria adorado esse fone.
Ah, e ainda vem com nota fiscal, gente!
Vou ligar e encomendar o meu projeto de doutorado pra amanhã.
UNIVERSITARIOS -Assessoria Academica
Um orientador on line?
Somos uma cooperativa composta por 80 mestres e doutores de diversas areas onde o objetivo e auxiliar os alunos que precisam cumprir as exigencias curriculares porem, devido a falta de tempo enfrentam problemas na elaboracao .
Os trabalhos sao elaborados por profissionais em total interatividade com o aluno que sera auxiliado desde a escolha de um tema atual ate a sua nota final.
So assim e garantida a alta qualidade e exclusividade de qualquer tipo de trabalho academico.
Possuimos sites e toda a documentacao necessaria de uma Empresa totalmente legalizada.
Entre em contato conosco e conheca nossos servicos, temos um especialmente para voce.
E-mail: cecmonografias@yahoo.com.br
Msn: grupocec_monografias@hotmail.com
Tel: (11) 3013-6722
(13) 9176-7327
PS: Texto sem acentos proposital
Nasceu. Renasci.
É com imensa alegria, incomensurável alívio e também uma pontinha de deprê pós-parto que anuncio o feliz nascimento da minha dissertação de mestrado.
Pesando 1.853g (pobre banca que teve que ler tudo isso) e medindo 210 x 297 x 33mm, ela está, finalmente, defendida.
E eu acabo de renascer para um monte de coisas que tive que deixar de lado nesses últimos meses.
Calçolas, voltei!
segunda-feira, 17 de março de 2008
Será que tinha um irmãozinho?
Isso que dá comer na frente do micro.
Quase no finalzinho da maçã, quando tive que olhar pra fruta pra buscar as últimas 'sustâncias mordíveis', vejo aquela coisinha amarelinha se refestelando dentro de um buraquinho. Lembrei daquela frase que diz que 'pior do que encontrar bicho na fruta é encontrar só meio bicho' e fiquei mais aliviada, ele estava inteirinho.
Mas e se o bichinho da maçã tinha um irmão?
Quase no finalzinho da maçã, quando tive que olhar pra fruta pra buscar as últimas 'sustâncias mordíveis', vejo aquela coisinha amarelinha se refestelando dentro de um buraquinho. Lembrei daquela frase que diz que 'pior do que encontrar bicho na fruta é encontrar só meio bicho' e fiquei mais aliviada, ele estava inteirinho.
Mas e se o bichinho da maçã tinha um irmão?
segunda-feira, 3 de março de 2008
Férias
Já faz uns 4 anos que, quando todo mundo volta, eu tô saindo de férias. E enquanto eu puder manter essa maravilha, vou continuar tirando férias em março.
Lá pelo dia 17 tô de volta ao trabalho. Talvez volte pro Calçolas antes, ainda não sei. Só sei que eu quero descansar.
A Eva ainda tá em retiro espiritual pré-banca.
Não sei dizer quando dará as caras.
bjs proceis.
Lá pelo dia 17 tô de volta ao trabalho. Talvez volte pro Calçolas antes, ainda não sei. Só sei que eu quero descansar.
A Eva ainda tá em retiro espiritual pré-banca.
Não sei dizer quando dará as caras.
bjs proceis.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Eu quero o seu voto
Eu não, na verdade, quem precisa do seu voto são os gatinhos. Tá, quem me conhece sabe que sou gateira de plantão e quem acompanha o blog e não me conhece também já devia estar desconfiando. Embora esteja em Porto Alegre, acompanho o trabalho de uma ONG de São Paulo que faz um trabalho lindo com gatinhos: a Adote um Gatinho.
Ela está concorrendo ao Prêmio Ibest na categoria Ações Sociais e ONGs. A AUG sempre esteve disparada com a maioria dos votos nesta categoria. Mas hoje descobri através do blog da Adote um Gatinho que a Igreja Universal também se inscreveu para concorrer e passou na frente na corrida pelo prêmio.
Portanto, estou pedindo o voto de vcs para a Adote um Gatinho.
Faço isso porque acho uma puta sacanagem a Igreja Universal estar concorrendo numa categoria dessas. Se a Universal é ONG, eu sou a reencarnação da Cleópatra.
Para votar, clique aqui.
Para conhecer a Adote um Gatinho, clique aqui.
Ela está concorrendo ao Prêmio Ibest na categoria Ações Sociais e ONGs. A AUG sempre esteve disparada com a maioria dos votos nesta categoria. Mas hoje descobri através do blog da Adote um Gatinho que a Igreja Universal também se inscreveu para concorrer e passou na frente na corrida pelo prêmio.
Portanto, estou pedindo o voto de vcs para a Adote um Gatinho.
Faço isso porque acho uma puta sacanagem a Igreja Universal estar concorrendo numa categoria dessas. Se a Universal é ONG, eu sou a reencarnação da Cleópatra.
Para votar, clique aqui.
Para conhecer a Adote um Gatinho, clique aqui.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Propaganda digrátis
Pra falar mal a gente corre. Quando é pra elogiar, às vezes demora um pouquinho. A geladeira estragou, fundiu o motor, deu os doces, era uma vez, como vcs sabem. No mesmo instante em que descobri isso, liguei pra Porto Seguro, a seguradora do nosso carro, e pedi atendimento. Não, eles não vieram guinchar a geladeira. Nosso contrato dá direito a 3 atendimentos domiciliares por ano pra consertos domésticos. Em menos de 3horas o técnico tava aqui e, em menos de 5 minutos, olhou com aquela cara de coisa ruim dizendo: queimou. Como faz? Compra um motor novo que amanhã eu venho aqui instalar pra senhora. Vinte e quatro horas depois de eu descobrir que a geladeira tava estragada, ela já tinha ressuscitado. E foi só o preço de um motor novo: R$ 265,00.
Muito bom esse serviço da Porto Seguro, eles vêm rapidinho, têm uma equipe de técnicos qualificada e já consertaram descarga da privada, fogão, máquina de lavar e a geladeira que eu me lembre nestes últimos 3 anos. E a gente só paga as peças. Sendo que nós mesmos temos que comprar as tais pecinhas. Não tenho do que me queixar.
Agora quando o assunto é com o carro, que é o motivo do tal seguro, aí é uma demooooora.
Vou ver se eles não têm algum seguro residencial que dê atendimento pro carro. Talvez a coisa melhore.
Muito bom esse serviço da Porto Seguro, eles vêm rapidinho, têm uma equipe de técnicos qualificada e já consertaram descarga da privada, fogão, máquina de lavar e a geladeira que eu me lembre nestes últimos 3 anos. E a gente só paga as peças. Sendo que nós mesmos temos que comprar as tais pecinhas. Não tenho do que me queixar.
Agora quando o assunto é com o carro, que é o motivo do tal seguro, aí é uma demooooora.
Vou ver se eles não têm algum seguro residencial que dê atendimento pro carro. Talvez a coisa melhore.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
A pergunta de uma vida
O que você salvaria se a sua geladeira estragasse e você só tivesse uma caixa de isopor com gelo em casa?
Socoooorro!
A sua geladeira já desistiu de você?
A minha resolveu que, depois de um final de semana sendo abastecida com comidinhas congeladas, era hora de tirar uma licença. Sem aviso prévio. E eu bem feliz que o freezer tava cheio de carninhas congeladas em porções pra 2, pão de queijo prontinho pra assar, uma lasanha no capricho, picadinho de carne e otras cossitas mas. Na hora do almoço, quando o meu trabalho era só tirar dois potinhos do freezer e colocar no microondas, encontro aquele açude de sangue. Terrível. Desesperador.
Coloquei pra assar a lasanha que fiz no domingo. No forno ainda quente, fiz uma seqüência de pão de queijo (tudo obra dessas mãozinhas que vos escrevem). Fritei 2 bifes sem razão nenhuma (porque sobrou mais de 12 bifinhos cortadinhos), só senti que eu precisava fazer algo e esse algo era atacar com a frigideria. Daí recuperei a consciência e saí correndo pra catar a caixa de isopor e comprar gelo. Depois limpei a inhaca que tava o freezer. E o chão, e os potinhos. E perdi duas preciosas horas pra quem tá com bastante trabalho atrasado.
Se alguém aí faz tempo que não me visita ou tá a fim de conhecer a minha casal, a hora é essa! O dia também. Tem um festival gastronômico rolando aqui no 201. É só chegar. Mas tem que ser hoje, porque se o técnico que chega em 1 hora não consertar a belezinha, até amanhã vai estar tudo estragado, assado ou não.
A minha resolveu que, depois de um final de semana sendo abastecida com comidinhas congeladas, era hora de tirar uma licença. Sem aviso prévio. E eu bem feliz que o freezer tava cheio de carninhas congeladas em porções pra 2, pão de queijo prontinho pra assar, uma lasanha no capricho, picadinho de carne e otras cossitas mas. Na hora do almoço, quando o meu trabalho era só tirar dois potinhos do freezer e colocar no microondas, encontro aquele açude de sangue. Terrível. Desesperador.
Coloquei pra assar a lasanha que fiz no domingo. No forno ainda quente, fiz uma seqüência de pão de queijo (tudo obra dessas mãozinhas que vos escrevem). Fritei 2 bifes sem razão nenhuma (porque sobrou mais de 12 bifinhos cortadinhos), só senti que eu precisava fazer algo e esse algo era atacar com a frigideria. Daí recuperei a consciência e saí correndo pra catar a caixa de isopor e comprar gelo. Depois limpei a inhaca que tava o freezer. E o chão, e os potinhos. E perdi duas preciosas horas pra quem tá com bastante trabalho atrasado.
Se alguém aí faz tempo que não me visita ou tá a fim de conhecer a minha casal, a hora é essa! O dia também. Tem um festival gastronômico rolando aqui no 201. É só chegar. Mas tem que ser hoje, porque se o técnico que chega em 1 hora não consertar a belezinha, até amanhã vai estar tudo estragado, assado ou não.
Proibição
O perfume deveria ser terminantemente proibido nas academias. Com um placa bem grande na entrada: 'Ambiente livre de perfume. Colabore'. Para uma alérgica, o paraíso do espirro é ter uma senhora com cheiro de talco na esteira ao lado.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Ah, idade.
Fiquei mais velha essa semana. E nem tô perto do meu aniversário. Fui na dermatologista e ganhei mais um creme diário. A quantidade de coisas que eu tomo, uso, passo ou esfrego aumentou.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Eu faço direito
Hoje, no Jornal da Band, uma reportagem sobre imprudências no trânsito mostrava duas ocorrências junto à Polícia Rodoviária de Xangrilá. Uma motorista bêbada que bateu o carro ao efetuar uma conversão em local proibido. E outro motorista bêbado acima do limite de velocidade que se negou a fazer o teste do bafômetro. O interessante é que os caroneiros de cada um dos casos pagaram o maior mico na TV. O que, diga-se de passagem, eu adorei assistir. A primeira era uma loira, jovenzinha, apresentada como estudante de direito, dizendo pra equipe da Band: "vocês não podem filmar aqui, eu faço direito, vocês não podem filmar aqui". A narração, enquanto mostravam um close da moça, dizia "e a jovem quis agredir o cinegrafista da equipe".
Bom, segundo a formação da futura advogada: filmar não pode, bater dá.
No outro flagrante, a caroneira, uma guriazinha de 19, querendo dar o carteiraço no policial pra liberar o carro: "o senhor sabe com quem está falando? Eu sou filha de delegado e eu posso ligar pra ele agora". E tudo na frente das câmeras.
Ela poderia ter dito: sou filha de um pai que não me educou direito, não me deu limites e me fez achar que eu posso tudo que dava no mesmo.
(O Anônimo me avisou que o vídeo tá no youtube. Agora tá aqui. Mas acho que este tá editado, porque no que eu assisti, o motorista do Santana dava depoimento e a filha do delegado falava mais coisas.)
Bom, segundo a formação da futura advogada: filmar não pode, bater dá.
No outro flagrante, a caroneira, uma guriazinha de 19, querendo dar o carteiraço no policial pra liberar o carro: "o senhor sabe com quem está falando? Eu sou filha de delegado e eu posso ligar pra ele agora". E tudo na frente das câmeras.
Ela poderia ter dito: sou filha de um pai que não me educou direito, não me deu limites e me fez achar que eu posso tudo que dava no mesmo.
(O Anônimo me avisou que o vídeo tá no youtube. Agora tá aqui. Mas acho que este tá editado, porque no que eu assisti, o motorista do Santana dava depoimento e a filha do delegado falava mais coisas.)
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Pós-parto
Primeiro os planos, muitos.
Depois, uma gestação de dois anos.
Dores, descobertas, desespero, alegria, novos amigos, saudades.
Foi uma loucura.
Ontem nasceu o filhote.
309 páginas. A banca vai em odiar.
Depositei a dissertação de mestrado. Nem acredito. Vou escrever de novo pra me convencer: depositei a dissertação de mestrado.
Dá um certo vazio.
Como vou fazer sem poder me esconder nas minhas trincheiras de papel?
As águas uruguaias vão ajudar a refrescar minha memória e me mostrar como é mesmo a vida lá fora. Parto hoje, volto em 10 dias.
Mas antes, os obrigados, que vou resumir em três. Obrigada, venuss, pela grande parceria (e pela revisão inteligente/urgente). Obrigada, Nísia: nunca ninguém combinou tão bem rigor e carinho. E sobretudo: obrigada Josué, por ter segurado todas esse tempo todo, por ter sido tão cúmplice, por tudo.
Depois, uma gestação de dois anos.
Dores, descobertas, desespero, alegria, novos amigos, saudades.
Foi uma loucura.
Ontem nasceu o filhote.
309 páginas. A banca vai em odiar.
Depositei a dissertação de mestrado. Nem acredito. Vou escrever de novo pra me convencer: depositei a dissertação de mestrado.
Dá um certo vazio.
Como vou fazer sem poder me esconder nas minhas trincheiras de papel?
As águas uruguaias vão ajudar a refrescar minha memória e me mostrar como é mesmo a vida lá fora. Parto hoje, volto em 10 dias.
Mas antes, os obrigados, que vou resumir em três. Obrigada, venuss, pela grande parceria (e pela revisão inteligente/urgente). Obrigada, Nísia: nunca ninguém combinou tão bem rigor e carinho. E sobretudo: obrigada Josué, por ter segurado todas esse tempo todo, por ter sido tão cúmplice, por tudo.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Aviso aos navegantes
A Eva tá quase de volta do limbo chamado final de dissertação.
Um lugar compreensível só por quem está ou já esteve nele.
Se bem que, depois de algum tempo, a gente esquece da intensidade das sensações e da força do cansaço. A minha professora de biologia lá na 7ª série dizia que a gente só lembra da intensidade das dores do parto quando vai ter o próximo filho.
Acho que ela tinha razão.
Um lugar compreensível só por quem está ou já esteve nele.
Se bem que, depois de algum tempo, a gente esquece da intensidade das sensações e da força do cansaço. A minha professora de biologia lá na 7ª série dizia que a gente só lembra da intensidade das dores do parto quando vai ter o próximo filho.
Acho que ela tinha razão.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Três anos
Hoje faz 3 anos que a gente mora junto (o que pra mim é o mesmo que estar casada). São mais de 7 anos vivendo aquela coisa de namorados: mãozinha, beijinhos, carinhos. A gente só perde feio pra adolescente em parada de ônibus (alguém já percebeu o que é o grude de um casal de adolescentes esperando o ônibus?). Isso de casal in love continua tão presente que eu vivo brincando que a gente se conheceu na sexta passada, no Bonami. O Bonami é um bar-boate boca braba que fica na Salgado Filho, no centro de Porto Alegre. Comecei essa história da 'sexta no Bonami' quando há anos vi uma notícia no jornal de um tiroteio no bar. E ali falava algo como se brigas, armas e facas fossem algo freqüente no local. Depois fiquei sabendo que bêbados e pistoleiras eram os principais personagens deste clássico estabelecimento. Daí, pro Bonami virar piada interna quando alguém fica olhando muito pra gente foi um pulo. Ou eu pergunto bem alto pro marido se eu tô cagada pra ver se a pessoa se toca (mas este era pra ser um post romântico e o cagada não deveria constar, mas agora foi).
Bom, pra marcar estes três anos, resolvi abrir uma exceção e contar coisas boas do marido. Porque vocês sabem que não se faz propaganda de homem assim à toa, vai que alguém se interessa. Mas ontem lembrei de uma coisa super delicada e carinhosa que ele fez enquanto eu estava com a tal intoxicação alimentar, além de preparar sopinha, comprar remédio e ficar ligando pra ver se eu estava bem. E achei que seria perfeito postar a lembrança aqui hoje.
A gente costuma comprar água mineral em galões de 5l da Fonte Ijuí. Mas acontece que a marca mudou suas embalagens e os antigos galões azuizinhos com a prática alça foram substituídos por galões transparentes e gordos, sem alça e bem ruinzinhos de servir o líquido. Antes de trabalhar, marido pegou um galão cheio desses novos e colocou um litro d'água dentro do galão antigo e deixou em cima da pia. Assim, como eu estava bem fraquinha, não teria que fazer muita força pra servir um copo d'água. E ele só foi me contar deste cuidado uns dias depois, quando perguntei porque o galão guardado não estava cheio.
Agora deu. Quando a gente completar 30 anos de casados, eu conto outras coisinhas bonitas que ele faz pra mim.
Bom, pra marcar estes três anos, resolvi abrir uma exceção e contar coisas boas do marido. Porque vocês sabem que não se faz propaganda de homem assim à toa, vai que alguém se interessa. Mas ontem lembrei de uma coisa super delicada e carinhosa que ele fez enquanto eu estava com a tal intoxicação alimentar, além de preparar sopinha, comprar remédio e ficar ligando pra ver se eu estava bem. E achei que seria perfeito postar a lembrança aqui hoje.
A gente costuma comprar água mineral em galões de 5l da Fonte Ijuí. Mas acontece que a marca mudou suas embalagens e os antigos galões azuizinhos com a prática alça foram substituídos por galões transparentes e gordos, sem alça e bem ruinzinhos de servir o líquido. Antes de trabalhar, marido pegou um galão cheio desses novos e colocou um litro d'água dentro do galão antigo e deixou em cima da pia. Assim, como eu estava bem fraquinha, não teria que fazer muita força pra servir um copo d'água. E ele só foi me contar deste cuidado uns dias depois, quando perguntei porque o galão guardado não estava cheio.
Agora deu. Quando a gente completar 30 anos de casados, eu conto outras coisinhas bonitas que ele faz pra mim.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Copo de requeijão
Pedido aos fabricantes de requeijão que pararam de produzir o clássico copo de vidro:
O que eu faço com as minhas receitas que levam medidas de copo de requeijão quando o último copo desses que tenho em casa quebrar?
O que eu faço com as minhas receitas que levam medidas de copo de requeijão quando o último copo desses que tenho em casa quebrar?
Friozinho surpresa
Huuuummmmm... coisa boa poder dormir de edredonzinho de novo. O calorão deu um tempo e bateu aquela preguiça. Até vinho a gente abriu ontem. É uma boa surpresa noites mais fresquinhas em janeiro.
Assunto nada a ver com frio mas que congelou o meu cérebro por uns 5 segundos ontem. Alguém já viu o Studio Pampa? Ontem, lá pelas 23h, tava trocando de canal e me deparei com aquilo. Quatro mulheres e um cara (?!) num cenário que me lembrou o show de calouros lá pela metade dos 80 (ou parecido com o que meu imaginário infantil registrou deste programa na época).
Duas delas vestidas iguais (um vestido horrível), achei que fossem as bailarinas do programa, mas não, elas fazem perguntas de braços cruzados e sem microfone pro convidado. E a sensação que eu tenho é que conheço uma delas. A câmera caminha solta pelo cenário, talvez pra mostrar um pouco de descontração (realmente não sei qual a proposta do programa), mas a única coisa que conseguem é mostrar o constrangimento dos apresentadores sob novos ângulos. Ontem, conversavam com a Rita Cadilac. A mulher tava virada num monstro cadavérico, nem uma basezinha no rosto pra esconder as olheiras e as manchas do tempo. Cabelo despenteado e sem nenhum trato. Ela deve ter chegado no estúdio achando que algum maquiador daria conta de rebocá-la, mas, pelo visto, não deve ter ninguém responsável por isso e nem deve ter sobrado maquiagem nas embalagens. As 4 meninas que apresentam o programa trataram de esfregar quilos de brilho no rosto.
As perguntas, então, foram algo de chorar no cantinho. Nem vou comentar. E eu conheço aquela menina do vestido feio. Acho que foi minha colega na faculdade.
Assunto nada a ver com frio mas que congelou o meu cérebro por uns 5 segundos ontem. Alguém já viu o Studio Pampa? Ontem, lá pelas 23h, tava trocando de canal e me deparei com aquilo. Quatro mulheres e um cara (?!) num cenário que me lembrou o show de calouros lá pela metade dos 80 (ou parecido com o que meu imaginário infantil registrou deste programa na época).
Duas delas vestidas iguais (um vestido horrível), achei que fossem as bailarinas do programa, mas não, elas fazem perguntas de braços cruzados e sem microfone pro convidado. E a sensação que eu tenho é que conheço uma delas. A câmera caminha solta pelo cenário, talvez pra mostrar um pouco de descontração (realmente não sei qual a proposta do programa), mas a única coisa que conseguem é mostrar o constrangimento dos apresentadores sob novos ângulos. Ontem, conversavam com a Rita Cadilac. A mulher tava virada num monstro cadavérico, nem uma basezinha no rosto pra esconder as olheiras e as manchas do tempo. Cabelo despenteado e sem nenhum trato. Ela deve ter chegado no estúdio achando que algum maquiador daria conta de rebocá-la, mas, pelo visto, não deve ter ninguém responsável por isso e nem deve ter sobrado maquiagem nas embalagens. As 4 meninas que apresentam o programa trataram de esfregar quilos de brilho no rosto.
As perguntas, então, foram algo de chorar no cantinho. Nem vou comentar. E eu conheço aquela menina do vestido feio. Acho que foi minha colega na faculdade.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Meu primeiro meme
Foi a Urubua quem me passou.
1. Quem já fez a sua cabeça?
A Rosmari.
2. Quem corta os seus cabelos?
A Rosmari. A mesma. Desde os meus 7 anos a minha cabeça tem dona. Foi ela quem deixou o meu cabelo rosa, com mechas de 4 cores e que agora briga comigo quando quero cortar mais do que 2 dedos. Ah, e se eu inventar de cortar com outra pessoa, ela arranca minha cabeça à tapa.
3. Quem te enche os olhos?
O Fresh Tears.

4. Quem enche o seu saco?
Gente sem noção. Gente sem limites. Que no fundo acaba sendo a mesma coisa.
5. Quem não sai da sua cabeça?
A Pneu, a gata que mordeu o meu marido.
Agora passo pra Ale e pro Enio que sempre estão por aqui.
1. Quem já fez a sua cabeça?
A Rosmari.
2. Quem corta os seus cabelos?
A Rosmari. A mesma. Desde os meus 7 anos a minha cabeça tem dona. Foi ela quem deixou o meu cabelo rosa, com mechas de 4 cores e que agora briga comigo quando quero cortar mais do que 2 dedos. Ah, e se eu inventar de cortar com outra pessoa, ela arranca minha cabeça à tapa.
3. Quem te enche os olhos?
O Fresh Tears.

4. Quem enche o seu saco?
Gente sem noção. Gente sem limites. Que no fundo acaba sendo a mesma coisa.
5. Quem não sai da sua cabeça?
A Pneu, a gata que mordeu o meu marido.
Agora passo pra Ale e pro Enio que sempre estão por aqui.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Dinheiro II
No dia seguinte à pedinte hospitalar, como bem resumiu a Maroto, saí de casa e vi uma velhinha daquelas bem encolhidinha caminhando com suas várias sacolas de supermercado. Passinho por passinho, ela seguia seu rumo. Enquanto eu voava até a esquina pra pegar a lotação pro centro. Logo adiante, na calçada, duas notas de 2 reais que pareciam ter caído de um bolso. Não vi ningúem por ali pra avisar da perda. E achei que a velhinha ficaria muito mais feliz que eu ao encontrar o dinheiro. Cheguei na esquina e fiquei cuidando se a vovó achava as notas. Ela vinha no seu ritmo 'um dia eu chego lá não sei onde'. Quando achei que a vovó já tinha passado do ponto sem ver o dinheiro, a velha fez um movimento super-ultra rápido e, em menos de 2 segundos, ela se abaixou, pegou as notas e escondeu no bolso. Não tirou um fio de cabelo do lugar. E seguiu em seus passinhos tartaruga por vezes ninja.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Pedgrinho
O pior de ficar de cama, com febre, piriri e vômito é ter que assistir umas quantas vezes ao tal comercial do Glade - o desodorizador de ar - em que o guri cagão chega em casa e diz pra mãe: "Quero fazer cocô". E a mamãe com a cara mais amável se oferece pra levar a cria bem crescida pro banheiro.
- Não, eu quero ir na casa do Pedgrinho.
Putz, um guri desses merecia uma diarréia daquelas pra parar de ser tão exigente.
- Não, eu quero ir na casa do Pedgrinho.
Putz, um guri desses merecia uma diarréia daquelas pra parar de ser tão exigente.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Tochicada
Oi, eu sou a venuss. Eu comi um salgadinho ontem numa festa e o troço não desceu bem. Na real, nem desceu. Umas 3h depois ele já tava voltando ao mundo. Por cima.
Tô com tochicação alimentar. E não foi por morder o marido (ainda tenho que escrever essa história).
Estou fazendo rodízio entre a cama, o sofá e o micro. Na cama eu durmo, no sofá também, mas com a tv ligada. Até a Ana Maria Brega eu assisti hoje de manhã. E olha que não fui só eu.
Tô tentando assistir à programação sem legendas, porque se for pra ler, então que eu venha trabalhar aqui no micro. Mas tá difícil, as duas coisas: achar programação mais ou menos sem ter que pensar muito (usar a cabeça dói); e ficar deitada pensando em todos os trabalhos que eu tenho pra acabar. O tal do concurso pra próxima Pussycat Dolls na Warner me ocupou por 1hora. Mas fiquei enjoada e tive que sair da sala.
Tô com tochicação alimentar. E não foi por morder o marido (ainda tenho que escrever essa história).
Estou fazendo rodízio entre a cama, o sofá e o micro. Na cama eu durmo, no sofá também, mas com a tv ligada. Até a Ana Maria Brega eu assisti hoje de manhã. E olha que não fui só eu.
Tô tentando assistir à programação sem legendas, porque se for pra ler, então que eu venha trabalhar aqui no micro. Mas tá difícil, as duas coisas: achar programação mais ou menos sem ter que pensar muito (usar a cabeça dói); e ficar deitada pensando em todos os trabalhos que eu tenho pra acabar. O tal do concurso pra próxima Pussycat Dolls na Warner me ocupou por 1hora. Mas fiquei enjoada e tive que sair da sala.
Nota de pré-falecimento
Todo mundo que já passou por isto jura que mestrado não mata. Mas desconfianças crescentes a respeito da veracidade da afirmação se avolumam no meu tresnoitado ser. Então, por via das dúvidas, deixo aqui algumas instruções simples pro caso do meu passamento.
a) Podem doar tudo que for doável no meu corpo - córneas, coração, fígado. O cérebro não dá, porque não vai ter sobrado nada;
b) o que ficar depois do esquartejamento pras doações ( o cérebro e mais uns pedaços, tipo unhas - minhas unhas ninguém nunca vai querer), cremem;
c) quero que coloquem parte das minhas cinzas num tumulinho que não requeira qualquer manutenção. Pior que estar morto é repousar num lugarzinho feio, desbeiçado e visivelmente ignorado por todos;
d) a outra parte das cinzas vocês por favor joguem no mar, na reserva do Arvoredo, em Bombinhas, ao som de My island home, da Warumpi Band:
Six years I’ve been in the desert
And every night
I dream of the sea
They say home is where you find it
Will this place ever satisfy me
For I come from the salt water people
We always live by the sea
Know I’m down here livin’ in the city
With my man and the family
My island home
My island home
My island home is waiting for me
My island home
My island home
My island home is waiting for me
In the evening the dry wind blows
From the hills and across the plains
I close my eyes and I am standing
In a boat on the sea again
And I’m holding a long turtle spear
And I feel I’m close now to where it must be
My island home is waiting for me
For I come from the salt water people
We always live by the sea
Know I’m down here livin’ in the city
With my man and the family
My island home
My island home
My island home is waiting for me
My island home
My island home
My island home is waiting for me
a) Podem doar tudo que for doável no meu corpo - córneas, coração, fígado. O cérebro não dá, porque não vai ter sobrado nada;
b) o que ficar depois do esquartejamento pras doações ( o cérebro e mais uns pedaços, tipo unhas - minhas unhas ninguém nunca vai querer), cremem;
c) quero que coloquem parte das minhas cinzas num tumulinho que não requeira qualquer manutenção. Pior que estar morto é repousar num lugarzinho feio, desbeiçado e visivelmente ignorado por todos;
d) a outra parte das cinzas vocês por favor joguem no mar, na reserva do Arvoredo, em Bombinhas, ao som de My island home, da Warumpi Band:
Six years I’ve been in the desert
And every night
I dream of the sea
They say home is where you find it
Will this place ever satisfy me
For I come from the salt water people
We always live by the sea
Know I’m down here livin’ in the city
With my man and the family
My island home
My island home
My island home is waiting for me
My island home
My island home
My island home is waiting for me
In the evening the dry wind blows
From the hills and across the plains
I close my eyes and I am standing
In a boat on the sea again
And I’m holding a long turtle spear
And I feel I’m close now to where it must be
My island home is waiting for me
For I come from the salt water people
We always live by the sea
Know I’m down here livin’ in the city
With my man and the family
My island home
My island home
My island home is waiting for me
My island home
My island home
My island home is waiting for me
sábado, 5 de janeiro de 2008
É festa na floresta
Eu achei que isso nem existia mais. Que tinha sido proibido ou que todos as empresas tinham falido por falta de público.
E qual não é a minha surpresa quando há 20 minutos aparece um desses carros de som com música e mensagem de aniversário do outro lado da rua, quase na frente da minha casa?
Tá, eu contratei um desses duas vezes na vida. As duas pra sacanear alguém em duas agência de propaganda em que eu trabalhava. Um era um cara legal que tava saindo e que a gente queria sacanear porque gostava muito dele. A outra era pra uma mulher que ninguém suportava muito e queria mais que ela pagasse um micão na calçada agarrada com o tio do microfone.
Mas eu realmente nunca tinha visto isso acontecer como homenagem. E séria. Tocou até Tribalistas na hora da mensagem de amor e felicidades do maridão pra aniversariante.
E qual não é a minha surpresa quando há 20 minutos aparece um desses carros de som com música e mensagem de aniversário do outro lado da rua, quase na frente da minha casa?
Tá, eu contratei um desses duas vezes na vida. As duas pra sacanear alguém em duas agência de propaganda em que eu trabalhava. Um era um cara legal que tava saindo e que a gente queria sacanear porque gostava muito dele. A outra era pra uma mulher que ninguém suportava muito e queria mais que ela pagasse um micão na calçada agarrada com o tio do microfone.
Mas eu realmente nunca tinha visto isso acontecer como homenagem. E séria. Tocou até Tribalistas na hora da mensagem de amor e felicidades do maridão pra aniversariante.
Dinheiro I
Fui levar o marido pra tomar uma anti-rábica no Hospital Sanatório Partenon, lá onde fica o Hemocentro. Antes que alguém me pergunte se fui eu quem tasquei uma mordida no marido, já aviso que o bicho foi outro. E isso é uma outra história que, se sobrar tempo, eu conto aqui. Mas aí que fomos encaminhados pro hospital esse, que vem a ser o primeiro hospital público do RS, e onde fazem as tais vacinas anti-rábicas. Enquanto o marido conversava com a atendente, eu fiquei sentada aguardando. Uma menina, o irmão mais novo e a mãe, bem humildes, estavam por ali. A mãe foi chamada por um médico e deixou as crias na ante-sala. A menina, devia ter uns 6 anos, sentou do meu lado e começou a puxar papo:
- Como é teu nome, tia?
- Quem é esse tio que tá contigo?
E eu fui respondendo as perguntas até que ela tasca a clássica "me dá um dinheiro, tia?". Eu não tenho o hábito de dar dinheiro na rua. Acho que isso só agrava o problema. Compro comida e volto pra dar, mas não abro a carteira pra dar dinheiro, principalmente pra criança. Compro alguma coisa quando a pessoa tá vendendo algo, a gente faz algumas doações pra entidades, mas não costumo ceder aos 'me dá um dinheiro' que a gente escuta todo o dia por aí. Mas este da menina me pegou meio desprevenida. Mesmo assim, disse que não tinha trocado na bolsa. Ela insistiu, falou que estava desde ontem à noite por aí e 'me dá um dinheiro pra comprar leite, tia?'. Fui dizendo que não e não. Mas aí ela me desarmou quando disse que eu era pra comprar alguma coisa pra ela comer. E é bem isso o que eu faço nestes casos. Eu não estava querendo sair dali, queria ficar com o marido porque eu tive grande participação na mordida, embora não tenha sido com os meus dentes - eu já disse. E eu não conheço aquela região da cidade, não sei onde encontraria algum lugar com comida ali por perto.
Bom, pra aplacar a culpa que eu sentia de ter uma menina me pedindo insistentemente dinheiro, embora tenha sido muito fácil identificar que o pedido era mais do que bem ensaiado, eu acabei cedendo e abri a carteira. Entreguei dois reais. Nisso, o irmãozinho que tinha a metade da idade dela e que estava pulando no meio da sala de espera, correu pra enfiar a mão no bolso onde a guria guardou a nota e quis pegar a grana. Aí os dois começaram a brigar e se empurrar por aqueles dois reais. E o guri gritava 'me dá o meu dinheiro!' Ela empurrou a cria menor pro chão. O pequeno levantou e foi morder a irmã porque queria aquela nota. E eu no meio daquele furdunço. As crianças caíam pra cima de mim enquanto se engalfinhavam pelos dois reais.
Levantei e fui pra perto do marido. Nisso chegou outra pessoa e a guriazinha começou a se aprochegar do novo visitante pra aplicar o golpe. E ela deve vir repetindo essa atitude há um bom tempo. Aprendeu com alguém. E vai ensinar pra outros tantos alguéns. O primeiro vai ser o irmãozinho que ainda não sabe pedir, mas que sabe morder e arranhar pra conseguir dois reais.
- Como é teu nome, tia?
- Quem é esse tio que tá contigo?
E eu fui respondendo as perguntas até que ela tasca a clássica "me dá um dinheiro, tia?". Eu não tenho o hábito de dar dinheiro na rua. Acho que isso só agrava o problema. Compro comida e volto pra dar, mas não abro a carteira pra dar dinheiro, principalmente pra criança. Compro alguma coisa quando a pessoa tá vendendo algo, a gente faz algumas doações pra entidades, mas não costumo ceder aos 'me dá um dinheiro' que a gente escuta todo o dia por aí. Mas este da menina me pegou meio desprevenida. Mesmo assim, disse que não tinha trocado na bolsa. Ela insistiu, falou que estava desde ontem à noite por aí e 'me dá um dinheiro pra comprar leite, tia?'. Fui dizendo que não e não. Mas aí ela me desarmou quando disse que eu era pra comprar alguma coisa pra ela comer. E é bem isso o que eu faço nestes casos. Eu não estava querendo sair dali, queria ficar com o marido porque eu tive grande participação na mordida, embora não tenha sido com os meus dentes - eu já disse. E eu não conheço aquela região da cidade, não sei onde encontraria algum lugar com comida ali por perto.
Bom, pra aplacar a culpa que eu sentia de ter uma menina me pedindo insistentemente dinheiro, embora tenha sido muito fácil identificar que o pedido era mais do que bem ensaiado, eu acabei cedendo e abri a carteira. Entreguei dois reais. Nisso, o irmãozinho que tinha a metade da idade dela e que estava pulando no meio da sala de espera, correu pra enfiar a mão no bolso onde a guria guardou a nota e quis pegar a grana. Aí os dois começaram a brigar e se empurrar por aqueles dois reais. E o guri gritava 'me dá o meu dinheiro!' Ela empurrou a cria menor pro chão. O pequeno levantou e foi morder a irmã porque queria aquela nota. E eu no meio daquele furdunço. As crianças caíam pra cima de mim enquanto se engalfinhavam pelos dois reais.
Levantei e fui pra perto do marido. Nisso chegou outra pessoa e a guriazinha começou a se aprochegar do novo visitante pra aplicar o golpe. E ela deve vir repetindo essa atitude há um bom tempo. Aprendeu com alguém. E vai ensinar pra outros tantos alguéns. O primeiro vai ser o irmãozinho que ainda não sabe pedir, mas que sabe morder e arranhar pra conseguir dois reais.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Também voltei
Aproveitando o post da Eva, eu também voltei. Voltei a dormir do lado certo da cama e ao Calçolas, que andava meio abandonado.
Voltei também a identificar o meu próprio pé. Pintei as unhas de vermelho, coisa nunca antes feita. Pintei de vermelho porque comprei uma sandália linda que é uma cobra coral que se enrola pelo pé. A moça da loja sentenciou: vais ter que pintar a unha de vermelho, fica lindo. Levei dois meses pra tomar coragem e tascar um vermelhão nas unhas do pé. Nos três primeiros dias, eu olhava pras patinhas e achava que tinha mais alguém ali comigo, principalmente no banho, porque aquele pé que residia no final das minhas pernas não parecia meu. Eu só lembrava dos pés de uma tia que sempre teve as unhas vermelhas. Mas agora eu já consigo ver as minhas patinhas e pensar que elas são minhas, muito minhas, mas que esse vermelho precisa sair correndo dali.
Voltei também a identificar o meu próprio pé. Pintei as unhas de vermelho, coisa nunca antes feita. Pintei de vermelho porque comprei uma sandália linda que é uma cobra coral que se enrola pelo pé. A moça da loja sentenciou: vais ter que pintar a unha de vermelho, fica lindo. Levei dois meses pra tomar coragem e tascar um vermelhão nas unhas do pé. Nos três primeiros dias, eu olhava pras patinhas e achava que tinha mais alguém ali comigo, principalmente no banho, porque aquele pé que residia no final das minhas pernas não parecia meu. Eu só lembrava dos pés de uma tia que sempre teve as unhas vermelhas. Mas agora eu já consigo ver as minhas patinhas e pensar que elas são minhas, muito minhas, mas que esse vermelho precisa sair correndo dali.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Fizemo que vortemo mais fumo
Voltei, depois de sete paradisíacos dias na Gamboa. Maravilhosos mesmo, dignos de uma Eva que se preze: confesso que nem a dissertação eu levei. (Obrigada, Maroto, pela sábia dica. Eu realmente não ia conseguir trabalhar na pesquisa, ali, naquela cabaninha com vista pra praia toda, entre filha, afilhada e maninha fazendo a maior e mais linda bagunça do mundo, perto do marido, amigos, sol, mar e camarão. Meu trabalho ficaria ali, me espreitando, me lembrando fisicamente da sua existência - como se na minha mente ele já não ocupasse um espação danado -, me deixando mais culpada do que eu já sou de nascença. Portanto, a dissertação e eu fizemos férias uma da outra, e foi ótimo).
Então: voltei.
E voltei principalmente pra encarar a bichinha de frente: agora, ou disserto duma vez, ou deserto do mestrado. Como entre o esboço de rafe de antepréprojeto pra ingresso e agora já se passaram mais de dois anos, melhor honrar o tempo investido. E fazer jus à minha bolsa do capes, à baita parceria do maridão que me bancou e bancou a casa toda durante esse tempo todo, à inexplicável fé que minha orientadora tem em mim, e a tantas outras coisas pelas quais sou profundamente grata.
Resumindo: vou andar meio ausente do Calçolas. Vou ficar devendo posts, comentários, respostas pra comentários, visitas a blogs amigos.
Putaquepariu, vou morrer de saudade.
Mas sempre que der eu passo aqui, eventualmente quem sabe até pra postar coisas - que, temo, não passarão de lamentos desesperados, frases sem nexo e piadas bobas (o que, na real, não difere muito do que eu sempre fiz).
Em fins de janeiro volto a operar normalmente.
Fui. Wish me luck.
Então: voltei.
E voltei principalmente pra encarar a bichinha de frente: agora, ou disserto duma vez, ou deserto do mestrado. Como entre o esboço de rafe de antepréprojeto pra ingresso e agora já se passaram mais de dois anos, melhor honrar o tempo investido. E fazer jus à minha bolsa do capes, à baita parceria do maridão que me bancou e bancou a casa toda durante esse tempo todo, à inexplicável fé que minha orientadora tem em mim, e a tantas outras coisas pelas quais sou profundamente grata.
Resumindo: vou andar meio ausente do Calçolas. Vou ficar devendo posts, comentários, respostas pra comentários, visitas a blogs amigos.
Putaquepariu, vou morrer de saudade.
Mas sempre que der eu passo aqui, eventualmente quem sabe até pra postar coisas - que, temo, não passarão de lamentos desesperados, frases sem nexo e piadas bobas (o que, na real, não difere muito do que eu sempre fiz).
Em fins de janeiro volto a operar normalmente.
Fui. Wish me luck.
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